Arquivo diário: janeiro 27, 2013

Alegria de viver

Luto por tudo o que desejo, mas gosto muito de tudo que tenho.

Aprendi essa filosofia com meus pais desde pequena e procuro me conscientizar sempre a respeito desse tão importante conceito que, se seguido, pode nos trazer satisfação e, por conseguinte, colaborar com a nossa  alegria de viver.

Isso não quer dizer que devamos ser conformistas, pois a vida exige uma luta contínua, e momento a momento temos que enfrentar desencontros em todos os setores de nossa convivência.

Mas toda luta deve ser feita com alegria e esperança de vitória, pois a tristeza gratuita não leva a nenhum lugar, ao contrário, ela afasta as pessoas que já têm seus próprios problemas e não dispõem de tempo para resolver os dos outros.

Se esperarmos momentos especiais para nos sentirmos felizes, fica difícil enfrentar o dia a dia com bom humor.

O segredo é conseguirmos valorizar cada momento e cada evento como se fosse muito especial, e assim nos sentirmos alegres e realizados.

Claro que temos que ser práticos e encarar com boa vontade tudo o que a vida nos reserva, e saber reconhecer o que podemos e o que não temos a capacidade de resolver, pois nem tudo depende de nós, e muitas vezes de fatores externos, independentemente  de nossa vontade e de nossa capacidade.

Portanto, é importante distinguir, entre o  possível e o impossível.  Isto sim, às vezes é mais difícil de determinar e assim conseguirmos acertar na nossa decisão de tentar resultados  desejados.

Eu tento construir meu “castelo” com elementos disponíveis e acessíveis, pois de outro modo nunca teria condições de concluí-lo.

E é isso que faz a diferença, pois  se não é bem calculado traz uma frustração desnecessária, visto que houve um erro de avaliação das probabilidades de êxito.

Mas mesmo que não tenhamos possibilidades de realização de tudo o que sonhamos, por que não ficarmos felizes com o que conseguimos?

Tudo é uma questão de enfoque.

Não se trata de fazer o jogo do contente, mas sim de nos sentirmos felizes e alegres pois o próprio ato de estarmos vivos já é gratificante.

No dia a dia enfrentamos momentos que nos deixam apreensivos, preocupados e mesmo tristes, e isso não podemos evitar.

Mas valorizar o que a vida nos dá, em matéria de saúde física, mental e espiritual, isso sim, é motivo para mantermos a alegria de viver.

Só esse bem já deveria nos fazer felizes, ou pelo menos compreensivos, pois não podemos evitar que as aves do infortúnio esvoacem em torno de nossas cabeças.

Mas devemos e podemos, sim, impedir que façam ninhos  nos nossos cabelos.

Motivos de alegria sempre temos.  A questão é detectá-los .

Por exemplo, conhecemos uma pessoa que possuía vinhos maravilhosos em sua adega, e os economizava para tomá-los em ocasiões especiais, e nunca os tomou, pois nunca encontrou uma ocasião digna de comemoração.

As “ocasiões  especiais” às quais ele se referia nunca apareceram, no seu conceito, pois ele não tinha alegria em nenhuma ocasião.

Pois bem, os vinhos se deterioraram todos, ele morreu sem aproveitar, e sem acreditar que nenhum momento teria sido tão especial a ponto de que merecesse um vinho extraordinário, a comemoração, a alegria.

Também tivemos outro amigo querido, que nunca viajava.  Dizia que gostaria de “viajar à grande”.

Na verdade, seus amigos nunca conseguiram entender o que ele queria dizer com essa expressão.

Nunca viajou, deixou de viver momentos simples e alegres, esperando  por algo que jamais conseguiu realizar.

Para mim, a alegria de viver está em fazermos de momentos simples uma pequena festa.

Esse é um dos segredos para nos sentirmos felizes.

Abraços e feliz domingo, cheio de alegria!

Amanda