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Equilíbrio

Uma vez li uma passagem interessante:

Dois amigos foram a uma banca de jornal, um deles cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal, que foi atirado em sua direção, o amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando foram de volta, descendo a rua, o amigo perguntou ao que tinha sido vítima da grosseria do jornaleiro:

“Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?”

Ele respondeu: “Sim, infelizmente é sempre assim”.

O outro: “E você é sempre atencioso e amável com ele?”

“Sim, sempre sou”.

E o outro perguntou porque ele era sempre educado, já que o jornaleiro era tão rude.

E respondeu:

“Porque não quero que ele decida como eu devo agir”.

Na verdade, dentro dessa filosofia, o autor afirma que não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.

Certíssimo, em minha opinião, e tenho experiência de sobra, pois como sou bem humorada, por natureza, sempre me dirijo aos outros com educação e bom humor, tentando entender que, quem está naquele momento me servindo de alguma forma, tem seus problemas, que nem sempre estão com possibilidade de solução.

Se olhamos as pessoas que nos rodeiam com amor, e sem o preconceito que nos afasta delas, vemos seres humanos e não somente máquinas que nos prestam serviços, seja em nosso ambiente diário, seja na casa de outros amigos.

Quem de nós conhece como é a vida de alguém, que naquele momento está nos servindo um salgadinho de camarão ou de caviar numa festa, e nem sequer tem dinheiro em casa para comprar o trivial?

Temos que achar, naturalmente, o equilíbrio para que o tratamento e o andamento de nossa vida, em geral, seja um fator de bem viver.

Nem tanto, nem tão pouco, aprendi desde cedo com meus pais, que tentavam sempre nos mostrar que o equilíbrio de atitudes, em qualquer ocasião, é muito importante, fosse no trabalho, nos estudos, com amigos, com funcionários, enfim, com quem tivéssemos a oportunidade de nos relacionarmos.

Encontrar o ponto de equilíbrio em todos os aspectos de nossa vida não é fácil, mas devemos nos esforçar, usando nossos sentimentos e nosso raciocínio para tornarmos a convivência com amigos e conhecidos o mais agradável possível.

Mesmo porque esse ponto ideal não se refere somente a convivência, mas também ás possibilidades materiais de que podemos dispor.

Por exemplo, efetuar gastos acima das nossas possibilidades poderá gerar, além de dificuldades financeiras, alguns desgostos de relacionamento tanto na família, quanto na nossa vida prática, muitas vezes dificultando a aquisição de bens essenciais.

Conheço pessoas que se desequilibram com gastos relacionados a vaidade e exibição de marcas e deixam de atender a despesas fundamentais, como, por exemplo, a aquisição de uma casa própria ou atendimento referente a saúde.

Cuidemos, portanto, em primeiro lugar, das prioridades de nossa família, do lar que criamos, para que nossos momentos felizes não sejam maculados por algo que, na verdade, muitas vezes, não é tão importante na vida.

Para mim, o que realmente importa é o bem estar, a paz e a harmonia.

E o segredo para esse desafio e essa conquista diária é o equilíbrio de atitudes 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda

Segunda Chance

Semana passada abordamos o tema referente a primeira impressão e recebemos muitos comentários de pessoas falando da importancia da segunda chance, e concordo plenamente com todas elas.

Tanto assim que hoje foquei exatamente na segunda chance que temos que dar a nós mesmos e a outras pessoas com quem nos relacionamos, e as quais talvez não nos tenha conquistado na primeira vez em que nos vimos.

Cito com frequencia uma frase que gosto muito, de um grande filósofo da antiguidade: “Quem pensa, muda”.

Claro que é importante tentarmos deixar sempre uma primeira boa impressão, que permanece quando conhecemos alguém.

Mas, ao mesmo tempo que devemos ter cuidado para não deixarmos uma má primeira impressão, é importante também estarmos abertos e dispostos a rever, dando assim, uma segunda chance a pessoas, lugares, relacionamentos, etc.

Quem pensa, muda. E a vida nos proporciona, muitas vezes, surpresas inimagináveis, e nos apresenta, até mesmo inesperadamente, uma segunda chance de reconsiderarmos nosso juízo anterior, que, por algum problema de aparência, ou comentários de outras pessoas, podem mudar nossa impressão inicial.

Temos que estar abertos para novo raciocínio, novas experiências, novos juízos diferentes do que fizemos anteriormente.

Claro que temos que nos esforçar para sempre causar uma boa primeira impressão, pois, como disse, muitas vezes não teremos essa segunda chance de renovar nossas idéias a respeito de determinadas pessoas.

Podem não nos dar essa oportunidade.

Mas devemos, sempre que possivel, tentar desfazer uma má primeira impressão, tanto de nós para outros, como ao contrário.

Uma segunda chance é como um prêmio que ganhamos da vida por algum merecimento – ou até um aprendizado, ao reconhecermos nosso erro de precipitação de julgamento.

Ao procurarmos conhecer melhor o interior de quem teria nos causado incialmente uma primeira má impressão, estamos praticando também a humildade.

Isso pode acontecer ao sermos apresentados, por exemplo, em momento não adequado, a alguém que está apressado, que está vivendo um drama que desconhecemos, acabou de perder um trabalho que era importante para seu desenvolvimento ou um ente querido.

Mas, exatamente por isso, podemos nos dar e também dar à pessoa que nos causou um impressão não muito positiva, uma segunda chance.

Chance de conhecer melhor, de compreender melhor o que a teria levado a agir de maneira não muito simpática, os problemas que estaria enfrentando quando nos encontramos, notícias que pode ter recebido exatamente naquele instante, e muitas outras probabilidades que a teriam motivado a agir de maneira não muito agradável.

Compreensão, em geral, é a palavra chave.

Me lembro de alguém me relatando sobre como a segunda chance a fez considerar completamente diferente uma pessoa que havia conhecido.

Era uma profissional de alto nível, mas como todos que lidam com o público, são vítimas de comentários os mais variados.

E essa amiga se influenciou e inicialmente não gostou dessa pessoa, não fazendo questão de intensificar o contato e iniciar uma convivência.

Com o passar do tempo, muita gente próxima começou a ser atendida por essa profissional que minha amiga desgostou no primeiro contato, e a fazer comentários positivos sobre ela, demonstrando sua capacidade de atendimento, eficiência nos resultados alcançados e simpatia.

Minha amiga se deu uma segunda chance em relação a essa profissional, e surpreendeu-se positivamente. Hoje são amigas.

É importante intensificarmos nosso desejo de podermos desfazer a primeira má impressão, mas devemos também nos esforçarmos, para que não façamos juízos intempestivos antes de conhecermos alguém realmente.

Grande abraço e um ótimo domingo, repleto de segundas chances 🙂

Amanda

Primeira Impressão

“A primeira impressão é a que fica”.

Ouvimos essa frase dita pelos nossos pais desde a infância, ensinamento do qual nunca deveríamos nos esquecer.

E a cada dia que passa, temos a certeza de que se trata de uma grande verdade, pois corremos o perigo, de muitas vezes, não termos a oportunidade de desfazer uma primeira má impressão.

Daí, o cuidado que devemos ter ao transmitirmos nossas idéias que fazemos de tudo o que se refere em matéria de conceitos quando conhecemos alguém.

Ao defendermos nossas opiniões sobre determinado assunto, estamos nos expondo ao juízo que farão de nós e o que poderão esperar de nossa atuação.

Entrar em choque para impor um ponto de vista, muitas vezes, nos distancia no primeiro contato, de alguém que, talvez, gostaríamos de conviver – mas que imediatatemente pode pensar: Por que me relacionar com pessoas polêmicas, que não ouvem a opinião de quem quer que seja? Para que vou me aborrecer?

E o resultado é, na marioria dos casos, óbvio. A pessoa se afasta, e ficamos sem sequer ter tido a chance de provar que não somos tão antipáticos quanto pareceu no primeiro encontro.

Podemos tentar evitar uma primeira má impressão, dando atenção ao que as pessoas nos falam a seu respeito, fazendo perguntas que possam demonstrar o interesse pelo que fazem, suas atividades, etc.

Se depois acharmos que não devemos continuar o contato, é outro departamento, mas pelo menos o trato inicial, demonstrando educação e polidez, ficará marcado como um traço de nossa personalidade.

Não devemos nos esquecer de que “até as pedras se encontram”, outra frase muito verdadeira que também sempre escutamos desde nossa infância.

Quando somos mais jovens, evidentemente, não nos preocupamos com esse aspecto de convivência, e podemos, dessa forma, deixarmos de usufruir de uma relação de amizade, no futuro, por termos tido uma atitude impensada com alguém que vimos pela primeira vez.

E, pode acontecer de o futuro nos premiar exatamente com uma dessas pessoas, de quem até dependeríamos para um trabalho ou outro tipo de relacionamento.

Não quero dizer com isso que devemos agradar a todos indistintamente e concordar todo o tempo com quem acabamos de conhecer, mas simplesmente que o façamos com educação e simpatia.

Até para discordar temos que ter educação e controlar nossa emoção de momento, para que tenhamos a chance de rever a pessoa e, quem sabe, ela também tenha mudado de opinião e hoje concordaria com nosso ponto de vista, uma vez exposto com a razão, sem paixão.

O poder da primeira impressão é tão forte, que, muitas vezes, nem mesmo fatos são capazes de desfazê-lo, ou se necessitará de muito tempo e muitas demonstrações contrárias para que se desvaneça a imagem inicial.

Portanto, temos que ter muito cuidado para que a primeira impressão que transmitimos seja exatamente o que somos e pensamos.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Colaboração

Colaboração é uma atitude que se tem, sem que haja a obrigação de fazê-lo, pois se trata de uma atividade desempenhada de forma cooperativa entre duas ou mais pessoas.

E podemos observar se uma pessoa tem o espírito de colaboração nas situações mais inusitadas, e não precisa, necessariamente, ser algo que tenha havido uma recomendação ou uma ordem para que seja efetuada.

Ao contrário, a colaboração se nota nas menores atitudes, como tive o prazer de presenciar outro dia, quando estava comprando algo, e um funcionário, vendo que a pessoa que me atendia estava meio atrapalhada, se aproximou, ajudando-a a se desempenhar de várias solicitações que lhe faziam simultaneamente.

Foi bonito e emocionante, sem uma palavra de ambas as partes, a não ser pelo olhar reconhecido que a vendedora lhe lançou.

Silenciosamente, parecia que ela lhe dizia: “Obrigada, você acabou de salvar meu trabalho”.

Lindo mesmo!

A colaboração, em diversos aspectos, é sempre bem-vinda, se solicitada e atendida. E, melhor ainda, quando recebemos uma colaboração sem pedir, seja ela de que natureza for, o valor é inestimável.

Colaboramos também para entidades que necessitam de ajuda financeira e social, que atendem a pessoas carentes, e isso nos dá uma satisfação interior, pois sabemos que aquele auxílio irá diminuir o sofrimento alheio.

Nos sentimos na obrigação moral de ajudar a quem nos pede o auxilio, pois partimos do princípio de que ninguém pede sem precisar, e não se humilharia sem a total necessidade, muitas vezes, para a sua sobrevivência básica.

Conhecemos entidades que promovem um trabalho elogioso a comunidades carentes e nos sentimos felizes ao podermos participar de algo que transforma a vida de pessoas que não teriam a mínima chance sem o auxílio de quem possui um pouco mais e participa para sua evolução e seu bem estar.

Sem falar que essas pessoas jamais teriam a oportunidade de progredir na vida profissional sem a escolaridade que lhe é oferecida através da educação que adquirem com a ajuda de uma comunidade.

Imaginemos, por exemplo, uma equipe, sem a contribuição mental e funcional de cada um, seria um tremendo desastre, pois cada um de nós tem dentro de si tendências e facilidades em determinados assuntos.

Essas tendências fazem com que desenvolvamos nosso trabalho, estudos, ou pesquisas diferentemente uns dos outros.

Numa empresa, por exemplo, uma vez desenvolvido o sentido de colaboração entre seus funcionários, todos só têm a lucrar mediante os resultados obtidos, seja no assunto que for tratado ou qual for o ramo e o desejo de expansão.

E isso sem considerar a hierarquia, a posição de cada um — sem contar da reciprocidade que geralmente chega e que normalmente é infalível, no sentido de dar e receber.

Colaborar é reconhecer o que recebemos, mesmo que não seja da mesma pessoa a quem fizemos favores.

O próximo merece sempre nossa ajuda, independentemente de qualquer recompensa.

O segredo do sucesso de qualquer equipe é a colaboracão genuina e desinteressada, um valor que prezo demais nos meus colaboradores.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

A mensagem é de otimismo!

Esta frase é típica de gente otimista, sempre antevendo resultados positivos em relação a acontecimentos do seu dia a dia.

Tem quem veja com sentimento de vitória tudo o que empreende, e espere um resultado positivo em cada iniciativa de sua atividade.

Mas quando escolhemos algo para realizar, temos que planejar todos os procedimentos para que tudo se passe com tranquilidade, até prevendo possíveis imprevistos no meio do caminho.

Assim como tudo pode correr de acordo com os nossos planos, também podemos encontrar dificuldades que transformem os resultados em fracassos que não estávamos esperando.

Mas mesmo perante um aparente fracasso, tento preservar a mensagem positiva, e emitir votos otimistas em relação à realização de algo que possa mudar e melhorar a vida de algum amigo, conhecido ou parente.

O indivíduo otimista leva sempre alguma vantagem sobre o pessimista, pois ele vislumbra resultados favoráveis, até mesmo antes de tentar seus intentos, e portanto, antegoza os bons resultados, até antes de realizá-los.

Otimismo é, em essência, confiança e esperança no que desejamos.

Se conseguirmos transmitir otimismo, veremos que as pessoas, objeto de nossa mensagem, poderão se sair muito melhor nas tarefas às quais se propuseram, e isso será mesmo instintivo, porque se sentirão encorajados, muitas vezes, pelas simples palavras de otimismo que teriam ouvido.

Importante é que sejamos muito sinceros ao exprimirmos nosso desejo de que tudo saia bem, e que nosso desejo seja algo real e baseado na verdade da situação, e não simplesmente na suposição de um resultado que gostaríamos que acontecesse.

Podemos ser realistas, sem que sejamos hipócritas no nosso desejo de vitória.

Se nos negamos a emitir uma mensagem de otimismo a alguém que já se acha derrotado, triste ou vencido pelas dificuldades da vida, estaremos valorizando o fracasso que, eventualmente, a outra pessoa tenha sofrido.

Se, ao contrário, valorizamos sua capacidade de luta e superação, que já tivemos a oportunidade de constatar, devemos lembrá-lo de sua coragem para tentar reverter uma situação.  Ao emitirmos com convicção nossa mensagem de otimismo, estaremos ajudando-o a se reencontrar com a vida, e com as coisas boas que ela oferece.

Dificuldades no desenrolar de nossas atividades, todos temos de sobra.  Não precisamos de ninguém nos trazendo mensagem de desânimo.  Fujo correndo das pessoas que tentam me desanimar, com palavras ou atitudes negativas.

É gente que não acredita na vitória da luta.

E isso não é vontade de viver; é dar material para o desânimo.

A mensagem deve ser sempre de otimismo!

Um ótimo domingo e um feliz Dia das Mães, com carinho e admiração por todas as mães 🙂

Abraços,

Amanda