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Personalidade/Temperamento

Muitos dizem que personalidade e temperamento podem ter muito a ver com a genética e que é difícil mudar.

Mas será mesmo?

Meu pai sempre dizia que não é por acaso que a cabeça está acima do coração.  E quem pensa, muda, diriam os filósofos.

Então, por que não podemos mudar nosso temperamento se não gostamos de algumas de nossas atitudes, como agressividade, impulsividade, egoísmo?

Antigamente, não se falava em inteligência emocional ou social. Mas as razões pelos grandes problemas de relacionamentos são as mesmas desde o inicio dos tempos: personalidade que não foi educada para a convivência saudável.

E será mesmo que não se pode reverter o temperamento de acordo com o que pensamos e também  dos exemplos que vemos no nosso próximo?

Eu tenho certeza que sim, e na verdade, creio que a personalidade pode dominar  ou ajudar a controlar nosso temperamento.

Se ele prejudica nossa vida, determina nossas reações erradas, o que nos leva a um mau resultado no que empreendemos, temos que tentar reverter a situação, mudando nossa maneira de agir, dominando nosso temperamento.

De vez em quando, ouço alguém dizer que  fulano tem um mau temperamento, e se formos verificar mais de perto, vemos que essa pessoa normalmente é mal sucedida no que se propõe.  O temperamento desajustado sempre provoca reações que não ajudam em nada, só atrapalham.

Tem pessoas que são mesmo escravas do seu mau temperamento, que lhes provoca reações inesperadas, respostas malcriadas, saídas bruscas de algum lugar onde as coisas não se passaram como elas desejariam.

Eu não chamo isso de temperamento.  De fato, é muito fácil a gente justificar uma falta de educação e desrespeito como mau temperamento.

A falta de inteligência emocional pode provocar situações muito desagradáveis, não construtivas, que, consequentemente, resultam em caminho sem volta, na maioria das vezes.

Dominar o gênio, ou temperamento, realmente não é fácil, mas é possível, partindo do nosso raciocínio, nossa força de vontade, levando sempre em conta as consequências que uma atitude mal tomada pode ocasionar.

O temperamento “rabugento,” por exemplo, vai levar a que?

A lugar nenhum, pois a pessoa deixa de aproveitar os bons momentos para colocar suas reclamações, muitas vezes sem motivo em ambientes onde elas não cabem, pelo simples prazer de reclamar.

O temperamento belicoso, sempre provocando um ar de briga no que quer que seja, também não leva a nada, pois todos os circunstantes já sabem o que esperar.

Conheci gente que constantemente tinha explosões de temperamento por qualquer  coisa que não saísse de acordo com suas expectativas, fosse na vida particular, no trânsito, num restaurante, onde estivesse.

E por isso quase não tinham amigos, apesar de serem pessoas com grau de instrução superior, carreira promissora, que, obviamente, ficou prejudicada pelo temperamento difícil.

O segredo é o equilíbrio de atitudes e maturidade para que nossa personalidade consiga controlar nosso temperamento para uma vida mais tranquila e feliz.

Um domingo bem temperado, produtivo e gratificante para todos nós.

Abraços

Amanda

Pontualidade

A pontualidade cria a confiabilidade com quem convivemos.  Sabemos que podemos marcar compromissos sem a angústia da falha alheia.

É muito desagradável você chegar pontualmente num encontro e ficar esperando os outros.

Às vezes me acontece, pois sou extremamente pontual, me organizo para sair  de casa e chegar no horário.

Fico esperando sem me irritar,  pois já me acostumei e nem peço explicação.  Muitas vezes a desculpa foi o trânsito, um telefonema inoportuno ou outro motivo qualquer.  Entendo que não foi proposital e que o atraso tenha sido ocasionado por circunstâncias alheias à vontade da pessoa.

Mas já conheci pessoas que simplesmente vão embora de um restaurante ou outro local que tenham marcado com alguém que não chegou no horário combinado.

O retardatário sempre penaliza o pontual, que deixou de fazer algumas coisas para chegar no horário e o retardatário as fez, e chega com um sorriso como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Tem certas pessoas que habitualmente chegam atrasadas em qualquer compromisso previamente agendado.  É o atrasado crônico.

Alguns casos são até divertidos.  Os amigos já sabem quem vai chegar fora do horário  marcado, e marcam com eles mais cedo do que com os outros.

E quando chegam, são recebidos com festa e alegria.

O difícil num jantar é coordenar os aperitivos.  Muitos são servidos quentes e começam a passar quando chegam os primeiros convidados, sempre penalizados se os outros se atrasam demais pois ficam horas comendo os mesmos – e muitos — aperitivos, o que depois prejudica o apetite para o jantar.

Nós, brasileiros, estranhamos quando recebemos  um convite com hora marcada para começar e terminar.

Em outros países, muitas vezes, marcam até mesmo festas de casamentos com horário para terminar e termina mesmo, com os garçons fechando as cadeiras e retirando as toalhas das mesas, sem considerar sua presença no salão.

Normalmente funciona bem, com elegância.

Acabou, acabou.

Consideração pelo horário e tempo das pessoas é condição numero um para uma boa convivência social.

Vejamos casamentos na igreja, por exemplo.

Já sabemos que a noiva chega sempre com algum atraso.  Faz parte e fica até bonito ela chegar com a igreja lotada, quando todos estão acomodados.

É um espetáculo digno de toda uma preparação que foi feita para esse momento especial e geralmente único em sua vida.

Mas já fomos a casamento onde a noiva  se atrasou  por mais de hora e meia.

Os convidados já estavam tão  impacientes que não aproveitaram a beleza do momento por causa da irritação que sentiam.

Sempre tento ser pontual  para qualquer compromisso, planejando, colocando despertador, e quando não consigo, fico muito aborrecida.

Pontualidade é respeito!

Um bom domingo para todos e até o próximo, pontualmente.

Abraços,

Amanda

Convivência

Aprendi, desde cedo, em minha vida, que conviver é uma arte.

Realmente, quanto mais vamos desenvolvendo essa atividade, e isso fazemos durante toda a nossa existência, mais aprendemos, e é um aprendizado que nunca termina.

Na verdade, nunca chegaremos a uma conclusão de como conviver bem todo o tempo com o nosso próximo — e muito menos com o não tão próximo.

As pessoas se ofendem com muita facilidade, e para que a convivência não se torne algo pesado, muitas vezes vamos cedendo e cedendo.

Na maioria das situações, acabamos nos frustrando quando percebemos que não fomos compreendidos nas nossas atitudes ou palavras.

É, de certa forma, fatigante, pois as atitudes tem que ser planejadas, o que tira completamente a espontaneidade.

Reparem que, às vezes, ficamos sem liberdade de recusar um convite para uma programação que simplesmente não nos agrada.

Será que há algum modo especial de dizer que não curtimos a atividade que nos foi sugerida?

A amizade carinhosa deveria nos dar essa oportunidade de sermos sinceros com quem amamos.

Não podemos exigir nem esperar que nossos parentes  ou amigos concordem com tudo que gostamos de fazer, ver, assistir ou vestir, pois isso seria de um tremendo egoísmo.

Deve haver um consenso – de forma autêntica, natural e espontânea, ou do contrário perde-se o significado verdadeiro da palavra amizade.

Devemos e podemos sempre manifestar nossas idéias, gostos e reflexões com clareza e sinceridade.

Dessa forma, ao tomarmos uma atitude que pareça ofensiva  ao próximo, não seremos condenados, e, muitas vezes, banidos de um grupo injustamente por não gostar de um ou outro programa, por exemplo.

Tento evitar interpretações injustas para manter a convivência plena com todos os que me cercam.

Mas já vi situações em que amigos contam que ficaram ofendidíssimos com outros que precisaram desligar um telefonema para cuidar de uma situação de emergência ou atender outra chamada mais urgente naquele momento.

Aí, é importante nos lembrarmos do blog da outra semana: prioridades.

Não somos a prioridade de todos em todos os momentos, nem todos são nossas prioridades em todos os momentos.

Se entendermos isso, teremos mais chance de uma convivência social harmoniosa.

A cobrança é um veneno e muitas vezes injusta.

Convivência deveria ser sinônimo de respeito e cerimônia.

Reparem que temos uma certa cerimônia com quem acabamos de conhecer ou temos pouco convívio, então por que não agir da mesma forma com quem convivemos mais intimamente?

Nos tempos que correm, os ânimos estão cada vez mais exaltados e os temores –fundados ou infundados — cada vez mais inquietantes.

O tempo vai rareando, tentando escapar do nosso controle, e isso faz com que desprezemos preceitos básicos de convívio, às vezes nos forçando atitudes que, se ponderadas, não seriam aquelas que gostaríamos de ter tido.

Convívio é, antes de tudo, respeito pelas diferenças.

Não nos esqueçamos de que ao desenvolvermos continuamente qualidades tais como  conduta de convivência, temperança e sociabilidade, estaremos silenciosa e progressivamente indo rumo a uma situação invejável e difícil, chamada liderança.

Tento ter cuidado para não ser intransigente.

As pessoas, em geral, se ofendem de forma absurda, na maioria das vezes, por erro de julgamento.  Sempre achamos que haverá compreensão, em função da amizade e  da intimidade que se julgava privar.

Devemos nos esforçar para desenvolver esse sentimento puro, que pode colaborar em muito para o entendimento mútuo e o bem estar no nosso dia a dia.

Convivência é inteligência, aceitação e compreensão.

Abraços e bom domingo,

Amanda

Surpresa

Sempre escutei minha mãe dizer: “De onde não se espera é que vem”.

Concordo plenamente.

Muitas vezes, pensamos poder contar com a ajuda de alguém em uma situação especial, nem que seja simplesmente sua presença, e a pessoa não vem.

Em compensação, numa ocasião difícil, chegam pessoas que nem imaginávamos, oferecendo seu carinho, e aqui nem falamos em ajuda financeira, mas o carinho que naquele momento tanto estávamos necessitando.

A reação das pessoas à surpresa sempre me surpreende.

Enquanto pode ser algo muito agradável e prazeroso para alguns, pode também servir de extremo constrangimento para outros.

Tem quem goste, por exemplo, de surpresas, e as receba com carinho, mas já vivi o desapontamento de organizar uma festa onde a homenageada recebeu o ato com enorme irritação e desaprovação.  Até os convidados perceberam o fracasso da empreitada.  Aprendi a lição e atualmente tomo muito cuidado antes de programar uma festa surpresa.

Eu, pessoalmente, adoro ser surpreendida pelas pessoas, ainda mais quando a imagem de alguém não tem nada a ver com a realidade.

Quantas vezes alguém diz, fulano é metido? Ai conheço a pessoa e constato que é uma pessoa extremamente simples, de trato muito fácil – mas tímida.

Claro, o contrário também pode ocorrer.  Já conheci pessoas aparentemente adoráveis que no convívio mais intimo se mostram dificílimas – uma surpresa negativa, principalmente em viagens.

Para evitar surpresas desagradáveis, adoto uma política de vida de baixa expectativa sem o devido conhecimento prévio, ou seja, evito o pré-julgamento em todos os sentidos.

Temos que ter em mente que as pessoas não podem nos dar o que não possuem.

Sempre escuto de amigos que ficaram chateados que outros não lhe deram um presente bonito no aniversário.  Mas, às vezes, pode não ter sido por esquecimento e, sim, por dificuldade financeira do momento.

Como alguém que está atravessando uma crise financeira pode oferecer algo que custe dinheiro e que provavelmente vai lhe fazer falta?

Se achamos que é má vontade sem conhecermos o real motivo, nos surpreendemos e nos decepcionamos – às vezes injustamente.

Um exemplo que nunca esqueci foi de amigos queridos que estavam passando por uma tremenda crise financeira, o que mudou por completo sua vida social.  Pararam de convidar e de ser convidados por muitas pessoas com quem conviviam frequentemente.

Ficamos, portanto, surpreendidos e felizes quando o casal nos convidou para jantar em sua casa um dia.

Serviram saladas.  E nós adoramos.  Estavam deliciosas.  A noite foi agradabilíssima e nos divertimos demais.

Emocionada, lhes digo que esse foi um dos melhores jantares de nossas vidas, uma surpresa tão linda da qual nunca nos esqueceremos.

Uma das grandes armas para não nos surpreendermos ou nos decepcionarmos é não termos expectativas com o que e quem não conhecemos e ao mesmo tempo saber o que esperar do que e quem conhecemos de forma realista, sem cobrança.

Assim evitamos as surpresas desagradáveis e não nos ofendemos sem necessidade.

Às vezes, nem sabemos o porque de uma reação inesperada de outras pessoas.  Se soubéssemos, talvez desculpássemos uma atitude que taxamos de antipática ou que achamos desmerecida.

Se não temos conhecimento dos problemas que essa pessoa estaria atravessando e que podem determinar uma atitude que não esperávamos, nossa reação pode ser de surpresa e decepção.

Por outro lado, se já conhecemos há mais tempo pessoas que agem sempre de maneira estranha, não nos surpreendemos.

Ou as compreendemos e aceitamos, e as amamos como são, ou interrompemos a relação. Não tem outra alternativa.

Desculpem se os surpreendi 🙂

Bom domingo

Abraços,

Amanda Delboni

Prioridades

Prioridade é essencial para se obter sucesso profissional, pessoal e social na vida.

Uma frase muito comum é “não tenho tempo”.  Mas tempo é relativo.  É tudo questão de prioridade naquele momento.

Uma das maiores lições para se desenvolver a inteligência social é justamente aprender a priorizar as atividades, seja qual for o âmbito dos compromissos, de uma reunião com um cliente a um almoço com uma amiga.

E um dos grandes desafios é conseguirmos distinguir entre todas as prioridades da vida moderna para que nossos compromissos sejam cumpridos integralmente, de acordo com a importância e a urgência que se fazem necessárias.

É praticamente impossível estabelecer o mais urgente e principal em nossas atividades diárias, sem optar pelo que achamos o mais importante, ou necessário.

As prioridades, na maioria das vezes, estão diretamente ligadas às nossas opções e interesses.   Todos nós optamos por fazer uma coisa ao invés de outra e estarmos em um lugar ao invés de outro.

Temos também que reconhecer e aceitar quando não somos a prioridade de alguém em algum momento.  Não há nada de errado com isso.

Na vida profissional, precisamos determinar as prioridades do trabalho que deverão ser apresentados no prazo combinado e analisar o que nos tomará mais tempo, mesmo porque sempre dependemos de trabalhos de terceiros enquanto outros dependem de nós.  E se prometemos resultados, temos a obrigação de cumprir.

Na agenda pessoal, tentamos coordenar encontros, a família, as compras, o horário do dentista e do médico, os exames, o cinema, o teatro, as aulas, a leitura que preenche nossa vida e outras atividades que nos dão prazer.

Para encontros com amigos, como definir a prioridade dos convites que lhes fazemos e aqueles que recebemos?

Eu determino minhas prioridades sociais de acordo com as retribuições que tenho o prazer de fazer, e sempre priorizo visitas a amigos adoentados, ou que se encontram em hospital para algum tratamento ou cirurgia.

Quem está debilitado por algum mal estar se sente mais confortado ao ver um rosto amigo.  E amizade, para mim, é sagrado.

Sou extremamente grata quando estou com a saúde prejudicada e recebo uma visita amiga, pois tenho consciência de que aquela pessoa deixou de fazer algo para me confortar.  Ela fez uma escolha consciente de uso do seu tempo, e fui sua prioridade naquele momento.

Outro aspecto de prioridade para mim é quando sou convidada para uma cerimônia formal, seja, por exemplo, casamento, batizado ou homenagens especiais.  E se tiver que escolher – por conflito de horário com outros compromissos inadiáveis — entre a festa e a cerimônia em si, vou na cerimônia.  Considero extremamente deselegante as pessoas faltarem às cerimônias e irem diretamente às festas correspondentes.

Eu tento coordenar os meus horários para que um compromisso não fique prejudicado por outro.  Se a agenda está cheia, de compromissos que escolhi marcar, acordo cedo e tento seguir todos os horários pontualmente.

Ninguém me obrigou a marcar 10 coisas em um dia.   Se eu o fiz é porque consigo comparecer a todos de acordo com as minhas prioridades do momento.

Por tudo isso, priorizar os compromissos é uma arte que temos que cultivar para tornar nossa vida mais simples e ter consideração com o próximo, que também tem  seus próprios compromissos e suas prioridades, e que nem sempre somos nós.

Agradeço  por  dispor de alguns momentos para ler meu blog que foi uma prioridade para mim.

Ótimo domingo e Feliz Dia dos Pais,

Amanda