Arquivo diário: março 11, 2012

Prejulgamento=preconceito

Alberto Montalvão, 1945

“Nunca deixe que pensamentos negativos ou sugestões inimigas penetrem seu espírito.
Você está acima de tudo isto. É um ser livre, forte e positivo”.

 — Alberto Montalvão-A Psicologia do Êxito, vol 5

Uma das leis da natureza é a do menor esforço.

Muitos vezes não raciocinamos por nós próprios.  Ouvimos e estabelecemos certos padrões a respeito de tudo: comportamento, beleza, inteligência e outros.

Temos que tomar muito cuidado com o “menor esforço” ao julgar uma pessoa ou situação.  Essa lei é traiçoeira quando nos deparamos com atitudes preconceituosas ou tendenciosas.

É muito mais cômodo e mais “barato” para o cérebro concordar com aquilo que já se tornou através do tempo um padrão estabelecido como verdadeiro.

A gente ainda ouve falar que mulher bonita é burra, por exemplo.  Isso fica em nossa mente, quando na verdade nem toda mulher bonita deixa de estudar, se aprimorar, desenvolver uma bela carreira.  Quantas não conhecemos?

O ser humano é influenciado através dos tempos e da nossa educação pré conceituosa a acreditar em idéias generalizadas concernentes a raças, cores, religiões, regiões geográficas, etc.

Mas precisamos nos educar para fazer o contrário: colocar a máquina cerebral e emotiva para trabalhar e prevenir e evitar o PRÉ-julgamento, acionando mecanismos para dominá-lo.

Começa com o questionamento.  Devemos estar sempre alertas para reconhecer quando um preconceito procede, se tem sentido ou se ele foi socialmente modelado, sem que tenhamos percebido.

O preconceito deve ser detectado, pois ele pode nos influenciar e prejudicar em diferentes áreas da atividade humana, principalmente nossa inteligência social.

Sofrer prejulgamento provavelmente muitos de nós já sofremos, por exemplo, no trabalho por causa de nossa cor, raça ou religião, maneira de nos vestirmos.  Ás vezes somos rotulados pela nossa aparência.  Uma pessoa jovem, bonita e bem arrumada sofre o prejulgamento  muitas vezes  pelo rótulo de que alguém com essa aparência não deve ser eficiente.  Mas na verdade, essa pode ser uma pessoa extremamente responsável, dedicada, estudiosa e eficiente.

Outro exemplo é a mulher sozinha, por opção ou por viuvez ou por separação.  Ouvimos sempre suas queixas de que são marginalizadas — muitas vezes por outras mulheres inseguras que as isolam por ciúme dos maridos ou namorados.  E do resto ouvimos, “ficou pra titia, coitada”.

Por que pré-julgar?

Felizmente, hoje, com a chegada do politicamente correto, mesmo os dicionários estão tendo que mudar conceitos e definições preconceituosas.

Mas vamos tentar ir alem do dicionário e não generalizar, não prejulgar e raciocinar, assim amadurecendo nossa inteligência social para atingir uma melhor convivência, pacífica e agradável, com tudo e com todos.

Voltamos sempre no ponto da tolerância.  Procuro sempre e constantemente combater idéias preconcebidas que ouço a vida inteira para não me deixar levar, a não ser pela minha análise imparcial.

As aparências enganam.

Bom domingo,

Amanda