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Falsa Modéstia

Na verdade, a falsa modéstia é uma forma muito grande de soberba, de orgulho que não leva a nada.

É super desagradável quando elogiamos o trabalho, a obra de alguém, e a pessoa nos diz, “imagine só, isso não está tão bom assim”.

Recebamos os cumprimentos que são feitos com sinceridade, e que, na verdade, a pessoa que os fez seguramente achou muito proveitoso o que leu e que nós escrevemos ou fizemos.

Nossa tendência e nosso aprendizado sempre foi para não nos acharmos melhores e que tudo o que fazemos seja perfeito.

Mas de outro lado, se foi o melhor que tenhamos conseguido fazer, devemos receber os elogios e cumprimentos pela boa vontade que nos caracterizou no momento da nossa iniciativa.

E também reconheçamos se nossa obra ou nosso projeto foi um sucesso, seja profissionalmente, seja beneficiando a quem nos propusemos ajudar.

A falsa modéstia desconcerta, se exagerada, a quem tenha feito os cumprimentos, deixando a pessoa que elogiou sem saber o que dizer, pois a conversa termina ai.

Um belo trabalho, com resultados esperados, leva geralmente a mais estudos e mais trabalhos , no sentido de se conseguir as vitórias propostas, e isso requer um esforço   digno de reconhecimento por parte de quem quer que seja o alvo, podem ser pessoas, empresas, esportes, etc.

Para isso, alguém trabalhou, estudou e se empenhou bastante, com certeza prejudicando sua vida particular, esportiva, prazeres corriqueiros como ir a uma sessão de cinema, teatro ou outros divertimentos que fazemos nos momentos ociosos.

Essas pessoas merecem o respeito e reconhecimento, e deverão sempre receber elogios devido à sua dedicação.

Portanto, sem nenhuma falsa modéstia, devemos receber sim os elogios concernentes ao bem estar que nosso trabalho, dependendo de cada profissão, proporciona a muitas pessoas.

Cumpre ao recebedor dos elogios dosar sua modéstia e sua discrição e recebê-los adequadamente em relação ao clima existente na ocasião.

Como complemento, poderá ser dito que o “trabalho” tenderá a ser enriquecido, e o recebedor deverá declarar-se à disposição para novas idéias, que poderão ainda mais ampliá-lo.

Isso sim é uma modéstia autêntica e produtiva, pois poderá trazer ao projeto, seja ele de que natureza for, resultados cada vez melhores e, dependendo do objetivo a ser alcançado, um benefício para a humanidade.

Por outro lado, devemos estar conscientes de que certos empreendimentos nem sempre trarão resultados imediatos, mas que, sem gerar elogios iniciais, podem constituir sementes que, lançadas em solo fértil, poderão originar frutos benéficos.

Que a ausência de elogios não traga frustração e não impeça ao gerador de novas idéias, de continuar na sua jornada.

Mas, não nos furtemos de receber e nem de prodigalizar os elogios oportunos, com sobriedade.

Abraços e bom domingo, sem falsa modéstia 🙂

Amanda

Passaporte para a grosseria

Estranharam o titulo, não é?

Eu também achei muito interessante, outro dia, quando ouvi o relato de uma amiga, nos contando, admirada, uma passagem de sua vida, quando conheceu um homem com quem poderia até talvez iniciar uma relação. Mas essa hipótese ficou absolutamente fora de questão já no primeiro encontro.

Ele era uma pessoa de muitas posses materiais, e pelas idéias que expôs, deixou claro que achava que o dinheiro, em si, poderia comprar qualquer tipo de contato, e gentilezas poderiam ser dispensadas em função de seu poder financeiro.

Tinha, então, atitudes grosseiras com quem quer que o atendesse, subalternos de maneira geral, ou funcionários de restaurantes, lojas, onde quer que ele fosse afim de ser atendido.

Seu pouco caso total para com as pessoas criava sempre um constrangimento para quem estivesse junto, e que não pertencesse à sua “tribo”.

Minha amiga, claro, não seguiu o relacionamento, por falta absoluta de possibilidade de convivência pacífica, e por não ter o temperamento típico de quem possui esse tipo de atitude em relação ao poder aquisitivo.

Ele dava mesmo a entender que o dinheiro que tem e que podia gastar sem economia lhe dava o direito de fazer o que quisesse e, por consequência, de ser grosseiro com quem quer que fosse.

Achar que o dinheiro é um passaporte para a grosseria é de um mau gosto a toda prova, e um engano total, principalmente quando isso se dá em relação a alguém que possui menos recursos materiais que nós.

Ao contrário, se lidamos com alguém com menos possibilidades, temos que considerar, e pelo menos evitar de como se diz ”jogar na cara”, a diferença financeira que alguns não têm a culpa de enfrentar.

Como se diz, é “enfiar a faca e mexer o cabo”.

Mas se alguns têm a dificuldade de relacionamento com quem tem menos recursos, nós não somos obrigados a manter o contato com essas pessoas. Eu me recuso. Me faz muito mal assistir a grosseria desse padrão de comportamento.

Conviver, então, seria impossível, e foi o que aconteceu com essa minha amiga, que não suportou o outro que só sabia tratar decentemente alguém por interesse próprio, e que constatasse o padrão financeiro equivalente ao seu.

Quem pensa que a riqueza material é passaporte para grosseria está profundamente enganado, valendo lembrar em quantas vezes nesta vida dependemos de assistência de quem possui menos que nós.

Quem já esteve internado em algum hospital, por cirurgia ou tratamento e dependendo, portanto, de cuidados de auxiliares para lhe fazer a higiene e tratar de tudo para o doente, sabe o quanto nessa ocasião o dinheiro isoladamente perde o seu valor real.

Não poderá, com todo o dinheiro que possuir, mudar a ordem dos acontecimentos e recuperar a saúde pagando pura e simplesmente.

Portanto, tenhamos sempre cuidado para não usarmos nunca a posse que nos foi presenteada pela vida como um passaporte para a grosseria.

Abraços e bom domingo, cheio de gentilezas, que não custa nada 🙂

Amanda

Liberdade de Expressão

Quando nos referimos a esse dito nos lembramos normalmente da liberdade de expressão no que se refere à imprensa, de maneira geral.

Que deve ou deveria ter, numa democracia, a liberdade de se expressar sobre qualquer assunto, e colocar suas idéias, mesmo que sejam contra o conceito governamental.

A imprensa é – ou deveria ser sempre – um instrumento de exposição de idéias e de desejos de seu povo, seja em que país for.

Se ela é reprimida, o principal prejudicado é a população que deixa de expor suas necessidades aos seus governantes.

A imprensa, que tem essa responsabilidade perante a população, é com quem o povo em geral pode contar para expor seus problemas e suas necessidades mais prementes.

Mas, além da liberdade de expressão a que me referi acima, quero falar aqui também da falta de liberdade de nos comunicarmos entre nós, enquanto família ou amigos.

É complicadíssimo não se ter a liberdade do diálogo, por receio de ofendermos alguém de nossa intimidade e convívio, e com isso deixarmos de expor idéias que poderiam auxiliá-los em diversos setores da atividade humana.

Claro que vemos pessoas que se acham corretas em tudo o que fazem, e com isso dispensam toda e qualquer tipo de crítica construtiva, pois não sabem reconhecer quando algo poderia ajudá-las.

Elas estão acima do Bem e do Mal, e tudo o que se disser, nada fará com que mude suas opiniões.

Se acha segura em qualquer atividade, e com isso qualquer reflexão que se queira emitir será mal vinda.

E assim, corta o diálogo e a liberdade de expressão de quem poderia auxiliá-la a alcançar melhores resultados no seu empreendimento.

Quantas vezes encontramos ao nosso redor parentes e amigos que não nos dão a menor liberdade de nos expressarmos?

Tem pessoas que nos inspiram medo, mesmo sem explicação aparente, e nos inibem com suas atitudes.

Mas são elas que perdem, com isso, a oportunidade de progredirem em alguma atividade que desenvolvem ou que pretendem iniciar.

Não pedem opinião e impedem quem quer que seja, de exprimir sua visão.

Dizem que gostam de errar sozinhos, nos tirando totalmente a liberdade de nos expressarmos em favor de algo até em algum ramo no qual tenhamos mais experiência, comprovadamente.

Ficamos sem palavras, e vendo mais além do que elas estão vivenciando, mas, com a nossa liberdade de expressão tolhida, nos recolhemos e não nos expressamos como pretenderíamos fazê-lo.

Acontece mais do que imaginamos. Prestem atenção em quantas ocasiões deixamos de expor nossas idéias e opiniões, por termos a certeza de que seríamos repelidos, senão com palavras, mas às vezes com gestos de enfado, até nos sentirmos importunos e aí nos calamos.

Vamos nos dar sempre a oportunidade do diálogo. Sem ele, não há a menor chance de nos relacionarmos bem.

Abraços e bom domingo, com toda a liberdade de expressão 🙂

Amanda

Autocrítica

Os antigos chamavam de “desconfiômetro”.

O que não deixa de ser uma definição devida, pois pessoas que agem de maneira imprópria em qualquer situação nem desconfiam de que estejam sendo inconvenientes ou mal educadas.

Seu senso de oportunidade falha o tempo todo e elas fazem então, piadas inadequadas, dão opiniões sem serem solicitadas, riem quando a situação é trágica, falam palavrões em ambientes que não comportam tal procedimento, etc.

Não possuem o senso de autocrítica, tão importante em qualquer momento, por mais inocentes que pareçam.

Sempre tento pensar antes de emitir uma idéia de qualquer natureza a quem acabo de conhecer e evito defender pontos de vista para pessoas que pertençam a crenças diferentes.

Antes de falarmos sobre assuntos delicados, como religião, política e outras questões polêmicas, vamos fazer um esforço para nos calarmos.

Se não temos esse cuidado e essa autocrítica ou auto censura, estamos sempre sujeitos a criarmos uma imagem distorcida de nós perante outros. Assim, devemos ter cuidado antes de darmos opiniões levianas ou ofensivas.

Sejamos discretos ao emitirmos conceitos, sem parecermos donos da verdade.

A autocrítica é importante também no sentido de nos apresentarmos com roupa adequada em diferentes formas de eventos e ocasiões, pois não dá para ir a uma igreja, por exemplo, com a mesma roupa que iríamos usar para uma balada, uma festa cerimoniosa, um casamento ou outra cerimônia de caráter religioso.

Tento sempre me conscientizar das obrigações sociais, evitando falhas quando consigo ter a consciência de que estou falhando, e não me acomodo porque seja mais fácil.

Mas para isso, tenho a autocrítica aguçada para tentar agir corretamente.

Por exemplo, falar alto em um templo religioso, deixar que o celular faça os ruídos de chamadas, é algo imperdoável nos dias de hoje, pois não custa nada retirar o som, deixar vibrando somente para receber notícias que poderão ter alguma urgência, etc.

Tenho assistido em todas as cerimônias sempre algum toque inconveniente de celular, e a pessoa se torna alvo de irritação de toda a platéia, gemidos e risadas deixando no ridículo quem cometeu essa falta.

Para evitar situações assim, devemos nos auto-criticar, mas, claro, sem o fanatismo que não ajuda em nada absolutamente.

Com a precisão necessária à boa convivência, nossa vida se tornará com certeza, muito melhor, sem a irritação que acompanha qualquer tipo de reprimenda recebida.

Mesmo porque nenhum de nós tem prazer em receber criticas, ninguém gosta mesmo, então o remédio é usarmos o mais possível a autocrítica, e dessa forma evitarmos censura vinda de outras pessoas que nos cercam.

Importante não perdermos nunca a ocasião adequada para ficarmos calados.

A autocrítica é comportamento mágico e essencial para bons relacionamentos 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda

Vão-se os anéis … ficam os dedos.

Não se trata de conformação, mas de compreensão.

Ditado antigo, que traz uma enorme lição de desprendimento e abrangência, no sentido de valorizarmos o que possuímos, e não nos prendermos a anseios impossíveis de serem atingidos.

Deixamos, muitas vezes, de valorizar aquilo que a vida nos dá, inclusive nossa capacidade de lutar para alcançar nossos objetivos, seja na área material, quanto social, cultural e espiritual.

Se alcançamos resultados pelos quais lutamos, e outros deixaram de acontecer, por que não nos satisfazemos, ao invés de lamentarmos o que não chegou?

Seja em que campo for a nossa luta, procuremos analisar o que alcançamos, se nossa capacidade foi até o limite, pois cada um de nós tem seu nível e sua forma de batalhar por algo a que se propõe.

No sentido material, queremos dizer com esse ditado, que, quando perdemos algo, temos que agradecer porque restou até mais do que necessitávamos, ou porque nem tudo foi perdido.

É a lei da compensação, que temos que reconhecer cada vez que achamos que perdemos algo, valorizando sempre a importância do que nos restou.

Não quero dizer com isso que sejamos conformados, pura e simplesmente aceitando tranquilamente alguma perda, pela qual poderíamos ter lutado para que não acontecesse.

Nada disso, pois acomodação é uma característica que não faz parte da minha personalidade, pelo espírito de luta que me foi incutido desde a infância.

Mas reconhecer quando algo não dependeu de uma luta pessoal, e sim de ocorrências independentes de nossa vontade, e sobre as quais não temos influência, é algo que devemos ter em mente, no sentido de nos conformarmos, e sem insistirmos na idéia errônea de que somos culpados pelo aparente fracasso de uma empreitada.

Medo de perdermos os anéis nos impede, muitas vezes, de conservarmos os dedos.

Façamos o possível para, na verdade, não perdermos os anéis, mas se forem, tentemos reconhecer a benção de termos os dedos, digo, claro, metaforicamente, que representam o que nos resta para seguir adiante e conseguir mais “anéis”.

Não é fácil ter essa visão clara todo o tempo, perante a vida e momentos de perdas, sejam elas emocionais ou materiais, mas como sempre digo, uma vez que usemos nosso raciocínio, valorizemos o que tem valor realmente e não percamos nosso tempo ocupando a cabeça com idéias que não levam a lugar nenhum.

Vamos tentar conservar os anéis?

Mas se eles forem, lembremo-nos de reconhecer que ficaram os dedos 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda