Arquivo diário: janeiro 26, 2014

Limites

Outro dia li uma frase que adorei, não conheço o autor, mas achei sensacional:

“Não sabendo que era impossível, fui lá e fiz”.

Realmente, o que nos parece impossível num certo momento, dependendo da luta  que empreendamos, podemos tornar possível a realização.

Mas devemos buscar condições de conquistas sempre dentro dos nossos limites de possibilidades, tanto físicas, quanto emocionais, sociais ou financeiras.

Mas, será que todos nós conhecemos nossos limites?

Em que ocasião teríamos que reconhecê-los, e como fazer para que isso aconteça?

Os limites estão seriamente associados ao senso de oportunidade, assunto que já abordei anteriormente.

Para reconhecer nossos limites, devemos parar, pensar e avaliar.

Na verdade, os limites devem ser respeitados em todos os nossos momentos, seja na atividade profissional, como na vida pessoal de cada um de nós.

Temos que saber onde e como proceder, pois como aprendi desde cedo, nossa liberdade de ação e atitude vai até onde começa a do outro.  Isso é o limite que devemos nos impor, baseado no respeito pelo próximo.

Respeitar proibições é reconhecer nosso limite de ação em cada momento da vida, pois sempre estaremos sujeitos a críticas, a admoestação de uma autoridade, etc.

Por exemplo, quem fuma e entra em algum lugar onde existe a proibição do cigarro tem que saber que sua vontade de fumar termina ali. Esse é seu limite naquele tipo de lugar.

Felizmente, hoje em dia, existe o respeito a zonas de não fumantes, e as novas leis ajudaram a restringir o ato de fumar em restaurantes, em aviões e em outros locais fechados.  Assim, muitos fumantes atualmente reconhecem esses limites e jamais, por exemplo, fumariam em locais onde o cigarro não é bem-vindo, como numa mesa de jantar.

Se cada um de nós souber reconhecer nossos limites de ação, seja em que âmbito for, podemos sempre evitar constrangimentos.

Mas limites não se restringem somente a proibições legais.  Eles aparecem diariamente na nossa vida social e pessoal e para isso é importante aprendermos a reconhecer e agir de acordo com o local e com as pessoas com as quais nos relacionamos.

E  me refiro aqui também do meio familiar mais íntimo, onde o respeito aos limites  é extremamente importante para o bom convívio: respeito à diversidade de gostos pessoais, às limitações físicas de cada um e até mesmo à vontade individual, pois o que agrada a um pode não necessariamente agradar a outro com quem convivemos em casa e na sociedade.

Funcionários e empregadores devem, da mesma forma, se respeitar mutuamente. Para evitar atritos desnecessários, cada um deve conhecer os limites do outro, cada um cumprindo sua função e assim conseguindo uma coexistência pacífica e duradoura.

Aliás, a intimidade não nos dá o direito de desrespeitar limites, que são os mais variados, pois apesar de podermos nos educar, temos realmente coisas, comidas, divertimentos com os quais não conseguimos nos acostumar ou participar.

Todos temos nossos limites.  Saber superá-los é louvável, desde que aprendamos a reconhecê-los, lembrando sempre que limite é, antes de tudo, respeito.

O meu limite é tentar sempre agradar e agradecer a vocês, amigos queridos  🙂

Abraços e bom domingo

Amanda