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Obediência
Publicado por amandadelboni
Vi uma citação interessante a respeito dessa palavra tão especial e tão discutível:
“Você não tem idéia dos frutos que a obediência é capaz de produzir”.
Concordo.
Quem consegue obedecer também saberá dar ordens quando necessário, pois tem condições de julgar a necessidade e a oportunidade, sem se tornar inconveniente ao solicitar algo a alguém.
Crescemos aprendendo que a obediência sempre fez e faria parte de nossa vida, do nosso cotidiano, pois sem disciplina nada se consegue, nenhuma vitória seria conquistada com facilidade.
Aprendemos também a obedecer aos mais velhos, que com a experiência proporcionada pela idade têm sempre algo a nos ensinar, assim como os professores.
Disciplina sempre foi uma palavra chave para mim e fomos instruídos desde pequenos no sentido de que quanto mais conseguíssemos tomar atitudes adequadas ao meio em que vivemos, mais adaptados seríamos, desenvolvendo assim relacionamentos mais seguros e mais sérios.
Obedecer implica, na verdade em diversos graus, a nos submetermos a uma autoridade, seja ela em que nível for, aos nossos pais que possuem mais experiência do que nós, chefes, autoridades e leis que se impõem por toda a nossa existência.
Assim, observamos, no decorrer de nossas vidas, diversos tipos de obediência.
Uma delas é a solidária, que se refere à obediência de um coletivo, quando fazemos parte de determinado grupo e aceitamos seus valores, ideias e comportamentos sociais, desde que não sejam contrários à nossa moral e costumes. E se forem, por que desobedecer? A meu ver, só não devemos pertencer a esse grupo. Simples assim.
Não entendo a desobediência e insistência que alguns têm em passar o tempo em atrito e discórdia com grupos e regras. Vejo muita gente discutindo, argumentando, desacatando e desobedecendo – normalmente em situações que nada mudaria.
Eu prefiro me afastar.
Tenho a obediência como autodisciplina, que me serve de base para a estrutura social à qual pertenço.
Acho importante para o bem estar do nosso dia a dia o sentido de obedecermos as regras, principalmente, de bons costumes e leis governamentais, religião que adotamos, etc.
Mas claro, sempre com discernimento, mantendo a consciência de que a obediência cega não é o ideal. Devemos aperfeiçoar o hábito do raciocínio correto.
Assim, eu não vejo obediência como pura submissão e sim como uma atitude nobre, que nos traz satisfação pelos resultados que podemos obter por sermos disciplinados e obedientes às leis do lar, dos homens e de cada religião que optamos por seguir.
Obediência nos traz o progresso com o qual a convivência sadia nos presenteia.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Perseverança
Publicado por amandadelboni
Característica de quem persevera, de quem insiste na realização de algo que imaginou poder servir ao próximo, ou à humanidade.
Seja no âmbito particular, seja em benefício da sua saúde, seja para seu bem estar, é muito válido perseverar, insistir numa determinada realização que, se for construtiva, poderá transformar sua vida — ainda que seja simplesmente para sua alegria e concretização de um sonho ou de algum projeto.
É válida a insistência para a realização de qualquer atividade para a qual nos propomos, e da qual nos beneficiaremos, como a organização de nossa empresa ou de nossa casa, locais que, de alguma maneira, usufruímos no nosso dia a dia.
Os resultados que esperamos normalmente chegam de acordo com a dedicação que nos dispusermos a oferecer, e as consequências quase sempre dependem desse cuidado que tivemos no estudo e no planejamento de cada atitude que tomarmos desde o início do projeto até o final de sua realização.
Isso tudo deveremos inteiramente ao tipo e intensidade da dedicação que tivermos em favor da concretização desses projetos.
Entra em desafio a capacidade de suportarmos situações com firmeza, mesmo diante de dificuldades que tenhamos de enfrentar e que exigem de nós uma grande força de vontade para sua realização.
A perseverança é extremamente importante para atingirmos nossos objetivos de vida, de sucesso que visualizamos nos nossos planos, nas atividades iniciadas e cujo término dependerá de nossa força de vontade e determinação.
Podemos dizer que a perseverança tem como seus sinônimos a constância, a persistência e a tenacidade, que muitos chamam, desdenhosamente, de teimosia.
E o mais importante, mesmo nos dedicando e praticando a perseverança como sempre digo, devemos não nos deixar impressionar caso não consigamos os resultados para tudo o que lutamos, pois muitas vezes o que desejamos nem seria para o nosso bem.
Não se trata de conformismo, e sim de sentido de realidade, para evitarmos o sofrimento desnecessário e, muitas vezes, fora de nossa capacidade de superação.
Por isso, tentemos evitar as decepções que nos levam a desgostos desnecessários.
Perseverar é, antes de tudo, lutar, continuar a luta e saber quando, mesmo lutando, tudo pode não corresponder ao que esperávamos por circunstâncias adversas ao nosso meio, à nossa vontade, ou mesmo ao nosso desempenho, pois, por mais que nos esforcemos, existem momentâneas circunstâncias intransponíveis.
E lembremo-nos sempre dos sábios dizeres:
“Concede-me Senhor!
A serenidade necessária
para aceitar as coisas que eu não
posso modificar.
Coragem para modificar
aquelas que eu posso
e sabedoria para
distinguir umas das outras”.
Abraços e ótimo domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Docilidade
Publicado por amandadelboni
“Deixe que o vento sopre e não pense que o som das folhas seja um barulho de armas”.
Uma recomendação poderosa para nos lembrar que nem tudo neste mundo é movido a violência, e que de nossa parte devemos agir com docilidade, sem nenhum vestígio de má vontade ou irritação, que não levará a lugar nenhum.
Por mais que sejamos provocados a agir com agressividade, se pudermos nos controlar, se nosso raciocínio dominar nossa vontade em situações difíceis, devemos tentar evitar a irritação desnecessária, que não leva a nada.
Normalmente, a docilidade vence a estupidez e a grosseria de quem a praticou, e só serve para angariar as críticas de quem assiste uma reação de estupidez desnecessária.
O mundo moderno exige muito de todos nós e muitas vezes se torna até compreensível, de certa forma, a falta dessa característica que conseguiria, em muitos casos, resolver uma difícil situação.
Que não é fácil em algumas ocasiões, sabemos que não é, mas de outro lado, é onde reside nossa força de caráter e de boa vontade em relação a acontecimentos que poderiam provocar uma reação da qual nos arrependeríamos mais tarde.
Docilidade, evidentemente, não carrega a pecha de submissão, sentido de inferioridade ou falsa anuência, simplesmente por comodismo.
Importante e compreensível mantermos nossos pontos de vista, mas sempre com elegância, criatividade, companheirismo e educação.
Como um tributo à assim chamada “vida moderna”, as pessoas, sem que o percebam, estão cada vez mais impacientes, acham-se sem tempo, embora ele exista e possa ser bem administrado.
Sejamos cautelosos ao reagirmos, pois se somos muito taxativos e donos da verdade, as pessoas vacilam para se aproximar e já se defendem antes mesmo de raciocinarem da validade da opinião emitida.
Em todos esses casos, portanto, a docilidade se torna uma poderosa arma para tentarmos conseguir tudo o que desejamos realizar, e que, na maioria das vezes, depende do nosso próximo.
O desgaste que sofremos com reações adversas ao bom humor e compreensão dos problemas a serem solucionados não compensa os resultados que poderiam ser mais úteis em todos os aspectos, e só podemos vencer em todos os ângulos de um problema, se formos mais dóceis ao discuti-los.
Provavelmente as soluções tenderão a aparecer mais rapidamente, pois as idéias não encontrarão a resistência que se faz presente pela impaciência que poderia transparecer inevitavelmente nessas ocasiões.
A docilidade também pode ser interpretada como flexibilidade, pois sabemos que em muitas situações, ser flexível pode facilitar na busca de soluções que antes poderiam parecer impossíveis de serem conquistadas ou superadas.
De outro lado, não se pode deixar iludir pela docilidade aparente, mas que quando submetida a uma situação de stress ou inusitada, não consegue controlar reações inesperadas que podem prejudicar toda uma convivência.
A docilidade deverá ser autêntica, submetida sempre a um grau de racionalidade que nos leve a soluções adequadas.
Resumo: poupemos adrenalina!
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Razão
Publicado por amandadelboni
Assunto delicado, pois a primeira impressão quando falamos em razão, sobre sermos racionais, é de frieza, de raciocínio absoluto, como se não nos preocupássemos muito com o coração.
Notamos que as pessoas ficam muito surpreendidas e admiradas, tendo uma falsa idéia de que se usamos a razão, não temos emoção e somos pessoas frias.
Falsa impressão, pois o fato de sermos racionais não quer dizer que nossos sentimentos não existam, mas sim que podemos evitar de tomarmos atitudes das quais nos arrependamos depois.
Eu ouço desde pequena: “não foi por acaso que a cabeça nasceu acima do resto do nosso corpo”.
Claro que sentimentos devem ser desenvolvidos, pois sem eles é impossível amarmos e sermos amados. E cultivar o amor é extremamente importante entre os seres humanos.
Mas sentimentos não devem tomar conta de nossa mente ao ponto de agirmos com desespero e esquecermos de nossas atividades cerebrais. Se agimos somente obedecendo a sentimentos, seguramente nos esqueceremos do lado prático da vida e estaremos sujeitos a provocarmos consequências muitas vezes insolúveis.
Através do uso da razão, a mente humana chega a conclusões partindo de suposições e premissas e nos permite identificar conceitos, resolver problemas que surgem em nossas vidas e encontrar soluções e coerência em todas as ocasiões.
Na verdade, a razão pode ser uma das maneiras mais viáveis de se descobrir o que é legítimo ou verdadeiro.
Claro que não devemos ser implacáveis e donos da verdade, mas se usarmos a razão, possivelmente, diminuiremos as possibilidades de erros, em todos os aspectos.
Quanto mais pensamos, mais tendemos a errar com menos intensidade. Evidentemente, sem nos esquecermos do nosso coração. Sem emoções, ficaríamos muito duros, e o amor é a mola do mundo.
Mas, ao mesmo tempo que usamos nosso sentimento, devemos pesar a que ponto a razão pode ajudar no equilíbrio de reações para não nos expormos a resultados indesejáveis.
Como sempre, o equilíbrio é o ideal.
Claro, estamos sempre tentando encontrar o ponto perfeito entre a razão e a emoção, e sabemos que não é nada fácil.
Mas se tivermos essa consciência, poderemos diminuir as chances de errarmos ao colocarmos os dois sentimentos de maneira desequilibrada e, nos prejudicarmos, sem chance de retorno.
O fato de raciocinarmos em relação às nossas atitudes não anula de forma nenhuma nossa emoção, sentimento ou amor.
Simplesmente, raciocinando e planejando podemos evitar muitas decepções, atitudes erradas das quais nos arrependamos depois e muitas derrotas, pois colocamos todas as hipóteses na mesa.
E com isso, diminuiremos as chances de fracassos ou desapontamento.
Tento sempre colocar minha cabeça para pensar bem antes de tomar qualquer atitude, lembrando que não é por acaso que ela nasceu acima do resto do nosso corpo 🙂
Fácil nem sempre é, mas o jeito é tentar!
Abraços bom domingo,
Amanda
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Ser feliz
Publicado por amandadelboni
Uma amiga muito querida enviou-me uma profunda reflexão outro dia.
Contava que um homem morreu e ao avistar-se com Deus, viu que Ele trazia uma maleta consigo.
Deus lhe disse: “Filho, é hora de irmos”.
O homem, assombrado, disse que tinha ainda muitos planos e Deus falou que era o momento de sua partida e carregava sua maleta.
Ele perguntou a Deus o que Ele levava e Deus lhe disse que eram seus pertences.
Indagou se eram suas roupas, seu dinheiro, e Ele lhe respondeu que isso nunca havia lhe pertencido, que eram bens da Terra.
E assim, continuou a perguntar se eram suas recordações, e Ele disse que essas eram do tempo na Terra.
Seriam os talentos? Também respondeu que eram das circunstâncias.
Familiares e amigos? Também eram, segundo Deus do caminho que ele havia percorrido.
Sua mulher e filhos? Esses teriam sido de seu coração.
Seu corpo? Nunca lhe havia pertencido, pois era pó.
Sua alma?
Deus lhe respondeu: Essa é minha.
O homem, já cheio de medo e uma lágrima de desamparo brotando de seus olhos, retirou a maleta das mãos de Deus e vendo que estava vazia, fez-Lhe a última pergunta:
Então, nunca tive nada?
Ele respondeu: Sim, todos os momentos que você viveu foram somente seus: A Vida, a qual é só um momento, o seu momento.
Por isso enquanto vivemos, devemos desfrutá-la em sua totalidade, e que nada que acreditamos que nos pertence nos detenha.
Foi a lição que o homem recebeu ao se despedir deste mundo, portanto não nos esqueçamos de ser felizes, pois é a única coisa que realmente vale a pena.
As coisas materiais e tudo o mais pelo que lutamos ficam aqui.
Nada levamos, portanto devemos viver a hora, viver a Vida!
Isso nos faz refletir, pois muitas vezes nos deixamos levar pela ilusão e pelo apego aos bens materiais que conseguimos, mas devemos usar nosso discernimento para não valorizarmos exageradamente essas conquistas, lembrando-nos de que tudo fica.
Claro que enquanto estamos vivendo necessitamos lutar pela nossa sobrevivência, mas que isso não seja o propósito principal de nossa existência.
A vida em si é muito mais importante, e devemos também nos apegarmos ao bem que podemos fazer ao nosso próximo, pois isso ficará após nossa partida.
Com isso, valorizamos nossa vida e podemos vivê-la com alegria por tentarmos minorar o sofrimento alheio.
Devemos desfrutar cada momento vivido, viver a vida com bom humor, sem valorizar o que não tem valor e tentar ter a alegria de muitos bons momentos.
Não vale a pena nos aborrecermos por qualquer evento que não tenha saído de acordo com o que planejamos, e pensando bem, será que perdemos grande coisa ao não termos conseguido realizar algo, ou será que aquela realização não seria tão boa assim?
Pequenas coisas podem nos deixar realizados, e isso temos que reconhecer e respeitar, pois muitas vezes não precisamos esperar por grandes acontecimentos, mas sim, reconhecer as pequenas coisas que nos fazem felizes.
Felicidade é, em grande parte, um estado de espírito, e temos que nos habituar a reconhecer que, se não tivesse acontecido aquilo que desejávamos, tudo seria diferente.
E é muito relativo o fato de nos sentirmos felizes, pois o que é motivo de felicidade e realização para um, para outro, pode não significar nada.
E saibamos que, de acordo com a mudança de nossa idade e situação global na vida, nosso conceito de felicidade pode mudar radicalmente.
Assim poderemos ficar felizes com os resultados que temos a capacidade de tentarmos alcançar. Isso se chama autocrítica.
Sejamos frios no nosso julgamento das atividades propícias à nossa realidade, para evitarmos que o suposto fracasso nos torne infelizes pela falta de um julgamento mais real de nossa capacidade.
E não nos esqueçamos de que para sermos felizes precisamos cultivar o amor, em todas as suas formas, amor ao próximo, ou amor paixão.
Boas Festas e um Ano Novo regado de Amor, Saúde e muita Felicidade!
Voltaremos com o blog Inteligência Social no início de 2015!
Bom domingo 🙂
Amanda
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