Arquivo diário: março 25, 2012

O que é a inveja?

É difícil definir esse sentimento, e normalmente quando se sente um pouco de inveja de alguém ou de alguma situação, as pessoas tem vergonha do que estão sentindo.

Muitas vezes, negam até para si mesmas e tentam dominar o sentimento, expressando uma opinião diversa, elogiando o ser que invejam, assim se redimindo desse “pecado”.

Em muitos casos, no entanto, a inveja pode ser construtiva se o sentimento for de genuína vontade de progredir – e não destruir o próximo, mas sim imitar atitudes positivas, das quais “invejamos”, ou melhor almejamos.

O dicionário define a inveja de duas formas: 1. “Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem” – e dessa devemos fugir, dominar e abominar. 2. “Desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possui ou desfruta.”

É importante distinguir esses dois sentimentos – a inveja maldosa e destrutiva da inveja que vem da admiração pelo sucesso de alguém, que ganhou muito dinheiro ou é feliz com a família, tem o amor e carinho dos amigos ou conquistou um cargo importante no trabalho, por exemplo. Chamo isso de uma inveja construtiva, que ajuda no amadurecimento da inteligência emocional e social.

O invejoso maldoso não se questiona. Ele critica o sucesso da vitima de sua inveja e passa o tempo tentando regredi-lo a um nada. Diria, “ele é um bajulador, que se casou com a filha do patrão, por isso progrediu” ou algo parecido.

Já a inveja pura vem de um questionamento profundo, de uma vontade de querer compreender o sucesso do próximo para conquistar o seu. Este diria, “aquele senhor conquistou uma fortuna sempre com honestidade. Quero aprender com ele e seguir esse caminho”.

A inveja maldosa não é  só uma defesa mas denota insegurança. O invejoso se acha incapaz de conquistar o que o vizinho alcançou na sua vida profissional ou pessoal, com certeza com muita luta, dedicação e determinação: estudou, se sacrificou, dormiu tarde, acordou cedo, não deixou faltar nada no seu trabalho, sempre foi pontual e organizado, cumprindo horários rigorosamente. Não foi “sorte”, como muitos dizem. Nunca é.

Ninguém nasce sabendo, e na maioria das vezes, o bem sucedido se analisou, sozinho ou com ajuda de um profissional competente, e viu que como estava agindo não iria muito longe.

Tem pessoas com quem, às vezes, não nos simpatizamos– sem motivo, á primeira vista. Mas pode acreditar que, geralmente, ou a pessoa tem uma característica positiva que a gente não tem e gostaria de ter, ou ela tem alguma característica negativa com a qual a gente, de alguma maneira, se identifica e também possui – e não gosta.

O que eu tentei fazer minha vida toda foi reconhecer minhas características negativas e trabalhá-las dentro de mim, tirando o bom exemplo do outro e procurando sempre me educar, melhorar e me inspirar.

Me chame de invejosa, se quiser ☺

Bom domingo,

Amanda