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Cerimônia
Publicado por amandadelboni
Temos diversos tipos de cerimônias: religiosa, datas oficiais do país, fúnebres, oficiais, e também comemorações como formatura, casamento, etc.
Mas hoje, me refiro, especificamente, da “cerimônia” no trato com as pessoas, principalmente com amigos e parentes.
“Não faça cerimônia, esteja à vontade” é uma expressão que costumamos dizer quando queremos que alguém se sinta bem conosco, em nossa casa, ou em algum lugar onde estejamos recebendo ou celebrando alguma data.
Mas penso que, quanto mais íntimos nos tornamos, mais cerimoniosos devemos ser, mantendo um trato sempre cortês, não seco e impessoal, mas com a educação que geralmente usamos com quem acabamos de conhecer.
A intimidade não nos dá o direito da má educação e de se dizer o que se pensa, sem nenhuma censura.
O grande segredo da boa convivência é manter o tratamento polido, usando de delicadeza, se queremos receber o mesmo em troca.
Estávamos exatamente conversando sobre isso num grupo de amigas esses dias, e uma delas me relatou que adotou uma atitude mais cerimoniosa com sua irmã, com quem tinha sempre algum atrito anteriormente.
Ao mudar sua maneira de tratá-la, deixando de usar a intimidade como desculpa, tudo se tornou mais fácil e a convivência mais agradável, sem os possíveis choques que tinham anteriormente.
Sinal de maturidade e raciocínio perfeito, pois ambas passaram a se sentir mais confortáveis no convívio e, provavelmente, se descobrirão cada vez mais, sem as agressões anteriores.
Não me surpreendeu, pois minha amiga que relatava esse fato é uma pessoa brilhante, linda, inteligente, profissional de primeira grandeza.
E chegou a essa conclusão, o que tem lhe agradado muito, pois a convivência ficou mais leve em todos os sentidos.
Sempre mantemos uma certa distância, respeito e “cerimônia” com nossos chefes e amigos mais distantes. Por que nos damos o direito de ultrapassar essas linhas de comportamento com frequência com a família e pessoas mais intimas?
Isso não deveria acontecer. Pelo contrario, quanto mais íntima a relação, mais respeito devemos ter.
Imprescindível, a meu ver, portanto, a cerimônia no trato, sempre e em qualquer situação, para que o convívio agradável seja retribuído de ambas as partes e se possam estabelecer diálogos aproveitáveis, ao invés de se perder tempo querendo modificar algo em alguém quando essa pessoa não pensa e não age como nós.
E também, quem garante que estejamos certos todo o tempo?
Mantendo a disponibilidade de ouvirmos, quem sabe teremos a chance de aprendermos algo?
Mas para isso, temos que deixar de lado a pretensão de acharmos que estamos certos sempre.
Aí, entra também a humildade para saber escutar.
A cerimônia ajuda muito para conseguirmos cultivar a educação de ouvirmos sem interromper, seja com quem for.
Quanto mais íntimos, mais cerimônia!
Essa é a minha filosofia, o que não quer dizer que eu esteja certa, pois não sou dona da verdade, mas vivo assim, e para mim, tem sido muito gratificante.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Livre arbítrio
Publicado por amandadelboni
Livre arbítrio significa, na verdade, liberdade de escolha, o poder que cada um de nós tem de eleger sua maneira de interagir e agir durante nossa existência.
O ser humano, na grande maioria de suas ações, tem capacidade de escolha, entre o certo e errado, entre o bem e o mal, de acordo com seus conhecimentos e seus preceitos aprendidos durante sua vida.
E a análise para a livre escolha pode ou não se relacionar com o meio em que se vive.
Fomos premiados com o livre arbítrio desde nosso nascimento, o que nos dá uma grande responsabilidade perante nossos circunstantes, no sentido de tentarmos agir, e podermos suportar as consequências de nossos atos.
Não há duvida: a cada ação corresponde uma reação.
Por isso, sempre temos que pensar antes de tomarmos qualquer atitude, respeitando a opinião do outro, que igualmente possui seu livre arbítrio, se responsabilizando, portanto, por seus atos e suas palavras, e tudo o que resultar de seu posicionamento mediante acontecimentos, idéias e conceitos.
Fica fácil e cômodo responsabilizarmos o acaso pelo que nos acontece, e assim não lutarmos por mudanças e realizações, esperando que o destino, ou seja em que acreditemos, nos faça chegar a resultados desejados ou vitórias cobiçadas.
Aprendemos, desde cedo, que devemos fazer de nossa parte, e desse modo nossa consciência fica tranquila, pois esperar sentados, seguramente não nos levará a caminho algum.
O livre arbítrio é um dom que recebemos gratuitamente, e valorizar esse prêmio é como agradecer um presente material, só que muito maior, pois é uma graça divina.
Mas devemos lembrar sempre que nossa liberdade termina onde começa a do outro, respeitando o espaço, as idéias, as diferenças que sempre encontramos em nosso grupo de amigos e conhecidos.
Nossa vontade não pode e não deve prevalecer, pura e simplesmente porque assim desejamos, independentemente do nível de relacionamento que nos liga a outras pessoas.
Pois, se lidamos com valores e educação diferentes, não podemos aplicar a mesma idéia a todos, indistintamente, e sim, procurarmos adaptar nossa orientação, sem impormos a nossa vontade, mas expressando nossos princípios com carinho e sinceridade.
Inclusive respeitando o livre arbítrio de cada um, sem nos esquecermos das consequências que cada ato imposto pela nossa vontade pode nos trazer.
Por tudo isso, nossos atos e mesmo nosso livre arbítrio devem ser limitados à vida de cada um de nós, sem que prejudiquem a quem nos rodeia.
Temos que aceitar os limites dos seres humanos que nos cercam, reconhecendo as diferenças e vontades de cada um, para uma vivência sadia e até de aprendizado constante.
E se não nos servir o exemplo do próximo, sigamos nossa vontade, arcando sempre com as implicações de nossos atos – que podem ser boas ou más.
Podemos tentar escolher.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Mesquinhez
Publicado por amandadelboni
“Um espírito mesquinho é como um microscópio: aumenta as pequenas coisas, mas impede de ver as grandes”.
Li esta frase há muitos anos e nunca me esqueci.
Toda vez que noto esse comportamento por parte de alguém me sinto muito triste, pois esse tipo de atitude chega de pessoas das quais jamais esperaria que pudessem se comportar dessa maneira.
Vemos e conhecemos pessoas que, apesar de possuírem um nível financeiro muito confortável, nunca são capazes de ajudar os mais necessitados, como se para elas, os pobres que precisam de ajuda não existissem.
Acho tremendamente desumano esse tipo de comportamento, pois muitas vezes essa gente que acaba de negar uma pequena ajuda, gasta na sua frente, uma verdadeira fortuna com outras “necessidades”.
Outro dia, num cruzamento, veio uma senhora que se via extremamente pobre, pedindo nos carros que por ali passavam.
Paramos e demos para ela R$10, quer dizer, um pequeníssimo valor perante o que temos e gastamos.
Ela fez uma carinha de espanto, alegre, quando viu a nota de R$10.
Agradeceu tanto e nos abençoou, como se lhe tivéssemos dado uma verdadeira fortuna.
Me emocionou profundamente, e me fez pensar muito na importância desse pequeno gesto que, às vezes, mata a fome de um individuo, ao menos naquele momento.
Vejo pessoas, e eu já disse isso em alguns dos meus blogs, que acabam de gastar fortunas num restaurante de luxo, pagaram tanto por um pouco de comida, e naquele mesmo momento, deixam uma gorjeta vergonhosa e não dão caixinha para o manobrista.
Isso tem a ver com avareza, desumanidade, sovinice, e é muito feio de se constatar.
Mas assim, infelizmente, em alguns momentos e acontecimentos, vemos acontecer.
E isso me deixa triste, sem poder naquela hora falar algo, por educação e respeito ao posicionamento de cada um.
Mas existe também algo que me entristece ainda mais, que é a mesquinhez de atitudes, que não envolve dinheiro ou bens materiais, mas a falta de caridade humana, falta de compreensão em relação ao problema de cada um que nos rodeia, seja amigo, funcionário ou quem nos atende esporadicamente.
A pessoa mesquinha, normalmente, se recusa a mudar, apesar de saber que isso deveria ser feito.
Ela, em geral, é uma conformada. Com a mudança, teria que perder a conformidade, e se acha que sabe tudo, então para que aprender?
Esse tipo de gente tem dificuldade até na vida do dia a dia, é ligado no materialismo, só acredita no que pode comprar com o que dispõe financeiramente, e só valoriza quem possui bens materiais, boa casa, bom carro, viagens, etc.
Não tem a mínima humildade, pois sempre acha que está certo. Todos, para ele, são estúpidos. E quando algo dá errado, a culpa é sempre dos outros e nunca dele próprio.
Devemos pensar na reciprocidade de atitudes, como patrões ou funcionários, para não explorarmos ninguém que nos ajude, e nem deixarmos de recompensar a quem nos premia com sua colaboração.
O generoso costuma colaborar; o mesquinho quer tudo e não quer dividir nada.
Podemos, portanto, escolher nossa atitude perante a vida e o nosso próximo.
Abraços e bom domingo, sem mesquinhez de nenhuma espécie 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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Convicção
Publicado por amandadelboni
Convicção seria, em princípio, uma certeza sobre algo em que acreditamos.
Podemos ter essa certeza baseada em todos os argumentos que ouvimos, em todos os estudos que fizemos a respeito do assunto que nos propusemos pesquisar.
Mas quando temos a certeza de algo em que confiamos, vem, muitas vezes, a tentação de convencer os outros a acreditarem naquilo que nós acreditamos como verdade, como a fé religiosa, a crença em tudo o que aprendemos desde nossa infância.
Só que a certeza é, na verdade, algo difícil de se determinar, pois ela depende de cada indivíduo, sua educação desde criança, quando nos são transmitidos conceitos que vão se modificando durante nossa vida.
Nossas convicções vão se transformando de acordo com a nossa vivência na idade adulta, como consequência de experiências já vividas.
E mesmo sem a certeza de estarmos adequados às mudanças, vamos enfrentando novas convicções e mudando opiniões anteriores de acordo com cada etapa de nossa vida.
Li uma vez uma frase interessante: “A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é”.
E o que somos muda com o tempo.
Claro que todos nós, que lutamos pelo sucesso em nossas carreiras e vidas de maneira geral, temos a esperança de que alcançaremos os resultados esperados.
Mas será que lutamos de verdade, estudando para que chegássemos aos efeitos desejados?
Se isso não foi feito, nossas convicções caem por terra.
Convicção é algo mutável – não é absoluto.
Os próprios gostos gastronômicos. Vê como mudam com o tempo?
O absolutismo de idéias é algo retrogrado que impede o crescimento – profissional, emocional, social e espiritual.
Só devemos ter convicção de algo que nos é apresentado com resultado efetivo naquele momento.
Uma decepção em relação a algo que confiávamos cegamente deveria servir como incentivo para uma nova etapa de luta e uma nova convicção de vitória.
Perder a esperança, jamais, e sempre lutar para que nossas convicções sejam realizadas e que possamos estar certos por acreditarmos, pois sem crença fica difícil nossa vida, que contém todas as atividades que planejamos e nas quais acreditamos.
E, na área religiosa, a convicção, a certeza e a fé podem nos ajudar muitíssimo, pois como se diz, a fé remove montanhas. Mas cada um com sua convicção religiosa.
A luta, aliada à fé, nos dá forças para realizarmos muitos de nossos planos.
Mas respeito é uma palavra de peso nessa ocasião. Cada um tem sua convicção. Curtamos nossas certezas, acatando e tentando entender as dos outros.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Uso/Abuso do Poder
Publicado por amandadelboni
O uso indevido do poder realmente é algo de uma falta total de humanidade, na maioria das vezes.
Além disso, também denota falta de confiança em si mesmo e na sua própria capacidade de realização.
E como vemos esse tipo de atitude nos mais variados níveis da atividade humana!
Tem gente que não pode ter um mínimo de poder em suas mãos, que o utiliza sem nenhuma consideração com seus subordinados.
De fato, acredito muito na frase, “se quiser conhecer alguém, lhe dê poder”.
Que triste verdade.
Desagradável de assistir e, pior ainda, quando se é vítima desse abuso de poder, por pessoas que chefiam e diretores de empresas que se acham no comando e não se contentam em dar as ordens necessárias ao bom andamento dos negócios, mas fazem questão de pisar nos subordinados para se sentirem superiores.
Ordens podem ser transmitidas com educação, demonstrando que a colaboração só irá concorrer para o crescimento da empresa e que todos terão algum benefício com esse desenvolvimento. Isso se chama liderança.
E esses benefícios podem ser de ordens financeira, social e profissional.
Demonstrando esses propósitos inicialmente, o chefe terá, provavelmente, maior colaboração, pois todos os que se dedicam a uma profissão desejam subir na vida.
Mas transmitir tudo isso sem nenhuma consideração ou gentileza, de maneira grosseira, usando somente o poder, é uma forma de despertar nos subordinados uma certa revolta que não pode ser demonstrada, pois estariam sujeitos a uma demissão.
Claro que, se ocupamos um alto cargo, faz parte de nossa responsabilidade exigir de funcionários o desempenho previsto. Precisamos que tudo saia de acordo com o que foi planejado, pois muitas vezes temos também nossos chefes que exigirão de nós o resultado esperado para o bom andamento da empresa.
Mas existe sempre uma forma gentil de nos comunicarmos, sem a necessidade de usarmos o poder como arma.
Tem empresas que conseguem transmitir essas idéias, e os resultados são, normalmente, os melhores.
Se todos dependemos do bom andamento dos trabalhos, podemos inclusive incutir em nossos funcionários a idéia exata da responsabilidade que nos cabe no atendimento, e no bom andamento de tudo o que fizermos.
Eu tive empresas que atendiam o público, e tratávamos sempre, minha sócia e eu, nossos funcionários com o mesmo carinho e respeito que exigíamos deles em relação aos nossos clientes, nossos verdadeiros patrões. E eles compreendiam a importância dos clientes, assim como do espírito de colaboração.
Mas os funcionários só se conscientizam dessa responsabilidade se transmitimos esses conceitos claramente, dispensando o desnecessário uso do poder. Ordens podem ser dadas, pura e simplesmente, com consideração, e não como se as pessoas fossem máquinas.
Gente é gente, e precisamos tratar todos com educação, respeito, explicando nossos objetivos, sem usarmos indistintamente o poder, simplesmente dando ordens.
Para mim, colaboração é tudo. Nunca precisei usar o poder para incutir esse sentimento nos meus funcionários, seja em casa ou nas empresas que tive.
Tente passar um dia sem dar uma ordem bruta. Simplesmente, sorria e oriente. Depois me relatem o resultado 🙂
Abraços e um ótimo domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
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