Compartilhar experiências

Dividir experiências, para mim, é como se fosse uma força propulsora que vem de um lado para o outro, impulsionando o mundo em que vivemos.

E outro dia, conversando com um amigo nosso, um grande jurista, falávamos de diversos assuntos, relativos principalmente à adaptação que se deve ter a ambientes diferentes, a amigos diferentes, situações e cidades diferentes.

Foram ventiladas muitas idéias, citando justamente meu blog “Comparações”, onde falei exatamente sobre como podemos cometer injustiças comparando grandezas incomparáveis.

E comentamos também sobre como é importante aceitarmos costumes de outros lugares ao invés de passarmos o tempo criticando e achando que não vamos encontrar nada de interessante somente porque, muitas vezes, estamos em ambientes com menos recursos do que estamos acostumados.

Eu adoro buscar amizades que me possam ajudar a conhecer melhor novas culturas, gente com quem eu possa aprender, ao invés de pensar e agir com o pouco caso que norteia a vida de certas pessoas.

E é por isso que nasceu a idéia de escrever este blog, quando esse amigo falou esta frase que eu gosto muito e que vai de encontro ao que eu penso e como eu procuro agir: A importância de compartilharmos nossas experiências.

Eu tive uma experiência muito interessante nesse sentido, que foi primordial na minha carreira.

Muito jovem, e ainda com pouca prática no ramo em que me formei em farmácia, candidatei-me e fui nomeada para um cargo de chefia, que exigia formação universitária.

Isso eu tinha, mas era só muita teoria.

Meu conhecimento formal era reduzido a uma faculdade.

Me vi numa situação em que tive que estudar e trabalhar muito para dar conta do trabalho para o qual fui incumbida, que era de muita responsabilidade.  Eu tinha um tremendo medo de errar.

Mas foi minha inteligência social, desde cedo muito aguçada — baseada no respeito ao próximo e a sua experiência e bagagem de vida — que realmente me ajudou.

Sempre me dei muito bem com funcionários, exemplo de minha casa, pois minha mãe fazia questão que esse relacionamento fosse respeitoso e amistoso, e fiz amizade com as pessoas que estavam sob a minha supervisão.

Entre elas havia um senhor, com o dobro de minha idade, extremamente eficiente e com uma tremenda prática na profissão, mas que não tinha tido a mesma sorte que eu tive de fazer uma faculdade, e portanto ocupava um cargo onde ele não era o chefe.  Eu era sua superiora naquela atividade.

Nunca me esquecerei, no entanto, a ajuda, sem nada me cobrar em nenhum sentido, que essa pessoa me dava.

Depois de algum tempo, deixei esse trabalho, por motivo de mudança de minha família para outra cidade.  Mas jamais esquecerei que se não fosse por esse senhor compartilhar sua experiência profissional comigo, jamais poderia ter desempenhado tão bem minhas funções.

Sou-lhe grata até hoje.

E essa passagem de minha vida fez parte de meu aprendizado e desejo de auxiliar quem não pôde aprender cedo, por motivos vários.

Se me couber a oportunidade, divido sempre minha experiência com quem a necessita e me solicita.

Ao dividir as experiências que nossa vivência nos deu, estamos  também dando um pouco de nós, e esse desprendimento só nos faz bem.

Nos sentimos úteis e isso nos proporciona o bem estar que estamos sempre buscando alcançar.

Vamos compartilhar e disseminar nossas experiências cada vez mais. Considero isso quase um dever. E foi assim que resolvi começar o blog Inteligência Social.

Espero que estejam gostando e continuem compartilhando com seus amigos 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

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Publicado em dezembro 2, 2012, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. oriana J maculet

    obrigada Amanda por compartilhar conosco.

    É um ato de generosidade.

    Sou grata

  2. Compartilhar é exatamente isso que voce tem feito com seus
    textos sempre tão praseirosos de se ler, e assim fazer com que também possamos dar uma pausa nesses nossos dias tão corridos!!!!

  3. Mais uma vez,muito obrigado pelos seus ensinamentos.
    Antônio e Nilda.

  4. Lidia Izecson de Carvalho

    Concordo muitíssimo quando você fala da importância de “aceitarmos os costumes de outros lugares ao invés de passarmos o tempo criticando e achando que não vamos encontrar nada de interessante somente porque, muitas vezes, estamos em ambientes com menos recursos do que estamos acostumados”. Nesse sentido, se você me permite, eu aconselharia quem se interessa por esse tema a ler o depoimento da autora nigeriana Chimamnda Adichie, intitulado “O perigo de uma única história”. É fácil achar no Google.
    Beijão e parabéns pelo seu Blog. Lidia izecson de Carvalho

  5. Amanda,
    Adoro toda essa sabedoria ! Amo ler o Blog , eh sempre super direto e interessante alem de útil para o nosso dia a dia quando as vezes nos esquecemos de coisas básicas porem importantíssimas 🙂
    Beijo aqui de Miami

  6. Amanda querida , adorei o tema de hoje e estou perfeitamente de acordo . Também sempre procurei nortear minha vida desta forma , apredizado que recebi de família .
    Parabéns e obrigada por nos brindar com assuntos sempre de interesse geral .
    Beijos , boa semana
    Tereza Duarte -0)

  7. Encantadora mestra, com vc sempre há muito o que aprender….

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