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Discussão
Publicado por amandadelboni
“Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”.
Li essa frase há muitos anos.
Penso o contrário.
Sempre que uma discussão importante se esgota rapidamente, perdemos a oportunidade de aprender com ambas as partes, que podem ganhar muitos conhecimentos sobre o assunto em questão.
No entanto, uma discussão estéril ou sobre questões irrelevantes deve se encerrar o quanto antes para evitar maiores desentendimentos desnecessários.
Claro que não vamos tratar aqui de discussão científica, necessária para o progresso da humanidade, e até indispensável.
Trabalhei em laboratório como farmacêutica, e conheço bem toda a estratégia que envolve o lançamento de produtos, itens de adaptação para um clima diferente de onde o produto se originou, etc.
Empresas de vários seguimentos também discutem sempre o que produzir de melhor, novidades a serem lançadas a fim de conquistarem novos mercados e clientes que adquirirão seus produtos, preços mais acessíveis para enfrentarem os concorrentes e tudo o mais referente a produção e vendas.
O debate em uma assembléia tem que acontecer, pois se pode, com isso, alcançar benefícios destinados a entidades, ao povo de maneira geral.
Discussões a esse respeito devem e deverão sempre existir.
Mas o que estou abordando aqui hoje é a discussão estéril, ou improdutiva, carregada muitas vezes de mau humor, que não leva a nada, e que de vez em quando tenho o desprazer de assistir.
Já viram como quem está convencido de estar certo em qualquer ramo de atividade ou em qualquer tipo de matéria, dificilmente aceita a opinião diversa?
Fica, então, desagradável para quem ouve, e o resultado nunca é atingido, pois quem discute, em geral, cria um mal estar nos circunstantes.
E no caso de assistência fica pior, pois nenhuma das partes quer “perder” a razão, e a discussão pode tomar rumos extremamente desagradáveis que não conduzem a absolutamente nada, em geral.
O melhor a fazer numa discussão — e que deixa a parte contrária muito desapontada — é esfriar a conversa, pois na maioria dos casos, se peneirarmos mesmo, não vale a pena, nada ganhamos com isso.
Muitas vezes é só uma questão de vaidade pessoal não querermos perder.
O que se deve cuidar é que uma discussão não se transforme em disputa, somente no sentido de se sair vitorioso.
Não gosto e sempre me recuso a entrar em uma discussão. O clima vai se tornando difícil, as vozes se alteram e isso me faz muito mal.
Raramente algo chega a me interessar tanto ao ponto de que eu queira mesmo discutir. Emito uma opinião se sou solicitada, mas sem que me deixe levar pelo aspecto polêmico que não me faz bem e do qual não necessito para me sentir feliz.
Vale relembrar que a grande maioria das divergências se dá em ocasiões em que estamos empenhados em lazer, bem estar e calma.
Por que estragar tudo isso?
Sem discussão, aceito a atenção e encerro o blog de hoje com a letra da música “Discussão”:
Se você pretende sustentar a opinião
E discutir por discutir só prá ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer, que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder do que ganhar, você vai ver
Já percebi a confusão, você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão, não pode ser, não pode ser
Prá que trocar o sim por não, se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade, vai dizer quem tem razão
Tom Jobim
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Limites
Publicado por amandadelboni
Outro dia li uma frase que adorei, não conheço o autor, mas achei sensacional:
“Não sabendo que era impossível, fui lá e fiz”.
Realmente, o que nos parece impossível num certo momento, dependendo da luta que empreendamos, podemos tornar possível a realização.
Mas devemos buscar condições de conquistas sempre dentro dos nossos limites de possibilidades, tanto físicas, quanto emocionais, sociais ou financeiras.
Mas, será que todos nós conhecemos nossos limites?
Em que ocasião teríamos que reconhecê-los, e como fazer para que isso aconteça?
Os limites estão seriamente associados ao senso de oportunidade, assunto que já abordei anteriormente.
Para reconhecer nossos limites, devemos parar, pensar e avaliar.
Na verdade, os limites devem ser respeitados em todos os nossos momentos, seja na atividade profissional, como na vida pessoal de cada um de nós.
Temos que saber onde e como proceder, pois como aprendi desde cedo, nossa liberdade de ação e atitude vai até onde começa a do outro. Isso é o limite que devemos nos impor, baseado no respeito pelo próximo.
Respeitar proibições é reconhecer nosso limite de ação em cada momento da vida, pois sempre estaremos sujeitos a críticas, a admoestação de uma autoridade, etc.
Por exemplo, quem fuma e entra em algum lugar onde existe a proibição do cigarro tem que saber que sua vontade de fumar termina ali. Esse é seu limite naquele tipo de lugar.
Felizmente, hoje em dia, existe o respeito a zonas de não fumantes, e as novas leis ajudaram a restringir o ato de fumar em restaurantes, em aviões e em outros locais fechados. Assim, muitos fumantes atualmente reconhecem esses limites e jamais, por exemplo, fumariam em locais onde o cigarro não é bem-vindo, como numa mesa de jantar.
Se cada um de nós souber reconhecer nossos limites de ação, seja em que âmbito for, podemos sempre evitar constrangimentos.
Mas limites não se restringem somente a proibições legais. Eles aparecem diariamente na nossa vida social e pessoal e para isso é importante aprendermos a reconhecer e agir de acordo com o local e com as pessoas com as quais nos relacionamos.
E me refiro aqui também do meio familiar mais íntimo, onde o respeito aos limites é extremamente importante para o bom convívio: respeito à diversidade de gostos pessoais, às limitações físicas de cada um e até mesmo à vontade individual, pois o que agrada a um pode não necessariamente agradar a outro com quem convivemos em casa e na sociedade.
Funcionários e empregadores devem, da mesma forma, se respeitar mutuamente. Para evitar atritos desnecessários, cada um deve conhecer os limites do outro, cada um cumprindo sua função e assim conseguindo uma coexistência pacífica e duradoura.
Aliás, a intimidade não nos dá o direito de desrespeitar limites, que são os mais variados, pois apesar de podermos nos educar, temos realmente coisas, comidas, divertimentos com os quais não conseguimos nos acostumar ou participar.
Todos temos nossos limites. Saber superá-los é louvável, desde que aprendamos a reconhecê-los, lembrando sempre que limite é, antes de tudo, respeito.
O meu limite é tentar sempre agradar e agradecer a vocês, amigos queridos 🙂
Abraços e bom domingo
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Encontros e Desencontros
Publicado por amandadelboni
Geralmente, a palavra encontro tem um significado de felicidade, de reviver momentos bons que tivemos ou que vamos ter com alguém a quem queremos bem.
Vivemos antecipadamente o momento de nos encontrarmos com a pessoa de nossa amizade ou alguém que despertou nosso sentimento de amor e carinho.
Sentimos antecipadamente o prazer de saber que vamos estar com quem esperamos que nos traga felicidade, harmonia, prazer – a companhia com que ficamos sonhando antes que o encontro se realize.
E esse prazer não se refere somente ao encontro amoroso, mas também a expectativa de nos encontrarmos com nossos filhos depois de algum tempo sem vê-los.
É algo indescritível, impossível descrever o que sentimos ao nos revermos e abraçarmos alguém a quem amamos e que não víamos há tempos.
Encontro nesse caso é, realmente, algo mágico e sem palavras. Emoção pura!
O que também nos causa grande alegria é o reencontro com alguém que, por motivos vários, a vida tenha nos reservado um afastamento, seja por motivo pessoal ou profissional. São momentos extraordinários, que nos trazem à tona lindas emoções.
Já o desencontro pode ocorrer do nada, até a acepção de uma palavra mal colocada, uma situação de discordância, de divergência.
Falo aqui de desencontro de idéias, de propósitos, de objetivos, e que se torna agravante quando se trata de pessoas que convivem diariamente como casais ou amigos, e mesmo funcionários com patrões.
Como se diz, um fala uma língua e o outro entende de outra forma, e aí fica difícil e esse desencontro pode ocasionar consequências bem comprometedoras.
A falta de diálogo é um fator de desentendimento, e esse desencontro, muitas vezes, pode ser fatal, ocasionando um procedimento que, em outras circunstâncias, seria completamente diferente.
Com a chegada dos tempos modernos, todos somos extremamente ocupados pela própria exigência que fazemos de nós mesmos, seja sob o aspecto de realização profissional, seja na necessidade de termos mais recursos financeiros para conseguirmos mais conforto material, seja para estudarmos mais, enfim, melhorar a nossa qualidade de vida.
Tudo isso nos deixa mais ocupados, e consequentemente mais estressados, ocasionando uma diminuição de tolerância. O grande perigo é que se não nos policiarmos, teremos menos tempo para valorizarmos os encontros que a vida nos proporciona.
E, portanto, ocasionarmos, por nossa própria culpa, desencontros fatais.
Vamos nos encontrar sempre?
Esse é o meu desejo.
Abraços e bom domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Sapiência
Publicado por amandadelboni
O sinônimo de sapiência é sabedoria, em qualquer aspecto – o conhecimento de assuntos, os mais diversos.
Mas sapiência é muito mais do que isso. É a sabedoria que independe também da cultura e educação de cada um.
Minha mãe, que não tinha a cultura adquirida em colégio, era uma pessoa sábia e sempre oferecia uma opinião inegavelmente digna de resolução do problema que lhe era apresentado.
A sabedoria inata era o que predominava.
Com certeza, todos nós conhecemos pessoas que, mesmo sem o nosso grau de cultura que tivemos a sorte de adquirir, nos aconselham e quase sempre, as soluções apresentadas por elas são as mais lógicas.
O conselho dado através da simplicidade é autêntico e sem a máscara da vaidade.
É a típica solução sapiente, isto é, inteligente, sábia, por assim dizer. E essa sapiência vem da sinceridade inerente à simplicidade, sem a máscara do saber, mas na espontaneidade do gesto, da palavra, do conselho.
E muitas vezes, esses conselhos são expostos tão obviamente que pensamos: porque não nos ocorreu antes?
Vemos ditados e provérbios que sábios antigos já criavam e que nos acompanham, nos levando a uma lógica inconfundível.
Por exemplo, “Águas passadas não movem moinho”. Vejam a sabedoria embutida nessa simples frase.
Tem pessoas que vivem o passado, se esquecendo de lutar pelo presente, ou mesmo usufruir do presente, pois ficam lamentando o que passou, ao invés de trabalhar sua mente no sentido de tentar reverter uma situação que as incomoda ou as torna carentes.
Falta, evidentemente, a esses indivíduos o espírito de luta, o ânimo de viver e resolver pendências. Se acomodam, e com isso param de viver e fazem com que os circunstantes também parem suas vidas, seja no sentido material, e, pior, no sentido espiritual.
São pessoas que não tem sapiência – sabedoria, entendimento, raciocínio e maturidade emocional – para tentar transformar um problema em uma solução adequada, que, consequentemente, poderia transformar suas vidas e dos seus próximos.
Só que para isso é preciso, acima de tudo, a humildade no sentido de se dispor a ouvir, a empregar a solução oferecida por pessoas, que às vezes, não tiveram a educação formal mas trazem consigo a sapiência, a sabedoria.
Temos que ter humildade para enxergar a sapiência dos mais humildes e tomar muito cuidado para que nossa vaidade não comprometa nossa própria sapiência.
Abraços e um ótimo domingo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
Vivemos para ver!
Publicado por amandadelboni
2014 chegou, que delícia.
Mais um ano que ganhamos para viver a nossa vida, e temos que tentar vivê-la da maneira mais alegre e feliz que possamos, pedindo a Deus que nos permita estar mais anos juntos de nossa família e de amigos queridos que conquistamos durante nossa existência.
Nada é tão importante quanto conquistarmos a convivência pacífica entre nossos circunstantes.
Isso nos dá alegria, felicidade de compartilhar momentos, até os tristes.
Agradecemos por ainda estarmos aqui, continuando nossa trajetória com queridos familiares e amigos que tivemos o prazer de conquistar e preservar durante nossa vida.
Trabalhamos e fizemos os constantes contatos para que essa convivência fosse sempre alegre, não deixando de acompanhar os momentos tristes de quem necessita de nossa ajuda, ou de nosso apoio, seja emocional ou financeiro.
O Ano Novo, como o nome diz, é sinal de renovação em nossos corações, esperança de dias melhores, época em que firmamos amizades já existentes e fazemos novos amigos, enriquecendo assim nossa vida, apreendendo novas idéias, criando novos ideais.
Renovamos esperanças de realização de projetos que estavam meio engavetados em nossos corações e em nosso trabalho, estabelecemos contratos conosco, com a firmeza do que desejamos realizar.
Começar o ano é como renascermos em um novo tempo, e o principal é cultivarmos a esperança, a coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentarem e ativar nosso espírito de luta no sentido de realizarmos todos os nossos propósitos.
Agradeçamos, seja em que religião professemos, ao Deus de cada um de nós, a graça de termos vencido mais um ano de vida e podermos usufruir da companhia de todos os que compõem nosso dia a dia.
Os resultados são os frutos de nossa vivência, de nossos atos e de nosso trabalho.
Vamos, então, usufruir de tudo o que pudemos conquistar, principalmente de novas amizades, nunca nos esquecendo de cultivar as antigas.
Desejo a todos vocês, amigos e leitores, um 2014 repleto de realizações, muita paz e alegria junto aos que lhes são caros e, acima de tudo, muita saúde, que é realmente o principal para que possamos usufruir de tudo o que a vida nos proporcionou e o que conquistamos através da luta diária que ela nos impõe.
Espero que possamos continuar nosso contato, e que nos inspiremos, cada vez mais, em exemplos dignos para que nossa vida seja pautada somente por bons princípios, colaboração, paciência com tudo e todos, mesmo que os acontecimentos não sejam exatamente os que desejaríamos.
Vamos tentar aproveitar os bons exemplos que temos ao nosso redor, de família e amigos que fazem o bem e tratam a todos com humildade e consideração.
A vida vale a pena ser vivida!
Abraços, bom domingo e Feliz Ano Novo 🙂
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Tags: Amanda Delboni, Inteligência Emocional, Inteligência Social, Relacionamentos, Sucesso
