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Elogios

Receber elogios é bom demais e devemos recebê-los sempre com gratidão.  Mas o elogio não deve nos tornar tão auto-confiantes a ponto de assumirmos uma postura pedante, desagradável e de difícil convivência.

Quando nossas qualidades e nossa luta são reconhecidas, ficamos envaidecidos e com razão. Mas a vaidade equilibrada e com humildade é um dos grandes segredos do sucesso dos mais bem sucedidos.

Claro, se nos esforçamos para conseguir um resultado, é natural que recebamos a recompensa, o reconhecimento ainda que seja em forma de um comentário de incentivo, para que continuemos a lutar por resultados propostos anteriormente.

No entanto, devemos ter em mente que, se elogiamos algo a alguém, deve haver sinceridade acima de tudo, para não incorrermos num erro que pode trazer consequências.

Por exemplo:

Por receio de ofender ou criticar levianamente, podemos preferir elogiar uma roupa ou um prato que não gostamos.  Mas esse falso elogio pode acarretar a repetição do mesmo erro, pois a pessoa segue pensando que acertou.

Na dúvida, prefiro calar-me.

Já o elogio merecido, este deve vir sempre.  Incentiva o outro a tentar sempre merecê-lo na próxima ocasião.

Na verdade, todos nós executamos tarefas em todos os sentidos buscando a maior perfeição possível.

Nos arrumamos, falamos, estudamos, escrevemos e fazemos outras atividades, sempre esperando um elogio e reconhecimento.

Quando pequenos nos arrumamos e olhamos para nossos pais, esperando que eles digam:

Que bonitinho!

Ao começarmos nossos estudos, fazemos os deveres de casa e mostramos ansiosos e orgulhosos para nossa mamãe com os olhos bem abertos, esperando o elogio e nunca a crítica.

Mais tarde ao passarmos no vestibular, chegamos em casa e damos a notícia também esperando um: “eu sabia que você entraria, meu filho”.

E assim, vamos pela vida, sempre aguardando a palavra mágica que nos deixa orgulhosos por acertar.

E quando escolhemos um parceiro também apresentamos aos nossos pais aguardando uma palavra de aprovação.

Meu marido me contou que quando me apresentou à sua mãe, num momento que me levantei e me afastei um pouco, ela apertou seu braço e lhe disse:

“É disso que você está precisando, meu filho”.

Quer maior elogio para um filho?

Ela acertou, pois estamos casados e felizes há muitos anos.

São elogios que ficam para toda a vida.

Portanto, vamos sempre ter uma palavra de elogio como reconhecimento para incentivarmos a pessoa que o recebe a realizar sempre mais e melhor.

E ao recebermos um elogio, tentemos fazê-lo com modéstia sem deixar que ele nos suba á cabeça, como se diz.  Humildade acima de tudo.

Mas como todos temos uma ponta de vaidade, a minha faz com que eu espere gentis elogios e comentários 🙂

Abraços e um bom domingo,

Amanda

Solidão

A solidão é um sentimento que envolve tristeza, ansiedade e desejo de estar com alguém que amamos e com quem queremos compartilhar nossas tristezas, ansiedades e desejos, assim como nossas idéias, dificuldades e também momentos de felicidade.

Eu sempre procurei me cercar de amigos com quem eu possa dividir minhas alegrias e tristezas.

Mas conheço pessoas que apesar de viverem sozinhas, não sentem o vazio da solidão.

Já outras sofrem enorme solidão, mesmo acompanhadas.  Acho que não há nada mais triste do que a solidão a dois.

Outro dia uma amiga se referiu a essa maneira de ser, falando que, mesmo sendo casada e considerada bem casada, se sentia extremamente só em várias ocasiões.

E comentou tudo isso, sem desvalorizar e denegrir a imagem de seu casamento, que segundo ela, é dentro do normal, sendo o marido uma pessoa muito especial e bem sucedida.

Disse ela que ele é um excelente pai e proporciona todo o conforto material para a família.

Eu lhe perguntei, então, o que ela queria dizer com “solidão a dois”.

Ficou meio tímida e, na verdade, sem saber bem como explicar.

Por fim ela começou a falar e se emocionou ao exemplificar a situação:

Quando acontecia de estarem a sós, fosse numa ocasião de uma refeição em casa, ou ao se deitarem, nunca havia uma palavra, um assunto de interesse comum, algo que lhe contasse, nada.

“Simplesmente ele se cala como se eu não existisse ao seu lado naquele momento”, disse ela, explicando que por mais que tentasse entabular uma conversa, seria inútil.

Sem saber o que fazer, ela também se cala e almoçam ou jantam em silêncio, ou dormem em silêncio.

Achei tão triste essa revelação, e o pior é que se escuta isso muito hoje em dia e se constata diariamente essa solidão até em ambientes públicos.

Quantas vezes vemos em restaurantes a mesma situação.  Casais que saem de casa, se sentam para comer e não trocam nenhuma palavra, completamente sem assunto de interesse comum.  É uma troca de silêncio.

Alguém um dia perguntou a um casal amigo porque eles continuavam juntos, se não conversavam, a não ser sobre pagamentos de contas, problemas de colégio dos filhos, coisas que envolvem somente a vida prática do lar.

A esposa respondeu triste e simplesmente: “Que vou fazer nessa altura de minha vida?”

Eu me pergunto:

Será que a vida de uma pessoa com essa problemática não seria mais divertida e com mais diálogos com pessoas amigas?  Será que poderia trocar idéias, aprender algo, estudar, enfim, ser mais feliz se estivesse só?  Vale a pena conviver com alguém que não nos ouve e não se comunica conosco, por mais que façamos um esforço nesse sentido?

São perguntas que ninguém pode responder por nós.

Claro que cada pessoa tem sua maneira de ver a vida e pode até achar cômoda uma relação de solidão a dois.

Questão de pontos de vista, que temos que respeitar.

Mas eu já prefiro a união a dois, a companhia de amigos e familiares, o convívio amoroso que me tira a solidão.

Confesso que não gosto de estar sozinha.  Mas não suportaria nunca a solidão a dois.

Desejo a todos um bom domingo, bem acompanhados, sem solidão 🙂

Grande abraço,

Amanda

Relacionamentos

Em várias áreas de relacionamentos, nos deparamos com diferentes tipos de pessoas e ocasiões mais diversas.

Aparência nunca foi e nunca será algo que possa definir a personalidade da pessoa que conhecemos há tempo e também de quem acabamos de conhecer.

Minha podóloga, pessoa de minha amizade, me relatava um dia, triste e decepcionada, algo que ela havia presenciado ao atender um cliente pela primeira vez.

Ele chegou com uma tremenda pose, muito bem vestido, terno de grife, bonito e relativamente jovem para a posição que ocupa na vida profissional.

Tratou a todos com indiferença e até com certa grosseria.

Quando se sentou ela lhe pediu, lógico, que tirasse os sapatos.

Decepção total, pois seus pés eram sujos e sem nenhum cuidado, com as doenças típicas de quem não tem muita intimidade com a chamada higiene.

E ele ainda lhe perguntou se ela usava luvas, se tudo estava esterilizado, e se não havia condição de alguma doença ser transmitida.  Ela lhe respondeu que não haveria nenhuma condição de se transmitir a alguém aquilo que ele tinha em seus pés.

E é assim na vida de algumas pessoas, quando  tiram o sapato, claro, figurativamente, pode-se descobrir doenças incríveis, como o orgulho, a indiferença a problemas dos mais necessitados, a antipatia, a falta de consideração com quem lhes serve, a falta de compaixão e outras tantas características que tornam a vida, às vezes, mesmo insuportável.

Tem pessoas que nunca estão satisfeitas com ninguém e com coisa alguma que se faça para que ela fique feliz.

Você faz de tudo, e quando falha em 1% , é duramente criticado como se nada tivesse sido feito.  Isso, para mim, é algo realmente insuportável.

O ideal seria procurarmos buscar no trabalho com outras pessoas, um bom relacionamento sem permitir que estresse de ambas as partes interfira no dia a dia e nos resultados que procuramos obter.

Na área da competição, seja por candidatura a algum trabalho, seja por competição esportiva, ou pela amizade de alguém, os relacionamentos podem estar sujeitos a algum mal estar pela necessidade que todos temos de sair vitoriosos.

Mas eu creio que um relacionamento pode crescer na medida que acreditamos na competição honesta.

Penso também que uma “derrota” deva somente servir de incentivo para uma futura vitória no mesmo campo que disputamos e perdemos anteriormente.

Para mim, o verdadeiro derrotado é aquele que desiste, e o vitorioso aquele que luta honestamente em todos os âmbitos de sua vida – mesmo sem vencer todas as batalhas.

Relacionamento é algo que devemos tentar preservar, colocando de lado sentimentos negativos, como o ciúme, a inveja, o desprezo, etc.

Um bom relacionamento, seja ele, amoroso, societário, trabalhista, comercial ou simplesmente social, deve ser mantido com respeito.

Devemos tentar preservar dentro de nós, acima de tudo, a humildade para reconhecermos erros passados, e os corrigirmos para relacionamentos futuros, seja em que campo for.

Tento sempre tirar de minhas experiências exemplos que facilitem todas as relações.

Abraços e bom domingo, de ótimos relacionamentos 🙂

Amanda

Pretensão

Estávamos uns dias atrás assistindo uma missa numa igreja Católica, e notamos na entrada algo que nunca tínhamos visto.

Era um recipiente de água benta colocado na parede, com uma célula fotoelétrica.

No momento em que se coloca a mão abaixo do recipiente, cai a gota de água benta.

Achamos interessante, e alguém do grupo citou, brincando um dito popular:

“Pretensão e água benta, cada um usa quanto quer.”

E realmente precisamos estar atentos a qualquer atitude de pretensão, pois o resultado negativo de algo que queremos e não conseguimos pode nos trazer grandes frustrações.

Lutar pelo que buscamos é louvável, mas devemos analisar o grau de capacidade que temos para executar determinadas tarefas.  Em outras palavras, não devemos ser pretensiosos, e sim confiantes nas nossas virtudes mas conscientes das nossas fraquezas.

Essas são atitudes que sempre me fortaleceram como mãe, filha, esposa, chefe e funcionária.

Eu, por exemplo, estudei piano desde que era pequena, e não tenho capacidade de tocar.  Já tentei outras vezes depois de adulta, mas reconheço que não consigo desenvolver essa habilidade.

E pronto!

Isso não me frustra em nada.

Mas imagina se tivesse a pretensão de tocar?  Que mico pagaria!

Já violão, sim, eu gosto de tocar, apesar de também não tocar tão bem, mas adoro cantar e assim consigo me acompanhar de forma que me satisfaz.  Faço aulas semanais de violão e aprendo assim uma ou outra música que possa tocar e cantar.  Mas também não tenho a menor pretensão de tocar violão em publico.

Cantar sim.  Já me sinto segura.

Como se pode pretender fazer algo para o qual não temos o dom?

Fica difícil.

Claro que  acredito na força de vontade e no empenho, no estudo, na dedicação e tudo o mais, mas vamos pretender dentro dos nossos limites até mesmo físicos, para realizarmos o que buscamos.  E sempre com um certo cuidado para evitar que a pretensão não se torne sinônimo de vaidade de nossa parte, o que prejudica o senso de julgamento adequado quanto às nossas possibilidades reais de realização de determinado empreendimento.

A pretensão devidamente analisada pode ser extremamente construtiva e nos incitar à realização de nossos objetivos.

Se bem pensada, muito bom, mas se não for bem avaliada pode se tornar algo extremamente frustrante.

Mas aí, “Pretensão e água benta, cada um usa quanto quer.”

E eu tenho a pretensão que vocês gostem do meu blog.

Abraços e um bom domingo 🙂

Amanda

Bom Humor

Sempre digo que se berrar resolvesse, o cabrito não morreria.

Mas se tentarmos solucionar todas as situações com bom humor, tudo automaticamente se resolve mais depressa e sem nos consumirmos, envelhecermos rapidamente e estragar a vida de quem nos rodeia.

Há dias nos aconteceu algo interessante e que pode servir como um débil, mas importante exemplo:

Reservamos para almoçar num restaurante de alto luxo, de cardápio oriental, mas haviam nos dito que o “brunch” era de paladar internacional.

Quando chegamos, o ambiente era de um barulho infernal, que não daria nem para conversarmos entre nós, e a comida era totalmente oriental.

Eu, pessoalmente, adoro, mas pessoas que estavam conosco não apreciam, então na hora, nos olhamos e desistimos, felizmente sorridentes.

Saímos e decidimos ir a uma churrascaria.

Ao chegarmos, esperamos para que nos atendessem, mas nos deixaram de pé por bastante tempo.

Depois desse longo período e das vezes que solicitávamos uma mesa (isso com todas as mesas vazias à nossa frente – e estamos falando de uma churrascaria de luxo em Miami), o maître dizia que logo estaria pronto para nos sentarmos.

No final, ele confessou que não dava para nos atender naquele momento pois não havia garçom disponível.

Incrível, porém verdadeiro!

Preferimos não esperar, e resolvemos, então, ir para outro restaurante já nosso conhecido e onde apreciamos muito a comida e o atendimento.

Saímos, alegres, e claro, famintos, pois nessa altura já era 4 horas da tarde.

Fomos para esse outro restaurante, nos sentamos, fomos muito bem atendidos, comemos muito bem, aproveitamos e rimos muito da situação.

Agora, imaginem isso tudo com mau humor?

Seria simplesmente desastroso, inutilmente, pois a situação não iria mudar somente porque desejaríamos, ou porque ficássemos  de mau humor.

E isso, em se tratando de algo completamente sem importância – um simples almoço familiar num domingo.

Imaginem, então, numa ocasião que envolva assuntos sérios, que demandem muita atenção e muito bom humor para que tudo se resolva de modo satisfatório para todos os envolvidos.  É um desastre total não se conseguir manter a calma e o bom humor.

Nas mais diversas situações, podem crer, o bom humor e sangue frio costumam  resolver.  Ou, pelo menos, ajudar.

Fica muito mais fácil quando encaramos com bom humor, por exemplo, uma fila seja de teatro, cinema, ônibus, táxi, aeroporto, hospital, enfim, locais onde se aguarda para ser atendido.

Já vi cada cena de arrepiar, escândalos enormes porque alguém passou na frente, às vezes até inadvertidamente.

A explosão de mau humor foi tanta que conseguiu chamar atenção de todos que estavam ao redor.  Mas a pessoa causadora do escândalo foi quem ficou sem resolver seu problema e se tornou ridícula perante aos que a cercavam.

O mesmo já vi várias vezes em situações de divergência de opiniões.  Já presenciei discussões incríveis por causa disso.

Se conseguirmos expor opiniões diferentes daquelas dos nossos interlocutores, com calma e ponderação, elas serão muito mais respeitadas e ouvidas do que as que são expostas aos gritos e onde impera o mau humor.

Vamos, portanto, tentar manter o bom humor, mesmo em momentos críticos.

Claro que muitas vezes não é fácil. Mas vale tentar.

Abraços, bom domingo, com ótimo humor 🙂

Amanda