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Comunicação 

Mesmo sem nos referirmos ao sentido da comunicação que hoje em dia se tornou uma quase obrigação em nossas vidas, temos que entender o enorme significado e a importância desse entendimento entre os seres humanos, que só é possível se usarmos a palavra.

É a única forma de nos entendermos mutuamente, expormos nossas idéias, transmitirmos nossos ensinamentos e apreendermos também com quem nos passa conhecimento seja em que área for.

Lembrando que sempre que ouvimos alguém com atenção e com experiência, devemos estar abertos e não resistir todo o tempo, achando que somente nós pensamos de maneira correta a respeito de qualquer assunto.

É uma forma de humildade podermos escutar e aprender – e também de nos comunicarmos com o nosso próximo de maneira correta. Claro, isso se formos consultados a emitir alguma opinião, pois do contrário podemos correr o risco de passarmos por atrevidos ao emitir idéias que não nos foram solicitadas.

A comunicação é um campo delicado e importante em todos os aspectos de relacionamento humano, pois sem ela nada seria iniciado ou teria uma continuidade.

Todos temos nossa área interior de segurança e em muitas ocasiões nada faríamos sem uma comunicação vinda de uma fonte de solicitação.

E, de outro lado, o que precisamos sempre cultivar é como nos comunicarmos para que sejamos compreendidos e atendidos.

Mesmo as ordens que emitimos exigem uma forma de comunicação adequada para que não sejam entendidas erroneamente, e portanto, sejam cumpridas de maneira adequada e como havíamos planejado.

A comunicação é, por si, uma ferramenta de troca de instruções, que possibilita o cumprimento de ordens ou de princípios a serem seguidos ou não, de acordo com o temperamento de quem recebe o comunicado, seja ele de que natureza for.

Pode ser considerada integração, e também uma troca mútua de informações entre quem emite e quem recebe instruções, idéias, ordens, etc.

Estamos todo o tempo recebendo uma comunicação, seja ela verbal, virtual, ou mesmo gestual, como expressões que fazemos com nossa face, imagens e outras.

A comunicação é, no momento atual, no mundo inteiro, uma via de acesso a tudo o que acontece, e com essa facilidade que a internet nos oferece, conseguimos nos comunicar com todos e também tomarmos conhecimento de fatos e acontecimentos dos quais naquele exato momento participamos.

Importantíssima a comunicação entre as pessoas, pois não se tem como adivinhar o gosto ou a participação de outro quando não foi devidamente falado o assunto a tratar ou a compartilhar.

Falando, expondo nossas idéias, teremos mais chances de acerto, tanto no âmbito de amizades, como no setor amoroso, onde convivemos com intimidade com a pessoa a quem amamos.

Mas, na verdade, nem mesmo o amor pode, muitas vezes, suportar as diferenças se não forem discutidas, explicadas, expostas, enfim, para que os participantes possam se definir na convivência diária.

Para esse entendimento, portanto, a comunicação se torna o fator mais importante.

Vamos, então, nos comunicar, sem constrangimento. É melhor antes que depois.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Passado

Recebi de uma amiga e achei interessante:

“Quando perguntarem do seu passado, simplesmente responda: eu não vivo mais lá”.

A própria definição da palavra passado já diz tudo: o vivido, o que passou e não voltará jamais, nem para revivermos determinados fatos e nem para modificá-los.

Achei mesmo de uma profundidade incrível, pois viver no passado só nos traria lembranças, que podem ser tanto agradáveis, como dolorosas.

E o pior, nada podemos fazer contra o tempo que passou, uma vez que não estaremos em condições de modificar ou melhorar uma situação, segundo o nosso conceito atual, e até mesmo, nossa maturidade já alcançada.

Reconhecimento de determinadas falhas que tenhamos cometido já seria uma atitude de respeito e arrependimento que, uma vez reconhecidas, poderiam ser, de certa forma, não repetidas, se disso tivermos consciência.

Ai está a sabedoria de conseguirmos nos conscientizar e tentarmos melhorar nossas atitudes na vida em geral, para que não nos arrependamos de atitudes impensadas, ou tomadas intempestivamente.

O passado chega, quase sempre, com lembranças agradáveis e bonitas, nos fazendo reviver momentos de alegria e realização, mas se nos dermos conta de que nem sempre temos boas lembranças, devemos nos satisfazer em tentarmos consertar ou, pelo menos, acertar pontos que nos tornaram infelizes de alguma forma.

Isso para que não nos tornemos pessoas amargas e infelizes permanentemente, infernizando, de certa forma, os nossos circunstantes com nossa amargura.

Tentemos acertar os pontos de insatisfação que talvez nós mesmos tenhamos provocado, seja por imaturidade ou por inexperiência e boa fé.

Conheci pessoas especiais, bem sucedidas em suas profissões, sadias física e espiritualmente, e que se sentiam infelizes por viver um passado que, de certa forma, as atormentavam.

Mas nada podiam fazer contra a passagem do tempo, pois ele não volta, e temos que ter a nossa vontade bem forte, para que possamos iniciar nova luta e contar com resultados que virão dali em diante.

Tentemos anular os acontecimentos passados, se é que nos atormentam, e lutemos com todas as forças para que não se repitam e assim não prejudiquem nossos sentimentos e nosso raio de ação.

O que não podemos e nem devemos é colocar no passado a culpa de eventuais fracassos ou frustrações que tenhamos tido, pois, como ele não volta, o jeito que temos é simplesmente raciocinarmos no sentido de tentarmos modificar o que achamos não ter estado muito certo.

Claro que não é fácil tomar atitudes de mudança, mas o importante é assumirmos nossas fragilidades e evitarmos cometer o que achamos que fosse um erro decorrido em alguma época de nossa vida.

O passado não volta, mas o presente e o futuro estão ai, inexoravelmente, nos dando a chance de tentarmos mudar algo que talvez não tenhamos feito muito bem.

Se culpamos o passado, perdemos a oportunidade de melhorar o presente e o futuro.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Sensatez 

Um dos aspectos da sabedoria é conseguirmos ficar calados, sem discutir muito, ao ouvirmos algo que não concordamos ou não gostamos.

Um pensador já disse:

“Quem se cala, nem sempre concorda; às vezes, é apenas o desejo de não discutir com idiotas”.

Essa afirmação é muito radical, não concordo, pois as opiniões divergentes das nossas deverão ser sempre respeitadas, mesmo se não concordamos com elas.

Claro que, nem sempre, o que ouvimos são bobagens e ditos não aproveitáveis, e sim, idéias que podemos utilizar e até mesmo servirem de orientação a quem necessita. Aí entra a sensatez de análise da validade de uma informação.

Inclusive, temos que investir sempre em prestarmos atenção e retirarmos de provérbios e ditos inteligentes o melhor que nos podem ensinar, pois geralmente foram proferidos por pensadores, filósofos, escritores, com vivência humana tal, a ponto de conseguirem discernir atitudes de sabedoria e aprendizado.

Mas, como diz o divertido provérbio acima, concordar, muitas vezes, é mais fácil e cômodo, dependendo de quem opina, naturalmente.

Existem pessoas que não sabem ouvir opiniões diversas das suas próprias, por falta total de humildade e reconhecimento de que poderiam ser melhores do que as suas.

Não devemos pensar que somente nossas idéias são infalíveis e que nunca erramos em nossos julgamentos e planos que fazemos.

Muito embora, claro, nem tão radical como a brincadeira acima, uma grande parte das vezes, fica mais fácil concordar do que discutir com certo tipo de pessoa que teima em não querer aprender, nem entender idéias e conceitos diferentes dos seus.

E nesse caso, o melhor que fazemos é concordar, para que a disputa não tome um rumo desagradável de teimosia estéril.

A insistência em fazer prevalecer um ponto de vista pode levar a situações de constrangimento e, com isso, perdermos a oportunidade de expor nossas opiniões com elegância e com mais chances de serem acatadas.

Toda vez que uma exposição de idéias é feita com alteração de voz fora do contexto ou em ocasião inoportuna, perdemos a chance de convencermos nosso interlocutor, pois a irritação pode tomar conta do diálogo, e a conversa, um rumo que não era bem o desejado. Ou ficar interrompida.

Aí entra a sabedoria de conseguirmos expor nossos conceitos e opiniões com calma e com a certeza de fazê-lo sem que haja um clima de disputa e constrangimento.

Devemos sempre nos firmarmos para sermos sensatos e sabermos o momento certo em que podemos ou devemos tentar impor nossos pontos de vista.

Assim, evitamos criar uma oportunidade de discussão que possa constranger os circunstantes e terminar um papo que vinha sendo agradável e construtivo.

Cuidemos para não perdermos nossa personalidade e capacidade de análise, pois nessa hora é que poderemos diferenciar o sensato do teimoso vazio.

Abraços e bom domingo, com muita sensatez 🙂

Amanda

Imperfeições

Li e gostei que devemos tolerar nossas próprias imperfeições, mas não nos acostumarmos a elas.

Concordo plenamente, pois se fizermos uma análise, a mais imparcial possível, sobre nossas características pessoais, encontraremos a fórmula ideal de boa convivência entre familiares e amigos.

E, na verdade, o que se caracteriza como imperfeições?

Atitudes que consideramos imperfeitas, podem, muitas vezes, se apresentarem como perfeitas aos olhos de outras pessoas.

Por isso, o julgamento teria que ser tremendamente imparcial, o que não é fácil para o ser humano, que, de maneira geral, não tem muita tolerância para imperfeições alheias, principalmente se não combinam com suas próprias idéias e conceitos já arraigados.

O nosso julgamento em relação aos próprios atos terá que ser sempre neutro e objetivo, se queremos evitar que imperfeições conduzam nossa maneira de viver e de agir em relação aos que nos rodeiam.

Temos que cuidar para não nos preocuparmos em sermos perfeitos, pois aprendemos com nossos erros, desde que tenhamos consciência de que podemos melhorar criando atitudes mais adequadas ao meio em que vivemos.

Todos passamos por ocasiões onde nos desentendemos, desarmonias, até aprendermos a entender a necessidade que temos de transformá-las e começarmos a buscar o que nos melhore, caminhos, filosofias e conceitos que possam nos aproximar da melhor perfeição que possamos alcançar.

Precisamos ter a consciência de que o amor é mais importante e certo do que as imperfeições que possamos notar em nossa personalidade.

Mesmo porque, se reconhecemos nossas próprias imperfeições, teremos as condições de tentar corrigi-las ou mesmo eliminá-las, se possível.

Como sempre cito, termos idéia da humildade no reconhecimento de nossas falhas é imprescindível para o sucesso de qualquer empreendimento, pois se não conseguimos nos analisar, como conseguirmos melhorar?

É difícil.

Vamos, portanto, tratar de usarmos o raciocínio no sentido de identificarmos nossas deficiências, sejam em que âmbito forem antes que alguém as aponte, o que, nesse caso, poderá nos magoar.

Podemos evitar esse constrangimento fazendo sempre uma análise a respeito de nossas atitudes e pensando se será que estamos criticando as imperfeições alheias   e nos esquecendo das nossas.

E tem outra coisa: imperfeições são para serem corrigidas, caso estejam nos prejudicando ou a alguém a quem queremos bem.

Não é fácil, mas pensar no assunto já será um sinal de modéstia e bons sentimentos que temos que cultivar.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

Ter razão

“Eu sempre tenho razão”.

Todos nós já ouvimos essa frase de pessoas sem nenhuma modéstia ou sentimento de autocrítica, mesmo porque nem sempre todos têm razão, ou melhor, cada qual sempre acha que suas razões são as mais verdadeiras.

Só que, muitas vezes, “é melhor estar em paz do que estar certo,” como já disse um pensador.

Já assisti teimosias sob pontos de vista diferentes, até mesmo em reuniões sociais, o que torna a festa, normalmente, um transtorno e uma tremenda vontade de ir embora, e que desvirtua o ambiente programado.

Pode ser até que ambas as partes estejam certas, mas a discussão estéril não leva a nada, como já comentamos anteriormente em outros blogs.

Se temos certeza de nosso conhecimento, não precisamos ter a necessidade de uma afirmação que somente terá a função de satisfazer a uma vaidade pessoal.

A nossa razão aparece sempre que nossa previsão atua de maneira racional e baseada em fatos que nos dão, talvez não a certeza, mas a possibilidade de estarmos corretos em nosso julgamento e avaliação de uma situação.

Inclusive, temos que contar nos dias de hoje, com o volume de informações que nos chega e que é brutal em todos os setores da atividade humana e através de todos os veículos de que dispomos.

Importante que consigamos discutir um ponto de vista sem que nos irritemos e sem necessitarmos que nossa razão seja imposta a qualquer custo de uma discussão estéril e que não levará a nada.

Lembrando que o fato, numerosas vezes, é circunstancial, novos dados podem ditar mudanças de raciocínio, e, portanto, uma discussão que não traga fatos novos e não esclareça os “velhos” se tornará oca e sem fundamento.

Muitas vezes, um debate pode ser produtivo, mesmo sem que tenhamos razão, pelo simples fato de conseguirmos ter a elegância de expor nosso ponto de vista.

Podemos, sim, usar argumentos soberanos e comprovados, que não possam dar margem a dúvidas e ponderações inúteis.

Numa discussão, todos têm como objetivo, convencer o interlocutor.

Só que mesmo com toda razão, entrar em debate, e, muitas vezes, até estar certo, não é o suficiente.

Temos que tentar usar palavras não ofensivas, para não nos sujeitarmos a um resultado sem volta, como provocar uma inimizade que não desejaríamos.

Todos sempre temos razão a partir de nosso ponto de vista, mas se ouvirmos a razão do outro podemos descobrir coisas que nem imaginaríamos e, quem sabe, se formos um pouquinho humildes, aprendermos com as idéias que nos forem apresentadas.

Para isso, temos que educar nossa boa vontade e a paciência de escutar o nosso próximo, pois, dessa forma, podemos aprender muito com as proposições do outro.

O negócio é respirar e aproveitar a companhia das pessoas com as quais convivemos.

E nos lembrarmos de que elas também merecem ser escutadas.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda