Arquivo diário: julho 1, 2012

Polêmica ou Diálogo: Eis a questão

As pessoas, em geral, confundem polêmica com diálogo, dois ramos de conversas onde opiniões divergem, seja em que ponto de vista for.

A polêmica pode ser construtiva como discussão técnica, em qualquer área da atividade humana, pois esse debate é esperado e até necessário para o esclarecimento, tanto de professores para alunos, como de conferencistas, pois só assim se definem idéias e princípios.

Muitas vezes também se aprende quando determinado assunto é polemizado para que se acendam luzes de sabedoria.

Isso na minha opinião é um diálogo, pois permite que um possa aprender com o outro sem nenhum mal estar.

Já a polêmica, isoladamente, traz sempre um ar desnecessário de duelo.

Se o diálogo é tratado com elegância e respeito, ele se torna interessante e pode evoluir para a criatividade.

O que incomoda são aquelas pessoas que sempre estão polemizando – quase por vicio – em momentos impróprios, como em reuniões sociais, que devem ser descontraídas.

Elas tem o hábito de discordar com quem quer que seja por qualquer assunto, pelo simples prazer de discutir, e gerar polêmica.

Adoram dizer: “Eu discordo”.

E ai, se você pergunta por que, elas sempre desfiam uma série de argumentos — que nem sempre são errados — mas a maneira como são colocados, choca, irrita e obriga, muitas vezes, o interlocutor a iniciar um desafio, na maioria das vezes, desagradável.

Nunca perdi minha autenticidade e expresso minha opinião em todas as situações, quando solicitada, mas sempre com a razão, nunca com a emoção.

Na verdade, um diálogo saudável é interessante e ás vezes, até mesmo construtivo, pois se formos humildes, podemos aprender com a discussão.

Mas quando se torna uma teimosia simplesmente no sentido de vencer a discussão, fica desagradável tanto para o interlocutor, quanto para os que estão por perto.

Quando minha filha era pequena, dizia sempre para ela: pode me questionar sobre qualquer coisa, mas não me desafie quando tiver platéia, porque você vai perder.  Não adianta criar polêmica para vencer um argumento invencível em certas situações.

Realmente uma coisa é certa: quando se tem platéia, as coisas mudam, e quem está discutindo determinado assunto ou instituindo uma polêmica, não quer “perder” a discussão em pauta naquele momento e insiste até que o outro lado resolva desistir ou concordar por educação.

Agora, conheço gente que não permite, por exemplo, polêmica ou perguntas em suas palestras ou conferências.  Isso também não está certo.

Ninguém é absoluto e infalível, e portanto, deveria escutar a idéia de quem está participando, até mesmo para esclarecer algo que o aluno ou o ouvinte não tenha entendido completamente.

Mesmo que o palestrante seja uma sumidade, ele tem que dar a oportunidade de participação do ouvinte e deve escutar as diversas opiniões, pois o fato dele conhecer bem o assunto, não quer dizer que tenha conseguido transmiti-lo com eficácia para quem desconhece o tema.

A polêmica tem dois lados, como tudo na vida: o aspecto destrutivo, quando colocado em ambiente social, por exemplo, mas também o positivo, o diálogo, que pode ajudar a transmitir conhecimento.

Tudo depende de como ela é colocada e o local onde a gente se encontra.

Vamos dialogar?

Ótimo domingo!

Amanda