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Modéstia

A modéstia é, essencialmente, a ausência de vaidade.

De fato, já li que ela é maior do que o orgulho e mais nobre do que a vaidade.

E concordo plenamente com essa definição.

É  um conceito, sem dúvida, de duplo significado.

Se encaramos a modéstia como um sentimento de simplicidade, é  muito elegante, pois as pessoas, mesmo reconhecendo que possuem um valor no que se propõem a  fazer, ficam tímidas ao receber elogios.

É muito bonita a posição da pessoa nesse caso, pois ela encara o elogio bem feito e merecido com uma ponta de reserva, sem colocar a vaidade em primeiro lugar.

E é, realmente,  uma forma de altruísmo, de desprendimento de toda espécie de orgulho em relação às nossas realizações.

Deixemos que os outros nos elogiem, valorizem aquilo que criamos, aquilo que executamos em qualquer área de atuação. Devemos manter sempre a sobriedade e deixar que os outros nos reconheçam.

Às vezes, não é nada fácil, pois faz parte de nós, seres humanos, pretendermos receber palavras elogiosas a tudo o que realizamos, ou somos, ou pensamos que somos.

E assim, nos decepcionamos seguidamente, pois esperamos algo que não chega, e isso pode até ser um  fator determinante para desencadear nosso desânimo e tornar nosso trabalho medíocre.

O ideal é não nos deixarmos influenciar pelo fácil-falso elogio, pois ele pode  nos levar diretamente ao fracasso de uma empreitada.

Vamos analisar friamente nossa capacidade de realização, para conseguirmos, sem falsa modéstia, receber cumprimentos, aguardando resultados esperados.

Já a falsa modéstia é pura hipocrisia, e não é produtivo de nossa parte a cultivarmos. Ela é tão tóxica como o orgulho e a vaidade, juntos.

Se temos consciência de que fizemos tudo certo e com critério, não temos porque cultivar a falsa modéstia, e sim, aceitarmos  as palavras de elogios como corretas e merecidas, e com genuína modéstia que vem da verdadeira humildade dentro de nós.

Claro que um vencedor, seja em que área for, tem o direito de reconhecer seu trabalho e aceitar o elogio.  Afinal, ele lutou para que esse momento chegasse.

Mas deixar a modéstia de lado e auto elogiar-se, se torna algo deselegante.

Temos que tomar cuidado em cada atitude para não parecermos pedantes e mal educados diante de um cumprimento.

Assim, devemos sempre ter em mente a medida entre a modéstia autêntica e a falsa modéstia.  Esse equilíbrio é importante e concorre para nossas grandes realizações.

E com toda modéstia, espero que gostem do meu blog 🙂

Abraços e bom domingo

Amanda

MÃE

Palavra sagrada que pronunciamos com respeito e amor, e que não tem substituição.

Digo com conhecimento de causa, pois tive uma convivência especial, pacífica, cheia de amor com minha mãe.

Respeito aliado ao companheirismo foi a tônica da minha vida ao lado dessa pessoa especial e admirável.

Por isso o meu blog de hoje é inteiramente dedicado às mães, esses seres que nos abençoam, sofrem por nós, sofrem conosco, e de outro lado, compartilham também nossas tristezas e fracassos, nossas frustrações e vibram com o  nosso sucesso.

Emoção pura.

O significado da palavra “Mãe” é tão amplo e tão nobre que se torna difícil a definição.

Mães são capazes de vibrar com o sucesso de um filho como se fosse o seu próprio sucesso, chorar mediante um provável fracasso em qualquer atividade que o filho não tenha o resultado esperado, e sempre desejar o melhor, sem egoísmo e sem má vontade mediante uma solicitação.

A mãe tem a capacidade de sacrificar, muitas vezes, até sua vida pessoal em relação ao marido e outras atividades para atender a uma solicitação de um filho.

A amizade é pura e desinteressada, visando somente o bem estar daquele que veio ao seu mundo por escolha e por amor.

Eu sou mãe, e sei por experiência própria que nossa alegria depende da alegria que conseguimos ler nos rostos de nossos filhos, pois quando vemos uma pontinha de tristeza, já o nosso mundo se torna, automaticamente, vazio e sem graça.

Uma mãe vive, na maioria das vezes, sempre buscando trazer felicidade a cada momento da vida dos filhos, tentando retirar todas as pedrinhas de seu caminho.

Mãe entende as escolhas de seus filhos, e o egoísmo é uma palavra que desconhece, pois assim que chega um filho ao seu mundo, uma mãe automaticamente deixa sua própria vida em segundo plano para torcer e se dedicar a esse novo membro da família.

A opção por se tornar mãe já implica em desprendimento desde o momento que sentimos o pequenino ser dentro de nós.

A vida passa a ter outro sentido, passamos a nos dedicar à formação dessa pessoa que chegou em nossas vidas e pela qual nos sentimos responsáveis, seja pelo seu desempenho, como pelos seus resultados.

Por tudo isso, rendemos sempre nossa profunda homenagem, nosso amor incondicional a esse ser chamado MÃE!

Aproveite bem a companhia da sua, beije-a bastante com muito amor.

Feliz Dia das Mães!  

Bom domingo 🙂

Amanda

Lamentação

Lamentar pode ser um hábito.

Reparem que tem pessoas que, sem nenhum fundamento ou motivo, passam o tempo se lamentando, e com isso deixando de usufruir o que  possuem de bom e de interessante.

É uma característica que poderia e deveria ser combatida no sentido de encarar as coisas boas da vida e, dessa forma, ter uma convivência mais alegre.

Claro que todos passamos por momentos de aborrecimento, de tristeza, de ansiedade, e temos que ter o discernimento entre aquilo que merece nosso lamento e o que simplesmente vemos que vai passar.  Mesmo porque as pessoas, por mais amigas que sejam, dificilmente poderão resolver nossos problemas, nossos momentos mais difíceis, nossa luta diária.

Tem gente que, por mais que a vida lhe tenha dado, nunca está feliz.  O lamento faz parte constante de suas conversas e não tem nada que a satisfaça.

Esse tipo de pessoa, já escutei muito, quando se aproxima de um grupo, alguém observa, às vezes até em alta voz:

“Lá vem o urubu”.

E para ganhar essa fama, não precisa muito.

Todos sabem que ela jamais teria motivos para ver tudo sob um ângulo tão desagradável.  Possui tudo o que precisa para viver bem nesta vida, mas lhe falta a visão para mudar sua atitude e reconhecer o que a vida lhe tem dado.

Mas o tipo lamentoso encara qualquer situação de forma negativa, encontrando defeitos e frustrações em tudo.  Só que ele não percebe que isso lhe acarreta, como consequência, a má vontade de todos que têm que lidar com suas queixas constantes.

Não há paciência que suporte uma atitude permanente de queixas, principalmente quando essas são injustas e provocativas.

E, mais ainda, a arte de lamentar-se pode se tornar um hábito doentio, pois quem se lamenta o tempo todo, não costuma achar graça em nada e as lamentações potencializam sua posição de vítima.

O “lamentador” nunca constrói nada, porque não tem essa mentalidade imbuída no seu espírito.  Ele é compelido, sem que o saiba, somente para achar falhas, defeitos, omissões em tudo o que se lhe apresenta.

Claro que temos a obrigação e o dever de ouvir problemas reais de amigos que confiam em nosso discernimento para ajudá-los na solução de algumas situações.  Mas isso é bem diferente de lamentadores crônicos, que nunca estarão dispostos a ouvir opiniões bem estruturadas e equilibradas.

Esse tipo parece que foi treinado para isso.  Só que enquanto se lamenta, não percebe que a vida está seguindo seu rumo e ele está perdendo o tempo e a oportunidade de lutar pelo que realmente quer alcançar.

Abraços e bom domingo, sem lamentações 🙂

Amanda

Presunção

Podemos dar vários significados diferentes à palavra presunção.  Ela pode ser interpretada como altivez, arrogância, empáfia e outras definições menos nobres.

Acredito que precisamos tomar muito cuidado no momento de colocarmos algo em dúvida, sem termos a devida comprovação, pois corremos o risco de incidirmos num gravíssimo erro de julgamento baseado numa presunção.

As consequências podem ser tremendamente desastrosas.

Ao tomarmos atitudes injustas, podemos nos arrepender amargamente depois, sem contar que um erro de atitude pode gerar constrangimento e prejuízo para quem dirigimos erradamente a nossa suposição.

É extremamente delicada essa situação de precipitação no emprego da nossa presunção vazia e sem fundamento.

Devemos ter muito cuidado no sentido de usar a presunção, seja ela dirigida a qualquer pessoa, acontecimento ou comportamento.

Ela pode gerar pré-conceitos e pré-julgamentos.

Podemos presumir, às vezes erradamente, que uma pessoa dedicada e estudiosa, automaticamente tenha maiores chances de resultados positivos em suas carreiras e suas vidas de maneira geral.  Isso pode não acontecer.

Podemos também ter surpresas com pessoas que na juventude não tenham sido tão dedicadas e, com a maioridade, retome princípios de luta e seriedade e ganhe destaque durante a vida pessoal e profissional.  Já vi isso acontecer e muito.

A presunção no sentido de expectativa é um perigo.

Mas existe um outro tipo de presunção, no sentido de esperança, de atitudes positivas que geram outras atitudes positivas.  E essa presunção vem da fé e da confiança interior.

E eu sofro dessa presunção.

Posso dizer até que, de certo modo, sou presunçosa, no sentido de tentar fazer o melhor em tudo e com todos.

E acho que faço.

Lutei muito em todas as áreas, como pessoa, como funcionária que fui, como empresária, esposa, mãe, filha e amiga.

E talvez seja uma presunção de minha parte mas acho que realizei tudo ou quase tudo o que me dispus a fazer.

Esse sentido de presunção inspira. E é esse sentimento que estimula meu espírito de luta e de vontade de vencer.

Procuremos ter em mente sempre que o ideal é usarmos a presunção no sentido da realização honesta e desprezar qualquer sentimento da presunção orgulhosa, discriminativa e preconceituosa.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

Superação

“O que não nos destrói nos faz mais fortes” é uma das frases mais verdadeiras que já escutei.  Ela encerra uma verdade desconcertante.

Sempre conhecemos pessoas que superaram vários tipos de problemas: emocionais, físicos, sociais, financeiros.

E temos um grande exemplo no nosso mundo que é o maestro João Carlos Martins.

Ele é um exemplo sabido e conhecido de superação de problemas físicos, que ao invés de derrubá-lo, o tornou ainda maior, melhor e mais conhecido cada dia que passa.

Ele revigorou o mundo da musica erudita no Brasil, abrindo as portas para quem nunca teria condições de nele entrar e que sonha em participar de sua maravilhosa orquestra filarmônica.

O maestro vai aos bairros menos favorecidos ensinar sua arte e traz talentos de todas as partes, beneficiando, assim, aos que têm a vocação mas jamais teriam a chance de participar contando somente com seu talento.

E como João Carlos, de quem temos a honra e o prazer de sermos amigos e admiradores, vemos outros exemplos maravilhosos de superação.

Me lembro quando era bem pequena, meu avô tinha sete filhos, e um deles, o mais jovem, era músico e trabalhava em uma fábrica de tecidos em uma pequena cidade de Minas Gerais.

Um dia, que seria a comemoração do 7 de setembro, a banda em que ele tocava, e  na qual outro tio meu também participava, estava se apresentando em uma cidade vizinha.

Na estrada, um fazendeiro da região viu passar o ônibus que os conduzia, e não gostou que os homens que estavam dentro riam muito contando casos, como se faz quando se está alegre e sem nenhuma obrigação no momento.

Ele se irritou, pegou a arma e atirou no ônibus.  A bala foi certeira no meu tio mais jovem.  Ele morreu.

Meu avô foi de uma serenidade que me chamou atenção.  Ele adorava e admirava aquele filho, que realmente era muito dedicado e especial para os pais e irmãos.

Mas nunca ouvimos uma lástima sair da boca de meu avô.  Tristeza, sim, mas não queixa ou revolta.

Aquela conformação marcou toda a minha vida.

Me sinto diminuída até porque tenho certeza de que não seria capaz de agir com tal serenidade perante tamanha injustiça.  Conheço minhas limitações, daí humildemente reconheço minha incapacidade nesse sentido.

Tenho uma enorme capacidade de me reinventar e aceitar as mudanças da vida e do mundo, como dizem, dançar conforme a música.  Mas não tenho dentro de mim essa capacidade de superação incondicional.

Acredito que não seja uma qualidade inata mas sim uma postura que deve ser cultivada na medida do possível.

Lembro sempre dessa atitude do meu avô, e tento dar a dimensão devida a cada problema.

Não podemos dar a mesma atenção para dificuldades corriqueiras como damos a  desgraças e tristezas que são realmente motivo de consternação e abatimento.  Mas também não podemos exagerar na dimensão que damos às tragédias que ocorrem nas nossas vidas a ponto de pararmos de viver.

Claro  que não é fácil, mas é a única alternativa de que dispomos para vivermos bem e felizes.

E nunca nos esqueçamos que para superação de situações de tristeza em qualquer âmbito, o apoio de amigos e parentes que nos auxiliam nesse processo é imprescindível.

Vamos sempre tentar amenizar os acontecimentos, nossos e de quem nos rodeia, dando o justo valor, sem super ou sub dimensioná-los.

E quem sabe assim, possamos aprender e nos educar para superar até os problemas que nos parecem mais difíceis.  Essa é a lei da superação.

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda