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Relacionamentos
Publicado por amandadelboni
Em várias áreas de relacionamentos, nos deparamos com diferentes tipos de pessoas e ocasiões mais diversas.
Aparência nunca foi e nunca será algo que possa definir a personalidade da pessoa que conhecemos há tempo e também de quem acabamos de conhecer.
Minha podóloga, pessoa de minha amizade, me relatava um dia, triste e decepcionada, algo que ela havia presenciado ao atender um cliente pela primeira vez.
Ele chegou com uma tremenda pose, muito bem vestido, terno de grife, bonito e relativamente jovem para a posição que ocupa na vida profissional.
Tratou a todos com indiferença e até com certa grosseria.
Quando se sentou ela lhe pediu, lógico, que tirasse os sapatos.
Decepção total, pois seus pés eram sujos e sem nenhum cuidado, com as doenças típicas de quem não tem muita intimidade com a chamada higiene.
E ele ainda lhe perguntou se ela usava luvas, se tudo estava esterilizado, e se não havia condição de alguma doença ser transmitida. Ela lhe respondeu que não haveria nenhuma condição de se transmitir a alguém aquilo que ele tinha em seus pés.
E é assim na vida de algumas pessoas, quando tiram o sapato, claro, figurativamente, pode-se descobrir doenças incríveis, como o orgulho, a indiferença a problemas dos mais necessitados, a antipatia, a falta de consideração com quem lhes serve, a falta de compaixão e outras tantas características que tornam a vida, às vezes, mesmo insuportável.
Tem pessoas que nunca estão satisfeitas com ninguém e com coisa alguma que se faça para que ela fique feliz.
Você faz de tudo, e quando falha em 1% , é duramente criticado como se nada tivesse sido feito. Isso, para mim, é algo realmente insuportável.
O ideal seria procurarmos buscar no trabalho com outras pessoas, um bom relacionamento sem permitir que estresse de ambas as partes interfira no dia a dia e nos resultados que procuramos obter.
Na área da competição, seja por candidatura a algum trabalho, seja por competição esportiva, ou pela amizade de alguém, os relacionamentos podem estar sujeitos a algum mal estar pela necessidade que todos temos de sair vitoriosos.
Mas eu creio que um relacionamento pode crescer na medida que acreditamos na competição honesta.
Penso também que uma “derrota” deva somente servir de incentivo para uma futura vitória no mesmo campo que disputamos e perdemos anteriormente.
Para mim, o verdadeiro derrotado é aquele que desiste, e o vitorioso aquele que luta honestamente em todos os âmbitos de sua vida – mesmo sem vencer todas as batalhas.
Relacionamento é algo que devemos tentar preservar, colocando de lado sentimentos negativos, como o ciúme, a inveja, o desprezo, etc.
Um bom relacionamento, seja ele, amoroso, societário, trabalhista, comercial ou simplesmente social, deve ser mantido com respeito.
Devemos tentar preservar dentro de nós, acima de tudo, a humildade para reconhecermos erros passados, e os corrigirmos para relacionamentos futuros, seja em que campo for.
Tento sempre tirar de minhas experiências exemplos que facilitem todas as relações.
Abraços e bom domingo, de ótimos relacionamentos 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Bom Humor
Publicado por amandadelboni
Sempre digo que se berrar resolvesse, o cabrito não morreria.
Mas se tentarmos solucionar todas as situações com bom humor, tudo automaticamente se resolve mais depressa e sem nos consumirmos, envelhecermos rapidamente e estragar a vida de quem nos rodeia.
Há dias nos aconteceu algo interessante e que pode servir como um débil, mas importante exemplo:
Reservamos para almoçar num restaurante de alto luxo, de cardápio oriental, mas haviam nos dito que o “brunch” era de paladar internacional.
Quando chegamos, o ambiente era de um barulho infernal, que não daria nem para conversarmos entre nós, e a comida era totalmente oriental.
Eu, pessoalmente, adoro, mas pessoas que estavam conosco não apreciam, então na hora, nos olhamos e desistimos, felizmente sorridentes.
Saímos e decidimos ir a uma churrascaria.
Ao chegarmos, esperamos para que nos atendessem, mas nos deixaram de pé por bastante tempo.
Depois desse longo período e das vezes que solicitávamos uma mesa (isso com todas as mesas vazias à nossa frente – e estamos falando de uma churrascaria de luxo em Miami), o maître dizia que logo estaria pronto para nos sentarmos.
No final, ele confessou que não dava para nos atender naquele momento pois não havia garçom disponível.
Incrível, porém verdadeiro!
Preferimos não esperar, e resolvemos, então, ir para outro restaurante já nosso conhecido e onde apreciamos muito a comida e o atendimento.
Saímos, alegres, e claro, famintos, pois nessa altura já era 4 horas da tarde.
Fomos para esse outro restaurante, nos sentamos, fomos muito bem atendidos, comemos muito bem, aproveitamos e rimos muito da situação.
Agora, imaginem isso tudo com mau humor?
Seria simplesmente desastroso, inutilmente, pois a situação não iria mudar somente porque desejaríamos, ou porque ficássemos de mau humor.
E isso, em se tratando de algo completamente sem importância – um simples almoço familiar num domingo.
Imaginem, então, numa ocasião que envolva assuntos sérios, que demandem muita atenção e muito bom humor para que tudo se resolva de modo satisfatório para todos os envolvidos. É um desastre total não se conseguir manter a calma e o bom humor.
Nas mais diversas situações, podem crer, o bom humor e sangue frio costumam resolver. Ou, pelo menos, ajudar.
Fica muito mais fácil quando encaramos com bom humor, por exemplo, uma fila seja de teatro, cinema, ônibus, táxi, aeroporto, hospital, enfim, locais onde se aguarda para ser atendido.
Já vi cada cena de arrepiar, escândalos enormes porque alguém passou na frente, às vezes até inadvertidamente.
A explosão de mau humor foi tanta que conseguiu chamar atenção de todos que estavam ao redor. Mas a pessoa causadora do escândalo foi quem ficou sem resolver seu problema e se tornou ridícula perante aos que a cercavam.
O mesmo já vi várias vezes em situações de divergência de opiniões. Já presenciei discussões incríveis por causa disso.
Se conseguirmos expor opiniões diferentes daquelas dos nossos interlocutores, com calma e ponderação, elas serão muito mais respeitadas e ouvidas do que as que são expostas aos gritos e onde impera o mau humor.
Vamos, portanto, tentar manter o bom humor, mesmo em momentos críticos.
Claro que muitas vezes não é fácil. Mas vale tentar.
Abraços, bom domingo, com ótimo humor 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Fidelidade/traição
Publicado por amandadelboni
Fidelidade/traição
Assunto delicado e polêmico ao mesmo tempo.
Quando se fala de fidelidade, pensa-se normalmente em infidelidade no âmbito dos relacionamentos, principalmente amorosos.
Ou se pensa na fidelidade do cão ao seu dono, que realmente é algo maravilhoso de se ver e de se conviver.
Tem também hoje em dia com mais frequência o cartão fidelidade, que nos liga a determinadas empresas e que nos proporciona prêmios do ponto de vista de viagens, compras, etc.
Esses são alguns dos aspectos do significado da palavra fidelidade, que faz parte de nosso vocabulário corriqueiro.
Já falar em infidelidade é sempre um tabu, algo vergonhoso, ligado ao sentido de traição conjugal, principalmente.
Infidelidade traz em seu significado sempre algo pesado.
Já para mim, mais do que a “infidelidade”, considero a mentira uma traição injustificável.
A infidelidade, muitas vezes, vem como resultado da infelicidade, normalmente mútua. Se reconhecemos que estamos infelizes e somos honestos em nossos relacionamentos, antes de sermos infiéis, raramente vai haver uma “traição” – que considero uma quebra de confiança, e ai, sim, é como um brilhante em pedaços, jamais será reconstruído com a perfeição original.
E um problema ainda maior que vejo é a traição premeditada, o que ocorre muito na área comercial.
A espionagem industrial, ou seja a infidelidade à empresa onde se trabalha, denota uma falha de caráter muito grande, onde pessoas programam roubo de segredos de criação ou de fabricação, tornando difícil a competição séria e ética que deve e deveria nortear os proprietários das empresas.
Entregar a um concorrente, muitas vezes em troca de pagamento, um segredo que estaria guardado há anos, e às vezes séculos, nada mais é que uma tremenda traição da confiança que lhes foi depositada.
Nesses casos, a traição não se reveste de nenhum matiz ideológico, étnico ou religioso, ou de princípios da pessoa, mas sim, por puro interesse pelo dinheiro.
Trabalhei como farmacêutica em indústria, onde eu era chefe de pesquisa de novos produtos, e ali tínhamos que criar fórmulas como também adaptar ao nosso clima tropical os produtos fabricados na Europa. Me lembro como era importante para nós a fidelidade à nossa marca e aos nossos produtos.
Fidelidade comercial é vital para relacionamentos profissionais e sociais. Se não temos a consciência da fidelidade no sentido amplo da palavra, tudo fica mais difícil.
Conheço casos em que um dos sócios fez até negociação de venda da empresa sem o conhecimento prévio de outros sócios, e apresentou o negócio praticamente fechado.
Os remanescentes ficaram sem conseguir negociar e não tiveram outra solução a não ser efetuar a venda.
Isso não é infidelidade, e sim um tipo de traição imperdoável, o mesmo tipo de quando um amigo trai um segredo que lhe foi confiado.
Esse tipo de atitude pode comprometer seriamente uma das partes, que não contava que seu segredo, algo que ele confiou a alguém teoricamente de sua confiança, ficasse exposto de alguma forma a alguém estranho ao seu meio e à sua convivência.
Outro dia, numa reunião social, falávamos de relacionamentos amorosos e uma amiga muito querida contou-me sobre uma pessoa com quem ela estaria iniciando um relacionamento e pediu-me segredo do fato.
Claro que não contei a ninguém, nem teria porque fazê-lo.
Dias depois, juntamente com minha filha numa outra reunião, ela falou do assunto e se surpreendeu que eu não havia comentado, nem mesmo com minha filha.
E eu lhe disse, “você me pediu segredo”.
Segredo é segredo.
É muito comprometedor um comportamento irresponsável, que coloca em risco o desenvolver de fatos inesperados.
Mas é a condição moral do indivíduo que determina se ele é fiel ou traidor.
O traidor em qualquer setor normalmente é “bem sucedido”, inicialmente, porque ele tem dois auxiliares grátis:
Primeiro – sua falta de caráter, que lhe é própria.
Segundo – a confiança do traído, o que lhe dá tranqüilidade para executar seu “trabalho”.
Desculpe se me estendi um pouco hoje, mas o tema merecia.
Ainda bem que temos amigos confiáveis e maravilhosos 🙂
Abraços, e bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Exigências/Obediência
Publicado por amandadelboni
Na verdade, quando falamos em exigências, temos que pensar na cobrança que fazemos ou recebemos.
Na vida, fazemos exigências às vezes indevidas, pois temos que discernir a quem, como e porque exigimos perfeição, seja de nossos funcionários, amigos e, mesmo, vizinhos.
Como exigir algo que a pessoa não tem capacidade de nos dar?
Dai poderá ocorrer um sentimento de frustração indevido, pois não pensamos antes de exigir.
Queremos ser atendidos, mas sem fazer uma análise da possibilidade do resultado que esperamos.
Possivelmente poderemos nos decepcionar, e para evitarmos essa reação de nossa parte, cabe-nos estudar previamente o que esperar da pessoa solicitada.
Como esperar de uma pessoa incapacitada de caminhar que ela corra? Impossível.
De uma pessoa com visão deficiente, que ela enxergue?
De uma pessoa inexperiente, que ela possa ter a visão de quem já viveu situações que ela desconhece totalmente?
Precisamos sempre estar atentos porque às vezes nossas exigências podem não ser atendidas por falta de capacidade física, mental, financeira ou social da outra parte.
Não podemos fazer nada a respeito.
O que podemos e devemos é desenvolver uma sensibilidade para não exigirmos do próximo o que ele não tem capacidade de nos dar.
O grande segredo é analisar antes de solicitar.
Por exemplo, tem pessoas que não tem capacidade de cuidar de animais, apesar de não maltratá-los.
Se temos um cachorro em casa, por exemplo, e contratamos essa pessoa sem pensar nisso, não podemos nos irritar porque ela não estaria cuidando dos nossos animais domésticos. A culpa teria sido nossa por não termos colocado essa exigência como um dos fatores principais de suas funções. Não podemos cobrar da pessoa o trabalho que ela não havia se comprometido de nos oferecer.
Forçar a barra só nos traz decepção, e injusta, pois deveríamos saber, de antemão, que a tendência é algo que se tem ou não.
É procurar encrenca!
Tento sempre analisar principalmente a capacidade funcional de cada um, quando se trata de trabalho, mas também de lazer.
Assim, de acordo com o nível de propensão e de capacidade, busco aceitar e respeitar o gosto de cada um, pois, por exemplo, quem não gosta de nadar não pode aceitar o convite específico de amigos para uma tarde especialmente na piscina.
Todos vão acabar se aborrecendo por ter feito uma expectativa que se transforma, muitas vezes, numa angústia, que poderia ter sido evitada simplesmente se ambos os lados tivessem usado uma franqueza inicial.
Eu, por exemplo, tenho um pânico inexplicável por esportes aquáticos. Não sou companhia para nadar, andar de barcos pequenos e assumo isso com toda tranquilidade.
Uma vez uma pessoa desagradável, me cobrando essa incapacidade me disse:
“Mas que coisa absurda você não saber nadar”.
E eu lhe respondi, delicada, mas firmemente: “Imagine, tento aprender e fazer tantas outras coisas e você só enxerga em mim o que não sei fazer”.
Uma exigência no sentido de limitar uma amizade em função de preferências e gostos — e até incapacidade — só prejudica os relacionamentos.
Vamos tentar exigir o possível de cada um e assim evitar exigências que podem frustrar quando não conseguimos resultados que, muitas vezes, nem deveriam ser esperados.
Abraços e bom domingo, sem exigências 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Altos e baixos
Publicado por amandadelboni
Quando falamos em altos e baixos na vida de alguém, pensamos sempre na área financeira, nos resultados que obtiveram em determinada época da vida.
Quando falamos nos baixos, sempre imaginamos um fracasso financeiro ou uma derrota profissional.
Mas independente de derrotas ou vitórias no campo das finanças, são nossas atitudes que determinam de fato o sucesso a longo prazo.
Conheço pessoas que, mesmo diante de revezes na vida, conseguiram manter um alto nível de atividade, derivando para algo que acabou lhes trazendo os objetivos desejados, através da luta diária que travaram no propósito de atingir o que planejavam. E se reergueram.
Viver nos baixos depois de ter tido uma vida nos altos, seja em qualquer sentido, claro que é difícil, mas faz parte de nossa trajetória.
Meu pai, o escritor Alberto Montalvão, já dizia e guardei isso por toda a minha vida:
“Sorrir quando tudo vai bem é fácil. O difícil é sorrir quando tudo vai mal”.
Muitos de nós já devemos ter passado por situações difíceis, e sabemos o quanto é custoso manter o bom humor nessas horas.
Mas os baixos, muitas vezes, nos levam a um nível de maturidade que nos ajuda a desenvolver uma capacidade especial no sentido de conseguirmos prever tanto o sucesso quanto o insucesso em diversas situações.
Mas mesmo assim, por mais que possamos estudar, planejar e calcular, algo pode sair fora de nossa previsão, como público errado para determinado empreendimento, local ou produto.
Nesse caso, o que fazer? Desesperar- se, simplesmente, não irá de modo algum melhorar uma situação já implantada, e ai chegam os momentos de baixa, tanto financeira, quanto a frustração de se ver todos os planos feitos com tanto carinho, irem, como se diz, “por água abaixo”.
Que não é fácil, sabemos, mas, com certeza, a solução não chegará simplesmente pelo fato de ficarmos desanimados, e sim se procurarmos achar uma solução racional, quem sabe até mudando o rumo do comércio anteriormente concebido no local, procurando atingir o público-alvo de maneira diferente da anterior. Isto é, tomando novas atitudes que conduzam ao resultado pretendido, que nos leve de volta aos períodos de alta na vida, financeira ou socialmente.
Tenho amigas que, apesar de terem vivido a baixa, financeira e consequentemente a social, tiveram a maturidade de, usando de uma tremenda força de vontade, conseguirem se manter e voltar à luta, muitas vezes sem o auxilio de amigos que naquela hora não lhe deram o mínimo apoio.
E ao vencerem toda a dificuldade, conseguem sorrir e aceitar o que se passou até como uma lição de vida a não ser repetida.
A vida é como uma gangorra.
E quando estamos no alto, também temos que tomar cuidado e nos prevenir, dentro do possível, para tentar evitar uma forte e súbita queda que poderá ocorrer em seguida.
O importante, como diz minha filha, é saber viver nos baixos com dignidade e nos altos com humildade.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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