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Guardar rancor
Publicado por amandadelboni
Uma vez eu li algo que me impressionou e que considero muito verdadeiro:
“Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com intenção de atirá-lo em alguém. É você que se queima”.
Problema sério que significa, na verdade, falta de capacidade de perdoar.
E é uma atitude sem nenhuma nobreza, sem grandeza e sem caridade.
Todos estamos sujeitos a ter atitudes intempestivas, a falar o que não falaríamos se tivéssemos raciocinado melhor, e , na maioria das vezes, nos arrependemos.
A pessoa que se acha ofendida, muitas vezes não quer esquecer, e deveria, pois alimentar a raiva não leva a nenhum caminho produtivo e nem melhora nossa disposição mental. Pior, envelhece nosso aspecto físico também.
Todos estamos sujeitos a ter reações que não programamos e para as quais, muitas vezes, nem estamos preparados.
Por isso temos que estar dispostos a aceitar reações nem sempre agradáveis de pessoas com as quais temos contato, seja profissional, pessoal ou social.
Penso que temos que procurar analisar cada situação com isenção de ânimos, sem nenhuma tendência, e procurar entender a razão de uma atitude inesperada.
Nunca sabemos se a pessoa em questão teve algum problema grave naquele momento e que serviu para desencadear uma reação inusitada.
Se procuramos entender, fica mais fácil deixar o rancor de lado.
Claro que tem ofensas imperdoáveis, quando se trata de nossa honra, uma mentira que possa nos prejudicar o futuro ou nossa condição de amizade com alguém a quem amamos.
Mas tem o que chamamos comumente de “fofoca”, e que pode ocasionar uma inimizade com quem queremos bem, e que, muitas vezes, nem nos dão a chance de nos defendermos.
Agora, se a pessoa responsável por algum mal estar, nos procura e demonstra arrependimento pelo que possa ter nos causado, creio ser nossa obrigação moral de tentar entender e não guardar rancor.
Conhecemos dois amigos que cresceram juntos e eram muito próximos na infância e na juventude. Um mal estar que nunca ficou bem explicado fez com que nunca mais se falassem.
Durante muitos anos, um deles sempre tentava uma aproximação, sem resultado ou chance de perdão.
Os circunstantes jamais entenderam a razão de tanto rancor.
As famílias continuaram a conviver, mas eles realmente nunca conseguiram reatar a amizade que os uniu durante uma parte de sua vida.
Morreram ambos com o rancor servindo como pano de fundo durante o tempo em que viveram.
Será que valeu a pena perder o carinho e amizade de alguém pela incapacidade de perdoar?
Saber perdoar é o primeiro ingrediente para se viver em paz 🙂
Perdoe alguém hoje. Vai lhe fazer bem!
Abraços e bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Modéstia
Publicado por amandadelboni
A modéstia é, essencialmente, a ausência de vaidade.
De fato, já li que ela é maior do que o orgulho e mais nobre do que a vaidade.
E concordo plenamente com essa definição.
É um conceito, sem dúvida, de duplo significado.
Se encaramos a modéstia como um sentimento de simplicidade, é muito elegante, pois as pessoas, mesmo reconhecendo que possuem um valor no que se propõem a fazer, ficam tímidas ao receber elogios.
É muito bonita a posição da pessoa nesse caso, pois ela encara o elogio bem feito e merecido com uma ponta de reserva, sem colocar a vaidade em primeiro lugar.
E é, realmente, uma forma de altruísmo, de desprendimento de toda espécie de orgulho em relação às nossas realizações.
Deixemos que os outros nos elogiem, valorizem aquilo que criamos, aquilo que executamos em qualquer área de atuação. Devemos manter sempre a sobriedade e deixar que os outros nos reconheçam.
Às vezes, não é nada fácil, pois faz parte de nós, seres humanos, pretendermos receber palavras elogiosas a tudo o que realizamos, ou somos, ou pensamos que somos.
E assim, nos decepcionamos seguidamente, pois esperamos algo que não chega, e isso pode até ser um fator determinante para desencadear nosso desânimo e tornar nosso trabalho medíocre.
O ideal é não nos deixarmos influenciar pelo fácil-falso elogio, pois ele pode nos levar diretamente ao fracasso de uma empreitada.
Vamos analisar friamente nossa capacidade de realização, para conseguirmos, sem falsa modéstia, receber cumprimentos, aguardando resultados esperados.
Já a falsa modéstia é pura hipocrisia, e não é produtivo de nossa parte a cultivarmos. Ela é tão tóxica como o orgulho e a vaidade, juntos.
Se temos consciência de que fizemos tudo certo e com critério, não temos porque cultivar a falsa modéstia, e sim, aceitarmos as palavras de elogios como corretas e merecidas, e com genuína modéstia que vem da verdadeira humildade dentro de nós.
Claro que um vencedor, seja em que área for, tem o direito de reconhecer seu trabalho e aceitar o elogio. Afinal, ele lutou para que esse momento chegasse.
Mas deixar a modéstia de lado e auto elogiar-se, se torna algo deselegante.
Temos que tomar cuidado em cada atitude para não parecermos pedantes e mal educados diante de um cumprimento.
Assim, devemos sempre ter em mente a medida entre a modéstia autêntica e a falsa modéstia. Esse equilíbrio é importante e concorre para nossas grandes realizações.
E com toda modéstia, espero que gostem do meu blog 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
MÃE
Publicado por amandadelboni
Palavra sagrada que pronunciamos com respeito e amor, e que não tem substituição.
Digo com conhecimento de causa, pois tive uma convivência especial, pacífica, cheia de amor com minha mãe.
Respeito aliado ao companheirismo foi a tônica da minha vida ao lado dessa pessoa especial e admirável.
Por isso o meu blog de hoje é inteiramente dedicado às mães, esses seres que nos abençoam, sofrem por nós, sofrem conosco, e de outro lado, compartilham também nossas tristezas e fracassos, nossas frustrações e vibram com o nosso sucesso.
Emoção pura.
O significado da palavra “Mãe” é tão amplo e tão nobre que se torna difícil a definição.
Mães são capazes de vibrar com o sucesso de um filho como se fosse o seu próprio sucesso, chorar mediante um provável fracasso em qualquer atividade que o filho não tenha o resultado esperado, e sempre desejar o melhor, sem egoísmo e sem má vontade mediante uma solicitação.
A mãe tem a capacidade de sacrificar, muitas vezes, até sua vida pessoal em relação ao marido e outras atividades para atender a uma solicitação de um filho.
A amizade é pura e desinteressada, visando somente o bem estar daquele que veio ao seu mundo por escolha e por amor.
Eu sou mãe, e sei por experiência própria que nossa alegria depende da alegria que conseguimos ler nos rostos de nossos filhos, pois quando vemos uma pontinha de tristeza, já o nosso mundo se torna, automaticamente, vazio e sem graça.
Uma mãe vive, na maioria das vezes, sempre buscando trazer felicidade a cada momento da vida dos filhos, tentando retirar todas as pedrinhas de seu caminho.
Mãe entende as escolhas de seus filhos, e o egoísmo é uma palavra que desconhece, pois assim que chega um filho ao seu mundo, uma mãe automaticamente deixa sua própria vida em segundo plano para torcer e se dedicar a esse novo membro da família.
A opção por se tornar mãe já implica em desprendimento desde o momento que sentimos o pequenino ser dentro de nós.
A vida passa a ter outro sentido, passamos a nos dedicar à formação dessa pessoa que chegou em nossas vidas e pela qual nos sentimos responsáveis, seja pelo seu desempenho, como pelos seus resultados.
Por tudo isso, rendemos sempre nossa profunda homenagem, nosso amor incondicional a esse ser chamado MÃE!
Aproveite bem a companhia da sua, beije-a bastante com muito amor.
Feliz Dia das Mães!
Bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Lamentação
Publicado por amandadelboni
Lamentar pode ser um hábito.
Reparem que tem pessoas que, sem nenhum fundamento ou motivo, passam o tempo se lamentando, e com isso deixando de usufruir o que possuem de bom e de interessante.
É uma característica que poderia e deveria ser combatida no sentido de encarar as coisas boas da vida e, dessa forma, ter uma convivência mais alegre.
Claro que todos passamos por momentos de aborrecimento, de tristeza, de ansiedade, e temos que ter o discernimento entre aquilo que merece nosso lamento e o que simplesmente vemos que vai passar. Mesmo porque as pessoas, por mais amigas que sejam, dificilmente poderão resolver nossos problemas, nossos momentos mais difíceis, nossa luta diária.
Tem gente que, por mais que a vida lhe tenha dado, nunca está feliz. O lamento faz parte constante de suas conversas e não tem nada que a satisfaça.
Esse tipo de pessoa, já escutei muito, quando se aproxima de um grupo, alguém observa, às vezes até em alta voz:
“Lá vem o urubu”.
E para ganhar essa fama, não precisa muito.
Todos sabem que ela jamais teria motivos para ver tudo sob um ângulo tão desagradável. Possui tudo o que precisa para viver bem nesta vida, mas lhe falta a visão para mudar sua atitude e reconhecer o que a vida lhe tem dado.
Mas o tipo lamentoso encara qualquer situação de forma negativa, encontrando defeitos e frustrações em tudo. Só que ele não percebe que isso lhe acarreta, como consequência, a má vontade de todos que têm que lidar com suas queixas constantes.
Não há paciência que suporte uma atitude permanente de queixas, principalmente quando essas são injustas e provocativas.
E, mais ainda, a arte de lamentar-se pode se tornar um hábito doentio, pois quem se lamenta o tempo todo, não costuma achar graça em nada e as lamentações potencializam sua posição de vítima.
O “lamentador” nunca constrói nada, porque não tem essa mentalidade imbuída no seu espírito. Ele é compelido, sem que o saiba, somente para achar falhas, defeitos, omissões em tudo o que se lhe apresenta.
Claro que temos a obrigação e o dever de ouvir problemas reais de amigos que confiam em nosso discernimento para ajudá-los na solução de algumas situações. Mas isso é bem diferente de lamentadores crônicos, que nunca estarão dispostos a ouvir opiniões bem estruturadas e equilibradas.
Esse tipo parece que foi treinado para isso. Só que enquanto se lamenta, não percebe que a vida está seguindo seu rumo e ele está perdendo o tempo e a oportunidade de lutar pelo que realmente quer alcançar.
Abraços e bom domingo, sem lamentações 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Presunção
Publicado por amandadelboni
Podemos dar vários significados diferentes à palavra presunção. Ela pode ser interpretada como altivez, arrogância, empáfia e outras definições menos nobres.
Acredito que precisamos tomar muito cuidado no momento de colocarmos algo em dúvida, sem termos a devida comprovação, pois corremos o risco de incidirmos num gravíssimo erro de julgamento baseado numa presunção.
As consequências podem ser tremendamente desastrosas.
Ao tomarmos atitudes injustas, podemos nos arrepender amargamente depois, sem contar que um erro de atitude pode gerar constrangimento e prejuízo para quem dirigimos erradamente a nossa suposição.
É extremamente delicada essa situação de precipitação no emprego da nossa presunção vazia e sem fundamento.
Devemos ter muito cuidado no sentido de usar a presunção, seja ela dirigida a qualquer pessoa, acontecimento ou comportamento.
Ela pode gerar pré-conceitos e pré-julgamentos.
Podemos presumir, às vezes erradamente, que uma pessoa dedicada e estudiosa, automaticamente tenha maiores chances de resultados positivos em suas carreiras e suas vidas de maneira geral. Isso pode não acontecer.
Podemos também ter surpresas com pessoas que na juventude não tenham sido tão dedicadas e, com a maioridade, retome princípios de luta e seriedade e ganhe destaque durante a vida pessoal e profissional. Já vi isso acontecer e muito.
A presunção no sentido de expectativa é um perigo.
Mas existe um outro tipo de presunção, no sentido de esperança, de atitudes positivas que geram outras atitudes positivas. E essa presunção vem da fé e da confiança interior.
E eu sofro dessa presunção.
Posso dizer até que, de certo modo, sou presunçosa, no sentido de tentar fazer o melhor em tudo e com todos.
E acho que faço.
Lutei muito em todas as áreas, como pessoa, como funcionária que fui, como empresária, esposa, mãe, filha e amiga.
E talvez seja uma presunção de minha parte mas acho que realizei tudo ou quase tudo o que me dispus a fazer.
Esse sentido de presunção inspira. E é esse sentimento que estimula meu espírito de luta e de vontade de vencer.
Procuremos ter em mente sempre que o ideal é usarmos a presunção no sentido da realização honesta e desprezar qualquer sentimento da presunção orgulhosa, discriminativa e preconceituosa.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
