Culpa

Sentimento complicado, pois sempre envolve dois lados, o que cometeu alguma falha, ou acha que cometeu, e o que recebeu determinado ato que o teria feito se sentir dessa forma.

Devemos nos lembrar que não é o sentimento que constitui a culpa, mas sim, consentir nesse sentimento.

Sentir-se culpado por algo é o que nos faz sofrer, muitas vezes injustamente, pois se somos habitualmente pessoas que procuram conviver e viver dentro de certa normalidade e, de repente, agimos de maneira diferente do costume e temos determinadas reações, não devemos nos sentir culpados.

Algo, com certeza, teria provocado reações diferentes das habituais.

Assim, raciocinando dessa maneira, conseguiremos superar o sentimento de culpa que estaria nos acompanhando em qualquer situação.

Lembrar que a culpa é sempre muito relativa, pois, como sempre digo, a toda ação corresponde uma reação, como reza a Física.

Em geral, a culpa se caracteriza pela violação de alguma regra, ocasionando algum dano ao próximo, seja por negligência, imprudência ou imperícia, quer dizer pela falta de cuidado objetivo.

Portanto é, muitas vezes, um erro não-proposital.

Mas claro, a pessoa se sente culpada devido à responsabilidade que lhe é dada por um ato que tenha provocado algum prejuizo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outras pessoas.

E não estamos citando culpa aqui do ponto de vista jurídico, pois nesse assunto a coisa é mais complicada. Seria a culpa consciente relacionada a situação de dolo, que já se caracteriza pela ação proposital sabendo de resultados inevitáveis. Um exemplo seria alguém dirigir depois de ter ingerido bebida alcoólica, sabendo, de antemão, que estaria sujeito a algum acidente, até com risco da própria vida ou vida de terceiros.

Mas o que nos referimos hoje seria de culpa que podemos sentir, mesmo se não somos responsáveis pelas consequências, independentemente de nossa previsão.

Vamos citar o caso de alguém que porta uma arma de fogo numa caçada e avista um companheiro próximo ao animal que quer abater. Atira assim mesmo. Ele está se arriscando a atingir o companheiro, certo?

Assim, se agimos impensadamente, podemos correr o risco de ofendermos a quem nem pretenderíamos fazê-lo e, dessa forma, sentiremos culpa, com certeza.

Já de outro lado, se não nos comportamos de maneira autêntica, não sofreremos do sentimento de culpa, mas também não teremos agido de forma sincera muitas vezes, e poderemos mais tarde nos arrependermos por termos omitido nosso ponto de vista, o que pode trazer consequências imprevisíveis.

Claro que não é fácil conseguirmos atuar abertamente sem que corramos o risco de cometer alguma ofensa.

Analisemos, portanto, sempre, nossa atitude e suas consequências, e tentemos não permitir que sentimento de alguma omissão faça de nossa vida algo recheado de culpa fora de propósito.

Abraços e bom domingo, sem culpa!

Amanda

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Publicado em setembro 20, 2015, em Inteligência Social e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Linda e verdadeira mensagem Amanda, nao vamos nos culpar por algo que nos impossibilita de levar a felicidade adiante.

  2. Lindo texto Amanda! Temos que nos esforçar para que a culpa não nos aprisione e nos paralise, impossibilitando uma vida mais suave e feliz!!
    Grande beijo!
    Sueli

  3. “Culpo-me por tudo
    O que nada aconteceu
    Por nada me desculpo
    Pois o culpado sou eu”

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