Arquivo diário: outubro 7, 2012

Emoção

Outro dia recebi o telefonema de uma querida amiga, falando da saúde de seu marido, que teve problemas bem sérios e difíceis e que está ainda em recuperação.

Fiquei muito emocionada e chorei muito falando com ela, o que a deixou também muito triste.

Mas o que mais me emocionou foi seu relato em relação às netinhas do casal.

Crianças de 7 e 9 anos, que passam grande parte do tempo ao lado do avô, e uma delas teria ficado imóvel por mais de uma hora por ele estar dormindo.  Não queria acordá-lo.

Tem coisa mais linda do que isso?

Não me envergonho de chorar de emoção.  Acho lindo poder me emocionar, e acho que apesar dos problemas que todos enfrentamos no nosso cotidiano, temos que deixar lugar para nos emocionarmos também.

Vemos pessoas que não se permitem sentir emoção, como se fosse vergonhoso chorar  porque algo as emocionou.

As pessoas que me conhecem e acompanham minha vida sabem que curto todos os momentos bons com muita alegria e felicidade.

Mas isso não me impede de me emocionar, me comover com a bondade e a tristeza.

Tem momentos de emoção incomparáveis, principalmente quando se trata dos filhos.

Chorei muito:

a primeira vez que minha filha me chamou de mamãe;

o seu primeiro dia de escolinha infantil, quando tivemos que deixá-la sozinha, sem a nossa companhia e proteção;

e o dia que recebeu seu primeiro diplominha da escola.

Não dá para evitar a emoção no dia que você nota a primeira sombra de tristeza no seu olharzinho, e fica imaginando por que será, ou por quem será; a primeira desilusão amorosa na adolescência, e você sabe que não poderia ajudar; a primeira viagem com o colégio, mais uma vez sem a nossa presença, além da saudade, a preocupação com o que poderia acontecer longe dos pais.

Depois vem a emoção da realização profissional dos filhos, que é um motivo de alegria e nos faz saber que toda a orientação que transmitimos valeu a pena.

Choramos de alegria.

E assim, vivemos desses momentos de emoção, que, para mim, também se manifesta quando vejo um quadro triste de miséria humana.

Me faz muito mal passar numa rua, seja de dia ou de noite, e ver alguma pessoa remexendo uma lata de lixo, em busca de algo provavelmente para comer ou se agasalhar.

Felizes os que ainda tem a capacidade de sentir.

Eu choro, sim, e vou vivendo.  Daria até um enredo!

Emocionada, lhes deixo meu abraço carinhoso 🙂

Bom domingo,

Amanda