Nós e os outros

“Se temos tantos defeitos para criticar em nós mesmos, por que evidenciarmos os defeitos dos outros?”

O fato de sermos humanos nos dá o direito de errarmos, e às vezes o fazemos no juízo que cometemos em relação ao nosso próximo.

Temos tendência ao desejo de atingirmos uma perfeição que jamais poderemos alcançar, mas dentro de nossos conceitos e desejos, se tivermos ao menos uma parte do resultado que desejamos, ficaremos felizes e realizados.

Temos que tentar atingir um resultado que nos satifaça. No entanto, precisamos desenvolver nossa autocrítica ao máximo que consigamos fazê-lo, pois dentro de nossa racionalidade saberemos pôr em prática maiores iniciativas no sentido de atingirmos o patamar desejado inicialmente.

Ou, pelo menos, parte dele.

Importante que possamos ter a consciência, dentro de nossa racionalidade, dos que consideramos defeitos de nossa personalidade, e de que maneira poderíamos tomar atitudes que nos levem a diminuí-los, ou estirpá-los.

Temos que saber até que ponto essas características negativas estariam prejudicando nossa dinâmica de vida, diante dos amigos, parentes, e de forma geral, a vida em nosso ambiente social.

Mesmo porque existem características mais suportáveis, que podemos ultrapassar com certa facilidade, e outras que poderiam nos prejudicar social e até mesmo profissionalmente.

O que devemos é evitar a crítica estéril no sentido de tentar transformar as pessoas, suas convicções, sua maneira de pensar e atuar na vida, pois podemos, com isso, criar um ambiente de mal estar, que, muitas vezes, pode se tornar insuperável.

Mas, se de outro lado, temos a honra de sermos consultados sobre assuntos pessoais de amigos, é, até mesmo, uma obrigação de fazermos alguma crítica construtiva, pois dessa forma, lidando com pessoas sensíveis e inteligentes, teremos condições de ajudá-las a mudar algo que lhes será benéfico.

É muito fácil criticarmos particularidades que observamos nos outros, pois estamos de fora, e sem sabermos o porque de tais atitudes que eles assumam, mas que tal de vez em quando tentarmos entender as razões, as ocasiões e o que as teria motivado?

Se olharmos para dentro de nós, imparcialmente, poderemos vislumbrar algumas características que achamos negativas, assim como outras que sabemos serem positivas, como compreender o nosso próximo, ajudá-lo quando possível.

Nem sempre nos referimos a ajuda financeira, mas em muitas ocasiões, apenas uma palavra de otimismo ou de incentivo pode ajudar a transformar a vida de alguém.

E temos também que procurar examinar nossa consciência para que possamos nos dar conta de características que temos e que não nos agradam.

Devemos ter, também, a perfeita idéia do bem que tenhamos feito a pessoas necessitadas, e saibamos que esse sentido de ajuda que desenvolvermos é uma grande qualidade que temos que cultivar.

Quem necessita de nosso apoio, seja ele de que natureza for, precisa ser atendido se nos solicita, pois se isso acontece é porque a pessoa nos vê com a capacidade de podermos tirá-la de alguma situação de necessidade, de risco ou de um simples conselho.

E não nos esqueçamos de que o que siginifica um defeito para uns, pode significar uma qualidade para outros dependendo do ponto de vista de cada indivíduo.

Sejamos autênticos, e dentro de nossa capacidade de auto julgamento, façamos nosso exame de consciência no sentido de podermos emitir nossa opinião somente se formos solicitados.

Ninguém gosta de ver seu ponto de vista criticado, portanto é um risco que se corre ao emitir uma opinião. Pensemos bem!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda

 

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Publicado em novembro 15, 2015, em Inteligência Social e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Hmmmm…. Enxergar nossas próprias górgonas , que nos espreitam furtivas …. Nada mais aterrorizante…

  2. Querida Amanda,
    Gostei muito.Reflexivo!
    Parabéns
    Rosana

  3. antes de falar do teu irmão, tire a trava do teu olho….

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