Arquivo diário: julho 15, 2012

Paciência/Impaciência

A paciência é uma arte que se pode praticar.

Não é fácil, claro, pois existem situações em que fica mesmo muito difícil manter a calma.

Mas isso também se educa.

Quando se perde a paciência em alguma situação, sempre ou quase sempre, nos arrependemos, e nos perguntamos, por que não pensei antes?

Por isso, minha conduta é de tentar pensar antes de ter uma atitude impetuosa ou impaciente da qual tenha que me arrepender.  Mesmo porque, às vezes, nunca mais se tem a oportunidade de  reverter uma situação provocada pela nossa impaciência.

Sempre consegui praticar a paciência em situações difíceis, como por exemplo, em sociedades comerciais, onde temperamentos diferentes dos sócios nos exigem, às vezes, o que se chama uma  “paciência de Jó”.

As diferenças de vivência, de costumes, de temperamento e de contexto familiar plasmam o comportamento de cada um de nós, mas ocasionalmente nossa paciência é exigida exatamente para o bom andamento dos negócios cujos sócios se demonstram tão diferentes de nós com o passar do tempo.

Como perceber e lidar com isso?

Primeiro, detectar o valor profissional dos sócios, pois sozinhos o nosso êxito seria menor.

Também é necessária boa dose de criatividade para que os negócios possam progredir e para que não deixemos o barco afundar.  Temos que pensar também na necessidade financeira de cada um e não colocar tudo a perder pela falta da paciência.

E o mesmo pode ser dito para atitudes impacientes em situações sem tanta importância: a fila para pagar no supermercado, a fila de carros à sua frente no trânsito, o atraso na chegada de um email que se esperava, a vendedora que estava atendendo outra pessoa antes de nós, o manobrista que demorou cinco minutos mais para trazer o carro, o garçom que não trouxe o que havia pedido, o amigo que ficou de telefonar e ainda não chamou, e assim por diante.

Tudo é motivo de irritação para o impaciente crônico.

Os aeroportos estão cheios deles.

Nós temos uma política de chegar cedo.  Prevenidos pelo possível atraso no trânsito, nos programamos, saímos com antecedência, mas pode acontecer que quando chegamos no aeroporto, haja um contratempo, atraso no vôo ou problemas técnicos que não estavam previstos.

O que podemos fazer? Absolutamente nada – mas nada com paciência é mais agradável.

E com essa atitude, lidamos melhor com a espera ou aborrecimentos cotidianos que sempre podem ocorrer  em qualquer situação nas nossas vidas.

Perder a paciência  em nada vai ajudar, pois a situação estabelecida não vai mudar somente porque queremos que ela mude.

E nunca, jamais, perder a paciência com quem sabe menos.  Esse tipo de atitude é cruel e chega a ser uma falta de caridade com quem não teve a mesma chance de estudar.

A Oração da Serenidade reflete perfeitamente minha visão de vida: “Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”.

A paciência pode sim, ser educada e instituída em nossa personalidade, e assim evitarmos um stress desnecessário ou uma injustiça sem retorno.

Paciência se tomei seu tempo, mas valeu a intenção.

Ótimo domingo!

Amanda