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Família
Publicado por amandadelboni
Se diz que o sangue faz um parente, mas só a lealdade faz uma família.
Realmente, importantíssima essa relação, pois ninguém melhor do que nossos familiares para nos desejar bons resultados em nossas metas. E isso, independentemente das pequenas diferenças que possam existir, em função de personalidades diversas e do próprio temperamento, que é inerente a cada um de nós.
Mas, no global, a família, muitas vezes, acaba se tornando a única alternativa para muitas pessoas nas suas horas mais carentes, seja emocional, social ou financeiramente.
Claro que afinidades são características originárias de cada um de nós, e, mesmo quando tentamos aprender algo, sentimos que nossas tendências em algum ramo de atividade humana, são bem aquém do que gostaríamos que fossem.
Nada a fazer, pois por mais esforços que façamos, muitas de nossas aptidões não correspondem ao que gostaríamos de executar.
Me lembro que meus pais contrataram uma professora de piano desde que eu era muito jovem.
Mas por mais que eu me esforçasse, estudasse, minha tendência não era propriamente para o instrumento. Percebi que nunca iria ser uma boa pianista.
Gosto do violão, toco mal, mas sempre continuo a ter as aulas, para não perder o contato com o instrumento. Já cantar me encanta, e o faço com certa facilidade, e com afinação satisfatória.
Desde pequena, meu pai que tocava piano e violão muito bem, me acompanhava e tenho gravações que ele fazia. Ele tocava e eu cantava.
E essas afinidades em algum setor, quando reconhecidas, podem facilitar por demais a convivência familiar.
Claro que divergências de temperamentos numa família sempre existem e existirão, mas se conseguirmos contornar, e termos também uma atitude de tolerância, podemos, muitas vezes, seguir convivendo sem choques de nenhuma natureza.
Podemos até mesmo aprender algo, se as idéias expostas forem de acordo com o que podemos e queremos aprender. Ninguém é infalível.
Importante mesmo, a meu ver, é mantermos sempre uma postura educada, em qualquer que seja a ocasião, mesmo que haja divergência de opiniões, de nível de educação e cultura ou outro, mas se usarmos a polidez como postura, os resultados serão bem mais agradáveis e produtivos.
A educação e o respeito são a base de quase tudo nesta vida, na área da convivência familiar, principalmente.
Existe sempre a ponderação de que a intimidade pode permitir a franqueza, mas não concordo, pois se temos a educação e a cerimônia com pessoas não tão íntimas, por que não fazermos o mesmo com os membros de nossa família que merecem ainda mais tolerância, compreensão e respeito?
A gentileza no trato familiar torna o ambiente leve e prazeroso para os participantes e o convívio mais agradável, ao invés de pesado e triste.
Li que a família é uma das grandes obras primas da Natureza.
Concordo, em gênero, numero e grau!
Adoro minha família 🙂
Abraços e bom domingo, junto com a família.
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Tempos difíceis
Publicado por amandadelboni
Gosto de citar, às vezes, trechos lidos que despertam minha atenção, seja por curiosidade, ou pela sabedoria que inspiram.
Sobre amizade li: “O lado bom dos tempos difíceis é que ele afugenta as falsas amizades”.
Todos nós já tivemos momentos difíceis de serem ultrapassados, seja no âmbito profissional, social, financeiro, saúde, etc.
E realmente a idéia de desprezo que algumas pessoas têm em relação a amigos que estão ultrapassando momentos difíceis, é muito triste, pois é exatamente nesses momentos em que mais precisamos da companhia, ou simplesmente da presença de amigos.
Pode até ser uma companhia silenciosa, ou um aperto maior no nosso ombro, como quem diz: “Estou aqui”.
Esse gesto não tem o mínimo custo para quem o faz, mas como na maioria das vezes não traria nenhum lucro, seja afeto ou dinheiro, muitos se queixam de que ele não chega, nem mesmo quando solicitado, ainda que silenciosamente.
Não precisamos esperar que alguém nos solicite, mesmo porque num ambiente de amizades e convivência, todos os participantes de um grupo sempre tomam conhecimento das dificuldades que os amigos estão sofrendo naquele momento de suas vidas.
Amigas que perderam seus maridos, por exemplo, se queixam, e ouvi isso há pouco tempo, de que os que foram amigos de muitos anos, nas primeiras dificuldades, dão desculpas sempre e, resumindo, se ausentam de suas vidas.
O interesse cessa, e amigas já me disseram que muitas sentem uma espécie de ciúme infundado pelo fato de naquele momento ela estar na situação de “mulher sozinha”.
Todas nós diríamos que nunca tivemos esse tipo de atitude, mas será mesmo?
Vamos fazer um pequeno exame de nossa consciência e verificarmos se nunca agimos dessa forma em relação a alguma amiga que tenha ficado só, e se o fizemos, mesmo que tenha sido por circunstâncias independentes da nossa vontade.
Amizade é coisa séria, tem que ser cultivada, regada com nosso bom humor e disposição, e principalmente, com nossa boa vontade de estarmos presentes nos momentos de necessidade.
Não devemos ser exigentes com os amigos, mas sim tratá-los com naturalidade e compreensão, pois esse é, realmente, o verdadeiro sentido da amizade.
Quando agimos com humanidade, conseguimos até mesmo reverter situações de desgosto e de ansiedade.
Recebi, em momentos difíceis de grande perda, demonstrações de amizade das quais jamais me esquecerei, e que conseguiram amenizar muito o desgosto sofrido, pois, muitas vezes, um simples abraço e um aperto de mãos significa demonstração de apoio, tipo: “Conte comigo”.
E nem sempre significa ajuda financeira ou material.
É o carinho, a boa vontade em relação à situação difícil que se atravessa, o momento que sabemos vai passar, mas que, enquanto passamos, parece que nunca vai se acabar.
E o nosso sentimento de alívio é enorme ao receber o carinho de alguém que nos quer bem.
Amizade, enfim, é: “Estou com você, para o que der e vier”.
Abraços e bom domingo, amigo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Inveja
Publicado por amandadelboni
Uma citação interessante que li uma vez e concordo:
“A inveja é assim: A pessoa quer tudo que você tem, mas não quer pagar o preço que você paga”.
Fica fácil quando desejamos algo, mas se não queremos ir à luta, como se diz, o resultado não pode ser alcançado como desejaríamos.
Essa luta pode ser muito intensa, mas nem sempre dirigida ao objetivo que faria com que o saldo fosse positivo e nos fizesse felizes e vitoriosos, como teria sido o desígnio inicial.
Toda empreitada exige um planejamento sempre rigoroso para tentarmos alcançar resultados que pensamos conseguir, pois, sempre antes de iniciarmos algo, temos os sonhos e vemos em nossa imaginação tudo pronto como desejaríamos.
Mas não devemos nos basear nos outros, e desejarmos exatamente o que realizaram ou conseguiram, pois cada um de nós tem sua capacidade de ação e nossos objetivos de alcançarmos algo sonhado, sonhos que mudam de pessoa para pessoa.
Depende de nossos gostos pessoais e de nossa personalidade, tipo de objetivo a alcançar, mesmo porque nos diferenciamos uns dos outros e o mesmo resultado pode não nos satisfazer.
Por isso, a inveja que, na verdade, aparece como uma imitação, pode não ter nada a ver com a realização de outras pessoas, cujos resultados nem seriam apreciados.
O invejoso só quer os mesmos resultados do vitorioso, mas o que precisa ser visto é se ele teria tido o mesmo espírito de luta, o mesmo nível de planejamento, o mesmo poder de realização naquilo que se propôs. Enfim, a mesma capacidade no seu todo.
A nossa atividade depende muito de nossa personalidade, de nossa criação, da maneira como fomos educados, se fomos sempre instruídos a tentar conseguir os melhores resultados, ou se nos contentamos com a mediocridade, etc.
A personalidade podemos educar, dependendo do ambiente em que vivemos, e nos propondo sempre a lutar sem que a inveja nos domine, pois sermos bem sucedidos deve sempre ser nossa meta.
Mas para isso, é importante desenvolvermos nosso espírito de luta, sem nos compararmos, levianamente, a quem venceu antes de nós.
Podemos, sim, ser humildes e nos basearmos em quem teve suas vitórias alcançadas com seus estudos, seu planejamento racional, e tentarmos aprender com essas pessoas.
Provavelmente, elas terão muito prazer em nos ensinar, pois transmitir experiências faz parte da personalidade realizadora.
Mas se incentivarmos nosso sentimento de inveja, ele nos impedirá de ver como poderíamos vencer, pois se ocuparmos nossas mentes com idéias negativas, estaremos perdendo nosso tempo e deixando de exercer nosso poder de criação própria, com a qual até poderíamos superar o objeto de nossa inveja.
O escape do invejoso é atribuir à conjuntura das circunstâncias o sucesso do próximo.
Tenhamos muita cautela com a palavra “sorte”.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Recaídas
Publicado por amandadelboni
Li uma vez e concordo, que temos que cultivar nosso ânimo e nossa paciência conosco mesmos, nas nossas recaídas.
Concordo, pois todos temos a possibilidade de recair, tanto cometendo as mesmas falhas de antes, como em tomar atitudes que não deveríamos naquele momento e, que fugindo ao nosso controle, repetimos.
Sabemos, e temos a consciência de que seríamos inoportunos, e de novo retomamos a mesma postura, nos sujeitando a consequências, muitas vezes, desastrosas e prejudiciais a nós mesmos.
Devemos evitar situações de angustia para que não cheguem as recaídas cada vez que uma ocasião de transtorno ou de fracasso se apresente e não tenhamos a capacidade de administrar e nos dominarmos.
Tomemos consciência de situações que podem nos provocar e acentuar recaídas de tristeza ou de sensação de dificuldade na resolução de problemas em nossa vida.
Temos que evitar essas ocasiões, como viver com pressa, cansaço excessivo sem necessidade e que muitas vezes não leva a nada, como ir de evento a evento, e com esse tipo de atitude nos desleixarmos de nós mesmos, nos esquecendo de um descanso necessário para a renovação das forças físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Ter essa consciência já será meio caminho andado.
Devemos nos dedicar a fazer o que nos dá prazer e não nos escravizarmos, sem resultado, a trabalhos que não levam a realização pessoal.
Muitas vezes, fazemos tudo o que os outros querem e nos esquecemos de nós mesmos e isso poderá ser repetitivo, se não houver uma análise prévia, afim de que tomemos atitudes que nos façam felizes.
E repetimos e recaímos, e fazemos tudo novamente igual.
O que estaria faltando?
Uma análise intima, escutar nosso corpo e suas reações, escutar-nos a nós mesmos, pois a mensagem chega, mas precisamos nos dispor a decifrá-la e escutá-la, pois ela pode se manifestar de várias formas, no espírito, no nosso modo de agir, e principalmente no nosso corpo, provocando mesmo mal estar físico.
Se ouvimos nosso corpo, evitaremos, com certeza a recaída.
Não devemos ter medo e sim, trabalhar nossa readaptação no sentido de combater as recaídas, sejam elas de que âmbito pertençam, pois são sempre prejudiciais e quando as temos, estamos sempre recomeçando, nos revendo, o que também não deixa de ser importante no sentido de dominá-las.
E com isso, sofremos menos.
Reciclar e readaptar são palavras mágicas, que se usamos seus conceitos, teremos a possibilidade de evitarmos as danosas recaídas, que nos trazem, na maioria das vezes, muito sofrimento e frustração.
Elas deveriam ter apenas uma função. Se tivermos a capacidade de reconhecê-las, elas podem se tornar um aprendizado, pois temos que colocar nossa força de vontade com intensidade, afim de evitarmos o fracasso do desígnio e da intenção a que nos propusemos.
A força de vontade é imprescindível, o que significa uma auto-disciplina muito grande para alcançarmos os resultados que desejamos.
Cair, estamos sujeitos; recair, vamos lutar e evitar.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
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Amargura
Publicado por amandadelboni
Toda vez que pudermos conseguir arrancar a amargura de nosso coração e colocar um pouco de mansidão e docilidade, ficaremos mais felizes, seguramente.
Quando agimos com amargura, estamos sujeitos a provocar situações desastrosas, com efeitos nada desejáveis e consequências que podem nos deixar desgostosos e com soluções complexas.
Podemos ficar tristes com fatos que não estavam programados e que não esperávamos, mas se pensarmos bem antes de tomarmos atitudes precipitadas, provavelmente as soluções que encontrarmos serão mais adequadas.
A amargura não leva a nenhum tipo de resolução, pois o sentimento toma conta de nosso coração, impedindo-nos de pensar com a razão, que poderia nos toldar o raciocínio ideal para resolvermos problemas mais difíceis.
Claro que não é fácil. Normalmente, quando nos sentimos tristes e amargurados é porque existe um motivo, como a tristeza de uma perda ou de um desentendimento com alguém que amamos, ou que privamos de amizade.
Não sentimos porque queremos; o sentimento de amargura nos aborda.
Mas, mesmo sendo difícil, precisamos tentar controlá-lo para que nossa saúde e disposição não sejam prejudicadas e com isso tornem piores as soluções dominadas pela emoção que nos tomam de assalto quando estamos tristes, magoados, decepcionados.
Vemos tudo modificado, com uma visão deturpada da realidade, e as soluções tomadas em momentos amargurados são determinadas pelo desespero que pode transformar todo um resultado e sinalizar um caminho não desejável.
Devemos e temos mesmo a obrigação de lutar contra o sentimento da amargura, pois ele só nos causa transtornos emocionais, sofrimento, sentido de que fomos injustiçados, o que nos torna possivelmente, pessoas desagradáveis, munidas de sentimentos ruins.
Claro que sentimos muitas vezes certa amargura quando perdemos um ente querido, saudade de alguém que nos faz falta, algo que nos é caro, e outras ocasiões, mas é importante reconhecermos quando a amargura se torna um sentimento maior do que a tristeza.
Se torna doentio quando deixamos que vá além e perdure mesmo depois de conseguirmos superar um pouco a tristeza de algum acontecimento que nos tenha provocado esse estado de espírito.
Amargura é um sentimento extremamente negativo, aparece e permanece, e por isso precisamos nos cuidar para amainarmos nossa tristeza profunda, evitando que tome conta de nossa mente e de nosso espírito.
Se nos persistirmos amargos, é como se fosse uma doença que transmitíssemos para as pessoas que nos rodeiam, pois todos ficam até mesmo sem saber como nos consolar e parece algo eterno, que nunca passará.
Vamos sempre tentar não nos amargurarmos, usando nosso raciocínio no sentido de pensarmos se será que tudo o que está acontecendo, apesar de parecer o contrário, se não terá sido para o nosso bem.
É evidente que acontecimentos tristes temos e teremos em nossas vidas, sempre, mas pelo menos tentemos espantar a amargura que persiste e pode vir a nos fazer mal até mesmo à nossa saúde física, pois vai nos minando devagar.
Tentemos ver à nossa volta tudo que recebemos de bom, nossa saúde, nossos parentes, amigos que sempre estão presentes, nossa vida em geral, e o que ela nos oferece de bom, de distração e tudo o que temos e que pode nos proporcionar alegria de viver.
Li outro dia: “o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice”.
Vamos, portanto, tentar colher a sabedoria como pudermos fazê-lo. Já será um bom consolo em nossa vida.
Abraços e bom domingo, sem amargura 🙂
Amanda
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