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Senso de oportunidade
Publicado por amandadelboni
Quando falamos que alguém teve “senso de oportunidade”, normalmente queremos dizer que a pessoa foi oportuna ao resolver uma questão, ou não importunou ninguém, e ainda melhor, não teve um comportamento impróprio ou inconveniente.
Inconveniência é uma atitude que me incomoda demais. Aliás, nem gosto muito dessa palavra. Quando eu era criança, estava sempre atenta para tudo o que me rodeava, e minha avó paterna me chamava muitas vezes de inconveniente.
E ela dizia isso sem nenhum pudor, na minha presença, e era exatamente pelo fato de que eu opinava acertadamente em alguns assuntos.
Obviamente ela teria alguma razão, pois eu falava mesmo sem ser consultada. Mas na maioria das vezes, minha opinião não era totalmente fora de propósito, e era exatamente isso que a incomodava. Só que, evidentemente, eu não tinha o senso de oportunidade que a maturidade nos confere.
E é esse senso de oportunidade, que surge com a maturidade, que influencia muito na nossa convivência com as outras pessoas.
Sabemos que até os animais têm esse senso.
Tive uma experiência interessante nesse sentido.
Minha filha tem dois cães maravilhosos, mas um deles, que ainda é jovem e muito animado, fica, em algumas ocasiões, de certa forma inconveniente por querer participar de tudo ao seu redor.
E como é carinhoso, está sempre se colocando próximo de nós, onde quer que estejamos. Mas é muito grande e pesado, por isso sempre tomamos algum cuidado com sua aproximação.
Mas foi fantástico num dia em que um de nós não estava bem disposto, tomando alguma medicação e ele ficou absolutamente quieto, comportadíssimo, como se entendesse que não deveria incomodar naquele momento.
Simplesmente ficou deitado em sua caminha, sem se aproximar, sem incomodar, como se estivesse colaborando com a delicada situação. De vez em quando levantava a cabeça, como se quisesse saber notícias do andamento de tudo.
Emocionante, inesquecível e surpreendente, principalmente vindo do Boni.
Mas infelizmente esse senso quase inato de oportunidade não acontece sempre com as pessoas.
Tem gente que fala alto nos cinemas e teatros, em hospitais, onde justamente se pede o silêncio necessário para que outras pessoas possam usufruir de uma calma necessária para entender o que está se passando, seja em que circunstância for.
Existia até uma expressão jocosa a respeito, quando se dizia que as pessoas que se comportavam dessa maneira estavam com o “desconfiômetro” avariado.
E assim, também devemos desenvolver esse senso de “desconfiômetro” quando nos deparamos com alguém que precisa de nossa atenção e compaixão.
Vamos nos lembrar de que não temos o direito de ignorar, e sim tentarmos discernir ocasiões em que podemos ou devemos ter a participação, e emitir opiniões sem agredir a outra parte.
Mas muitas vezes, encontramos pessoas que emitem sua opinião sem serem solicitadas, o que pode causar grande constrangimento em quem recebe a sugestão espontânea.
Aí é que entra nosso senso de oportunidade, o discernimento da ocasião apropriada para se opinar.
Abusando da boa vontade de meus leitores, espero que meu senso de oportunidade esteja me levando ao caminho correto em relação aos meus blogs. 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Solidariedade
Publicado por amandadelboni
Ser solidário com alguém não quer dizer apoio e cumplicidade incondicional.
Nem significa ser conivente com algo que não faz parte de nossa personalidade ou do nosso ideal de vida.
Se não concordamos com alguma atitude ou idéia que poderia ser prejudicial a alguém, não podemos e nem devemos ser solidários simplesmente para sermos agradáveis com quem nos solicitou.
Isso seria uma falsa solidariedade, que poderia prejudicar ao invés de ajudar.
Mas colaborar, seja com idéias, ajuda financeira ou social ou com alguma participação sem cobrança adicional, isso sim, é se solidarizar e, por consequência, ajudar.
Apoio numa situação de emergência, por exemplo, onde uma demora na decisão pode ser extremamente prejudicial, também é importante. É uma atitude de solidariedade elogiável.
A solidariedade, muitas vezes, pode, de fato, ser interpretada como caridade, pois implica em auxílio, seja financeiro ou de outra categoria.
Falo aqui também da solidariedade indireta, através da qual ajudamos instituições e entidades que arrecadam recursos de diversas formas.
Claro que tudo isso demanda nosso tempo físico, e sabemos que nos dias atuais, é o que mais nos falta. Quase ninguém dispõe de tempo para se ocupar muito com o próximo, mas num esforço de vontade, e deixando de lado o sentimento de egoísmo, podemos encontrar tempo para nos dedicarmos e conseguirmos apoiar o nosso próximo sem que isso nos prejudique.
Prestemos atenção aos amigos que conosco convivem no dia a dia, nos nossos funcionários, e, principalmente, se somos solicitados, devemos atendê-los sempre que possível.
Se não pudermos ser solidários, devemos ser, pelo menos, bons ouvintes.
E se discordamos do que nos é apresentado, se não pudermos ser solidários, que pelo menos sejamos delicados até na recusa da solicitação.
Devemos entender que a solidariedade não se resume somente ao apoio material. Muitas vezes, só o fato de se propor a ouvir e tentar aconselhar alguém que nos procura, já pode gerar um grande conforto.
Esse conforto pode, muitas vezes se traduzir, até mesmo num abraço, ainda que silencioso.
Recebi esse tipo de conforto, por exemplo, na época do falecimento de minha mãe.
As visitas dos amigos eram recebidas por mim como um exemplo raro e importante de grande solidariedade numa ocasião em que quase nada me recompensava sua ausência.
E quando saiam de minha casa, eu me sentia extremamente reconfortada pelas palavras bonitas que havia escutado a respeito de um ser tão querido.
Tentemos praticar o mais que possamos a solidariedade em qualquer circunstância que se apresente em nossas vidas.
Tenho certeza de que essa atitude nos trará um grande conforto interior.
Abraços solidários e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Guardar rancor
Publicado por amandadelboni
Uma vez eu li algo que me impressionou e que considero muito verdadeiro:
“Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com intenção de atirá-lo em alguém. É você que se queima”.
Problema sério que significa, na verdade, falta de capacidade de perdoar.
E é uma atitude sem nenhuma nobreza, sem grandeza e sem caridade.
Todos estamos sujeitos a ter atitudes intempestivas, a falar o que não falaríamos se tivéssemos raciocinado melhor, e , na maioria das vezes, nos arrependemos.
A pessoa que se acha ofendida, muitas vezes não quer esquecer, e deveria, pois alimentar a raiva não leva a nenhum caminho produtivo e nem melhora nossa disposição mental. Pior, envelhece nosso aspecto físico também.
Todos estamos sujeitos a ter reações que não programamos e para as quais, muitas vezes, nem estamos preparados.
Por isso temos que estar dispostos a aceitar reações nem sempre agradáveis de pessoas com as quais temos contato, seja profissional, pessoal ou social.
Penso que temos que procurar analisar cada situação com isenção de ânimos, sem nenhuma tendência, e procurar entender a razão de uma atitude inesperada.
Nunca sabemos se a pessoa em questão teve algum problema grave naquele momento e que serviu para desencadear uma reação inusitada.
Se procuramos entender, fica mais fácil deixar o rancor de lado.
Claro que tem ofensas imperdoáveis, quando se trata de nossa honra, uma mentira que possa nos prejudicar o futuro ou nossa condição de amizade com alguém a quem amamos.
Mas tem o que chamamos comumente de “fofoca”, e que pode ocasionar uma inimizade com quem queremos bem, e que, muitas vezes, nem nos dão a chance de nos defendermos.
Agora, se a pessoa responsável por algum mal estar, nos procura e demonstra arrependimento pelo que possa ter nos causado, creio ser nossa obrigação moral de tentar entender e não guardar rancor.
Conhecemos dois amigos que cresceram juntos e eram muito próximos na infância e na juventude. Um mal estar que nunca ficou bem explicado fez com que nunca mais se falassem.
Durante muitos anos, um deles sempre tentava uma aproximação, sem resultado ou chance de perdão.
Os circunstantes jamais entenderam a razão de tanto rancor.
As famílias continuaram a conviver, mas eles realmente nunca conseguiram reatar a amizade que os uniu durante uma parte de sua vida.
Morreram ambos com o rancor servindo como pano de fundo durante o tempo em que viveram.
Será que valeu a pena perder o carinho e amizade de alguém pela incapacidade de perdoar?
Saber perdoar é o primeiro ingrediente para se viver em paz 🙂
Perdoe alguém hoje. Vai lhe fazer bem!
Abraços e bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Modéstia
Publicado por amandadelboni
A modéstia é, essencialmente, a ausência de vaidade.
De fato, já li que ela é maior do que o orgulho e mais nobre do que a vaidade.
E concordo plenamente com essa definição.
É um conceito, sem dúvida, de duplo significado.
Se encaramos a modéstia como um sentimento de simplicidade, é muito elegante, pois as pessoas, mesmo reconhecendo que possuem um valor no que se propõem a fazer, ficam tímidas ao receber elogios.
É muito bonita a posição da pessoa nesse caso, pois ela encara o elogio bem feito e merecido com uma ponta de reserva, sem colocar a vaidade em primeiro lugar.
E é, realmente, uma forma de altruísmo, de desprendimento de toda espécie de orgulho em relação às nossas realizações.
Deixemos que os outros nos elogiem, valorizem aquilo que criamos, aquilo que executamos em qualquer área de atuação. Devemos manter sempre a sobriedade e deixar que os outros nos reconheçam.
Às vezes, não é nada fácil, pois faz parte de nós, seres humanos, pretendermos receber palavras elogiosas a tudo o que realizamos, ou somos, ou pensamos que somos.
E assim, nos decepcionamos seguidamente, pois esperamos algo que não chega, e isso pode até ser um fator determinante para desencadear nosso desânimo e tornar nosso trabalho medíocre.
O ideal é não nos deixarmos influenciar pelo fácil-falso elogio, pois ele pode nos levar diretamente ao fracasso de uma empreitada.
Vamos analisar friamente nossa capacidade de realização, para conseguirmos, sem falsa modéstia, receber cumprimentos, aguardando resultados esperados.
Já a falsa modéstia é pura hipocrisia, e não é produtivo de nossa parte a cultivarmos. Ela é tão tóxica como o orgulho e a vaidade, juntos.
Se temos consciência de que fizemos tudo certo e com critério, não temos porque cultivar a falsa modéstia, e sim, aceitarmos as palavras de elogios como corretas e merecidas, e com genuína modéstia que vem da verdadeira humildade dentro de nós.
Claro que um vencedor, seja em que área for, tem o direito de reconhecer seu trabalho e aceitar o elogio. Afinal, ele lutou para que esse momento chegasse.
Mas deixar a modéstia de lado e auto elogiar-se, se torna algo deselegante.
Temos que tomar cuidado em cada atitude para não parecermos pedantes e mal educados diante de um cumprimento.
Assim, devemos sempre ter em mente a medida entre a modéstia autêntica e a falsa modéstia. Esse equilíbrio é importante e concorre para nossas grandes realizações.
E com toda modéstia, espero que gostem do meu blog 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
MÃE
Publicado por amandadelboni
Palavra sagrada que pronunciamos com respeito e amor, e que não tem substituição.
Digo com conhecimento de causa, pois tive uma convivência especial, pacífica, cheia de amor com minha mãe.
Respeito aliado ao companheirismo foi a tônica da minha vida ao lado dessa pessoa especial e admirável.
Por isso o meu blog de hoje é inteiramente dedicado às mães, esses seres que nos abençoam, sofrem por nós, sofrem conosco, e de outro lado, compartilham também nossas tristezas e fracassos, nossas frustrações e vibram com o nosso sucesso.
Emoção pura.
O significado da palavra “Mãe” é tão amplo e tão nobre que se torna difícil a definição.
Mães são capazes de vibrar com o sucesso de um filho como se fosse o seu próprio sucesso, chorar mediante um provável fracasso em qualquer atividade que o filho não tenha o resultado esperado, e sempre desejar o melhor, sem egoísmo e sem má vontade mediante uma solicitação.
A mãe tem a capacidade de sacrificar, muitas vezes, até sua vida pessoal em relação ao marido e outras atividades para atender a uma solicitação de um filho.
A amizade é pura e desinteressada, visando somente o bem estar daquele que veio ao seu mundo por escolha e por amor.
Eu sou mãe, e sei por experiência própria que nossa alegria depende da alegria que conseguimos ler nos rostos de nossos filhos, pois quando vemos uma pontinha de tristeza, já o nosso mundo se torna, automaticamente, vazio e sem graça.
Uma mãe vive, na maioria das vezes, sempre buscando trazer felicidade a cada momento da vida dos filhos, tentando retirar todas as pedrinhas de seu caminho.
Mãe entende as escolhas de seus filhos, e o egoísmo é uma palavra que desconhece, pois assim que chega um filho ao seu mundo, uma mãe automaticamente deixa sua própria vida em segundo plano para torcer e se dedicar a esse novo membro da família.
A opção por se tornar mãe já implica em desprendimento desde o momento que sentimos o pequenino ser dentro de nós.
A vida passa a ter outro sentido, passamos a nos dedicar à formação dessa pessoa que chegou em nossas vidas e pela qual nos sentimos responsáveis, seja pelo seu desempenho, como pelos seus resultados.
Por tudo isso, rendemos sempre nossa profunda homenagem, nosso amor incondicional a esse ser chamado MÃE!
Aproveite bem a companhia da sua, beije-a bastante com muito amor.
Feliz Dia das Mães!
Bom domingo 🙂
Amanda
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Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
