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Recomeço

Diariamente, planejamos realizar algo que nos dê orgulho, prazer, felicidade, alegrias, e que nos leve ao sucesso e bem estar.

De fato, recomeçamos a cada dia nossa vivência pessoal, social e profissional.

No início de cada ano, esse sentimento de renovação e recomeço aparece mais fortemente dentro de nós.  Porém, o que ocorre muitas vezes, ao longo dos meses, é que vamos esquecendo nossos propósitos mais profundos e entrando na rotina.  Isso acontece com nossas resoluções, relacionamentos, sonhos e metas.

Mas não deveria.

Eu, por exemplo, cuido muito para nunca me esquecer das bênçãos que recebemos de Deus.

Og Mandino  no seu livro “O maior Milagre do Mundo” descreve exatamente o memorando enviado por Deus  aos seres humanos, destacando tudo o que possuímos e muitas vezes não valorizamos, acreditando que é natural o  fato de podermos  ver, andar, pensar,  respirar, amar.

Mas na verdade, não é natural, e sim um grande presente que tento valorizar a cada momento, como em minhas relações.

Sempre digo que quanto mais íntimos somos de alguém, mais respeito devemos ter nas nossas atitudes.  Não podemos nos acomodar.  E procuro não me acomodar nunca, seja nas minhas atividades profissionais, pessoais ou sociais.

Não quer dizer que consigamos o resultado desejado todo o tempo.

Mas tentar já é um grande passo para o sucesso de qualquer empreendimento.

Falamos no último blog de 2012 sobre a perseverança, fator indispensável para a realização de tudo o que planejamos e pretendemos fazer.

Acredito que um dos segredos da inteligência social se resume em uma fórmula muito simples: constante renovação com muita perseverança, para melhorar características que não apreciamos em nós.

E assim, deixo aqui no primeiro blog de 2013 meus votos para que mantenhamos o sentido da esperança que brota em cada início de ano, começando por um questionamento retrospectivo:

Cumprimos nossas metas anteriores? Todas?

Das que ficaram pendentes, o que vamos fazer?

– o regime  do qual tanto falamos?

– mais exercícios?

– colaborar em causas justas e beneficentes?

– prestar mais atenção ao outro membro do casal?

– dedicar mais tempo aos filhos?

– melhorar e talvez ser mais tolerante no trabalho e com as pessoas em geral?

– aprender coisas novas, atividades que nunca exercemos?

– ser mais positivo?

Esses seriam alguns dos propósitos que poderiam melhorar nossa vida no dia a dia.

Se colocarmos nosso pensamento com fé e força de vontade, possivelmente conseguiremos melhorar substancialmente nossa maneira de viver.

Essa é uma responsabilidade auto imposta e devemos tentar sempre cultivá-la.

Vamos, então, repensar nossas vidas, nossas causas, nossas famílias, enfim, tudo o que conseguimos até hoje, conservando o espírito de colaboração mútua, numa missão de boa vontade para com o próximo.

Mas em primeiro lugar, vamos tentar cumprir as metas às quais nos propusemos no Réveillon.

Renovo os votos de Feliz 2013 a todos os amigos que me acompanharam durante o 2012!

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda

O melhor amigo da realização é a perseverança

Falamos na semana passada que ao exigirmos de nós mesmos a perfeição, muitas vezes atrasamos a realização de algo que poderia ter sido feito e não foi concluído por esperarmos sempre que estivesse perfeito.

Mas vimos que a chamada perfeição não existe.

Para realizarmos algo, temos que persistir.

O melhor amigo da realização é a perseverança.

Não é nada fácil perseverar no que queremos e nos propomos fazer, pois a diversidade de obrigações é sempre enorme.

Na nossa vida pessoal, temos que manter todas as obrigações com a família, com a nossa casa, compras e manutenção em geral.

Na nossa vida  social, gostamos de atender aos convites de pessoas queridas, e que se preocupam conosco e nos dão a honra de quererem a nossa presença em seus eventos, e temos também o prazer de convidar amigos queridos.

Na nossa vida profissional, que obviamente nos toma muito do nosso tempo e tem que tomar, uma vez que nos propusemos a fazer algo, temos a obrigação de tentar concluir, realizar. Os resultados são esperados pelos clientes, sejam de que natureza forem.

E é ai que entra o fator determinação e perseverança.

Se escolhemos uma determinada atividade, os fatores externos não podem e não devem ter a mínima influência na execução das mesmas, pois terceiros nada têm a ver com os nossos problemas.

Tenho exemplos aqui em nossa casa, noto que nossos colaboradores executam as funções para as quais estão determinados sem expor seus problemas pessoais como desculpas para deixarem algo sem fazer.

Nunca se queixam de que tiveram problemas com sua locomoção, tudo é feito com naturalidade, insistem consigo mesmos para que tudo esteja cada vez melhor.

Eles têm a característica de perseverar até desenvolverem o que se propuseram.

Todos queremos os resultados aos quais nos propomos e, para que isso aconteça, temos que perseverar no princípio do cumprimento de nossa palavra. Se prometemos algo ou nos comprometemos a fazer algo, a solução é tentar cumprir, aliás é o mínimo, a meu ver.

Para mim, o termo perseverança está muito ligado à luta que sempre empreendemos quando queremos realizar.

O sucesso e a conquista têm muito pouco a ver com a ilusão da perfeição, mas sim com a determinação de não falhar, de manter a garra, de realizar o objetivo.

Meu pai, o escritor Alberto Montalvão, dizia:  “Quem está errado, tem que combater a si próprio.  Quem está certo, tem que combater o mundo”.

Mesmo que não sejamos tão radicais, temos que desenvolver nosso espírito de luta, perseverar em nossos ideais, ou nada realizaremos.

Meu pai, mesmo, foi um grande exemplo.

Sua família perdeu os recursos de que dispunha e ele foi trabalhar como barbeiro.

Eu não vivi essa fase, pois quando nasci ele já havia estudado um pouco, e cresci acompanhando sua luta, perseverança no que almejava toda a sua vida.

Estudou, se formou em direito, fez psicologia, começou a compor, fez lindíssimas músicas, e depois começou a escrever, o que desenvolveu pelo resto de sua vida.

Escreveu mais de 40 livros de psicologia, aplicada a relações humanas, consciência de força, a força da mente e da vontade que impulsiona qualquer pessoa.

Muitas vezes, temos que mudar o rumo de nossas pretensões profissionais, seja por falta de oportunidade na nossa escolha inicial, ou porque mudamos de cidade ou país.

Portanto, se preciso for, mudemos de profissão, de atividade, nos empenhando sempre para realizar aquilo a que nos propusermos, com muita perseverança e espírito de luta.

Abraços e bom domingo,

Amanda

Perfeição é o pior inimigo da realização

À primeira vista pode parecer bem estranho dizer que a perfeição é o pior inimigo da realização.

Mas pense bem.  Muitas vezes, procuramos tanto a perfeição que não conseguimos realizar nada do que estávamos nos propondo.

Conheci pessoas que tinham tanto a mostrar e a fazer, a realizar e, na eterna busca da perfeição, nada fizeram.  Passaram a vida buscando o ideal e nunca chegaram a ponto algum – porque nunca nada estava perfeito o suficiente.

Só que a perfeição não existe.  Existe uma meta de trabalho, e vencemos, crescemos e realizamos a cada etapa e a cada desafio.  Mas o próprio conceito de perfeição é perigoso – é como o conceito da beleza perfeita, das capas de revistas de moda.  É irreal.

Perfeição é um conceito subjetivo.

O que é perfeito para um não é necessariamente perfeito para o outro.

Na prática, temos que nos atrever um pouco, nos soltarmos, mostrar o que sabemos, e principalmente, estarmos prontos para as críticas, o que nos ajuda a chegar a um ponto de relativa perfeição, que sempre buscamos naquilo que desejamos mostrar ao mundo, ou melhor, ao mundo que nos rodeia.

E nessa busca vamos aprendendo cada vez mais – e assim, cada vez mais, tentando encontrar o caminho mais próximo da perfeição dentro das nossas limitações e dos desafios que se apresentam.

A realização de cada um depende de raízes intrínsecas, de hábitos antigos, de proporções adequadas.

Mas na verdade, esperar a perfeição o tempo todo para que possamos realizar algo, é atraso de vida.  É impossível.

Reconhecer nossas limitações é o passo mais importante na nossa eterna busca pela realização, pelas conquistas, uma a uma.  O conceito “perfeição” é um pleno boicote a nós mesmos.

Muitas vezes, nosso chefe, cônjuge, nossa equipe, todos estão satisfeitos com o sucesso de um projeto ou um encontro, com os resultados obtidos.

Só nós continuamos julgando imperfeitos os tais resultados atingidos.

E isso não é saudável.  Essa eterna busca pela perfeição é o pior inimigo da realização.

Minha mãe aos 90 anos fazia aula de escultura, coisa que nunca tinha feito antes.  Achei uma boa forma dela ter uma atividade criativa para que continuasse a usar o cérebro o mais possível.

Ela não tinha o constrangimento que é sempre uma das características de quem não sabe, ou acha que não sabe.  Mas tinha criatividade nata.

Criava e executava esculturas belíssimas, pois não havia se prendido a censura de quem está sempre consciente de suas limitações.  Ela não se preocupava com o que não sabia.  Aprendia ao fazer.

E fez muitas e lindas obras, que mandei fundir em bronze, e que guardarei por toda a minha vida.  São perfeitas aos meus olhos.

Vamos lutar, sim, pela perfeição em tudo o que pudermos realizar, mas sem deixar que a eterna busca pela ilusão da perfeição nos cegue a ponto de nunca chegarmos ao resultado satisfatório de uma realização.

Analisemos com cuidado, claro, mas sem obsessão, para evitarmos um sofrimento desnecessário.

O termo perfeição já significa “sem defeito”.  Isso, sabemos, não existe em ninguém.

Mas existe na natureza, nas flores, nos animais, na beleza pura de uma criança.

Podemos sim, buscar a perfeição no nosso sentimento de bondade, de compreensão, de caridade humana.

Realize mais e mais que a perfeição se manifesta através da perseverança, melhor amiga da realização – no próximo blog.

Bom domingo e até lá 🙂

Abraços,

Amanda

Compartilhar experiências

Dividir experiências, para mim, é como se fosse uma força propulsora que vem de um lado para o outro, impulsionando o mundo em que vivemos.

E outro dia, conversando com um amigo nosso, um grande jurista, falávamos de diversos assuntos, relativos principalmente à adaptação que se deve ter a ambientes diferentes, a amigos diferentes, situações e cidades diferentes.

Foram ventiladas muitas idéias, citando justamente meu blog “Comparações”, onde falei exatamente sobre como podemos cometer injustiças comparando grandezas incomparáveis.

E comentamos também sobre como é importante aceitarmos costumes de outros lugares ao invés de passarmos o tempo criticando e achando que não vamos encontrar nada de interessante somente porque, muitas vezes, estamos em ambientes com menos recursos do que estamos acostumados.

Eu adoro buscar amizades que me possam ajudar a conhecer melhor novas culturas, gente com quem eu possa aprender, ao invés de pensar e agir com o pouco caso que norteia a vida de certas pessoas.

E é por isso que nasceu a idéia de escrever este blog, quando esse amigo falou esta frase que eu gosto muito e que vai de encontro ao que eu penso e como eu procuro agir: A importância de compartilharmos nossas experiências.

Eu tive uma experiência muito interessante nesse sentido, que foi primordial na minha carreira.

Muito jovem, e ainda com pouca prática no ramo em que me formei em farmácia, candidatei-me e fui nomeada para um cargo de chefia, que exigia formação universitária.

Isso eu tinha, mas era só muita teoria.

Meu conhecimento formal era reduzido a uma faculdade.

Me vi numa situação em que tive que estudar e trabalhar muito para dar conta do trabalho para o qual fui incumbida, que era de muita responsabilidade.  Eu tinha um tremendo medo de errar.

Mas foi minha inteligência social, desde cedo muito aguçada — baseada no respeito ao próximo e a sua experiência e bagagem de vida — que realmente me ajudou.

Sempre me dei muito bem com funcionários, exemplo de minha casa, pois minha mãe fazia questão que esse relacionamento fosse respeitoso e amistoso, e fiz amizade com as pessoas que estavam sob a minha supervisão.

Entre elas havia um senhor, com o dobro de minha idade, extremamente eficiente e com uma tremenda prática na profissão, mas que não tinha tido a mesma sorte que eu tive de fazer uma faculdade, e portanto ocupava um cargo onde ele não era o chefe.  Eu era sua superiora naquela atividade.

Nunca me esquecerei, no entanto, a ajuda, sem nada me cobrar em nenhum sentido, que essa pessoa me dava.

Depois de algum tempo, deixei esse trabalho, por motivo de mudança de minha família para outra cidade.  Mas jamais esquecerei que se não fosse por esse senhor compartilhar sua experiência profissional comigo, jamais poderia ter desempenhado tão bem minhas funções.

Sou-lhe grata até hoje.

E essa passagem de minha vida fez parte de meu aprendizado e desejo de auxiliar quem não pôde aprender cedo, por motivos vários.

Se me couber a oportunidade, divido sempre minha experiência com quem a necessita e me solicita.

Ao dividir as experiências que nossa vivência nos deu, estamos  também dando um pouco de nós, e esse desprendimento só nos faz bem.

Nos sentimos úteis e isso nos proporciona o bem estar que estamos sempre buscando alcançar.

Vamos compartilhar e disseminar nossas experiências cada vez mais. Considero isso quase um dever. E foi assim que resolvi começar o blog Inteligência Social.

Espero que estejam gostando e continuem compartilhando com seus amigos 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Aceitar ou não um convite: eis a questão.

Qual a importância de um acontecimento?

Como definir a prioridade ao julgar essa importância?

Será que serei justa na escolha do comparecimento?

Será que vou ofender as pessoas se não comparecer?

Essas são algumas das questões que nos surgem quando recebemos convites ou quando nos propomos a comparecer a algum evento.

Quando somos conhecidos por nossa profissão ou por alunos, ou por qualquer atividade que desenvolvemos, se torna mais difícil coordenar o comparecimento a acontecimentos para os quais somos convidados devido ao grande numero de convites simultâneos.

Muitas vezes, ficamos em dúvida do que deve ser priorizado ao aceitar um convite para determinado local.  Por isso, tento sempre desenvolver um determinado critério de raciocínio em relação a convites e, consequentemente, a acontecimentos aos quais eles se referem.

Se temos atividades que nos torna conhecidos pela sociedade em que vivemos, temos a obrigação, eu acho, de criar uma forma de comportamento lógico em relação a esse assunto.

Em casa, nós desenvolvemos um critério cronológico.

Aceitamos o convite que chega em primeiro lugar, sem deixar de valorizar os posteriores.  Mas nunca mudamos os planos por achar que um convite é aparentemente “melhor”, mais badalado, etc, do que outro.

Quando aceitamos, só doença nos impediria de comparecer.

Se aceitamos o convite, seja para uma simples sessão de cinema com amigos, os que chegam depois, mesmo que sejam muito interessantes, declinamos dizendo que já temos compromisso anterior.  Respeitamos e valorizamos todo e cada convite – de pizza a caviar – e não costumamos leiloá-los. Para nós, todos têm a mesma importância no nosso conceito.

Outra noite tivemos  um exemplo desse comportamento vindo de uma amiga querida, e fiquei ainda mais sua admiradora.  Ela tinha um convite para vir à nossa casa para um jantar.  Confirmou.  Mas em seguida, recebeu um convite para um casamento no mesmo dia, ao qual não poderia deixar de comparecer.

Me chamou ao telefone e disse que viria ao nosso jantar, mas depois iria a um casamento, bem mais tarde, pois meu convite tinha chegado primeiro e ela se comunicou com a pessoa que a convidou explicando a situação.

Realmente, ela veio ao nosso jantar, e sem pressa, depois da meia noite, se retirou para ir abraçar os donos da outra festa.

Eu ajo dessa forma, e achei muito elegante sua atitude.

Um convite é sempre algo que considero importante.  Significa que fomos escolhidos numa listagem – às vezes seleta — pelos donos da festa e nos sentimos muito honrados de fazer parte dela.

Para nós, todo evento é um acontecimento.  Não importa se de menor ou maior vulto, é algo que devemos honrar sempre, uma vez que confirmamos nossa presença.

E faço ainda mais questão de estar presente em acontecimentos tristes, no caso de um falecimento ou doença, por exemplo.  Esses recebem toda minha atenção e vem em primeiro lugar na minha lista de prioridades de compromissos.

A vida não é feita somente de momentos alegres, e uma prova de amizade sincera é exatamente o comparecimento em algum momento em que as pessoas mais precisam de nosso carinho e de nossa presença.

Aceitar ou não um convite é um grande dilema na vida movimentada que todos temos.  Saber ponderar e priorizar faz parte da nossa inteligência – e sucesso – social.

Convite para mim é algo especial: adoro ser convidada 🙂

Abraço e ótimo domingo,

Amanda