Arquivo diário: agosto 24, 2014

Falsa Modéstia

Na verdade, a falsa modéstia é uma forma muito grande de soberba, de orgulho que não leva a nada.

É super desagradável quando elogiamos o trabalho, a obra de alguém, e a pessoa nos diz, “imagine só, isso não está tão bom assim”.

Recebamos os cumprimentos que são feitos com sinceridade, e que, na verdade, a pessoa que os fez seguramente achou muito proveitoso o que leu e que nós escrevemos ou fizemos.

Nossa tendência e nosso aprendizado sempre foi para não nos acharmos melhores e que tudo o que fazemos seja perfeito.

Mas de outro lado, se foi o melhor que tenhamos conseguido fazer, devemos receber os elogios e cumprimentos pela boa vontade que nos caracterizou no momento da nossa iniciativa.

E também reconheçamos se nossa obra ou nosso projeto foi um sucesso, seja profissionalmente, seja beneficiando a quem nos propusemos ajudar.

A falsa modéstia desconcerta, se exagerada, a quem tenha feito os cumprimentos, deixando a pessoa que elogiou sem saber o que dizer, pois a conversa termina ai.

Um belo trabalho, com resultados esperados, leva geralmente a mais estudos e mais trabalhos , no sentido de se conseguir as vitórias propostas, e isso requer um esforço   digno de reconhecimento por parte de quem quer que seja o alvo, podem ser pessoas, empresas, esportes, etc.

Para isso, alguém trabalhou, estudou e se empenhou bastante, com certeza prejudicando sua vida particular, esportiva, prazeres corriqueiros como ir a uma sessão de cinema, teatro ou outros divertimentos que fazemos nos momentos ociosos.

Essas pessoas merecem o respeito e reconhecimento, e deverão sempre receber elogios devido à sua dedicação.

Portanto, sem nenhuma falsa modéstia, devemos receber sim os elogios concernentes ao bem estar que nosso trabalho, dependendo de cada profissão, proporciona a muitas pessoas.

Cumpre ao recebedor dos elogios dosar sua modéstia e sua discrição e recebê-los adequadamente em relação ao clima existente na ocasião.

Como complemento, poderá ser dito que o “trabalho” tenderá a ser enriquecido, e o recebedor deverá declarar-se à disposição para novas idéias, que poderão ainda mais ampliá-lo.

Isso sim é uma modéstia autêntica e produtiva, pois poderá trazer ao projeto, seja ele de que natureza for, resultados cada vez melhores e, dependendo do objetivo a ser alcançado, um benefício para a humanidade.

Por outro lado, devemos estar conscientes de que certos empreendimentos nem sempre trarão resultados imediatos, mas que, sem gerar elogios iniciais, podem constituir sementes que, lançadas em solo fértil, poderão originar frutos benéficos.

Que a ausência de elogios não traga frustração e não impeça ao gerador de novas idéias, de continuar na sua jornada.

Mas, não nos furtemos de receber e nem de prodigalizar os elogios oportunos, com sobriedade.

Abraços e bom domingo, sem falsa modéstia 🙂

Amanda