Arquivo diário: dezembro 21, 2014

Ser feliz

Uma amiga muito querida enviou-me uma profunda reflexão outro dia.

Contava que um homem morreu e ao avistar-se com Deus, viu que Ele trazia uma maleta consigo.

Deus lhe disse: “Filho, é hora de irmos”.

O homem, assombrado, disse que tinha ainda muitos planos e Deus falou que era o momento de sua partida e carregava sua maleta.

Ele perguntou a Deus o que Ele levava e Deus lhe disse que eram seus pertences.

Indagou se eram suas roupas, seu dinheiro, e Ele lhe respondeu que isso nunca havia lhe pertencido, que eram bens da Terra.

E assim, continuou a perguntar se eram suas recordações, e Ele disse que essas eram do tempo na Terra.

Seriam os talentos? Também respondeu que eram das circunstâncias.

Familiares e amigos? Também eram, segundo Deus do caminho que ele havia percorrido.

Sua mulher e filhos? Esses teriam sido de seu coração.

Seu corpo? Nunca lhe havia pertencido, pois era pó.

Sua alma?

Deus lhe respondeu: Essa é minha.

O homem, já cheio de medo e uma lágrima de desamparo brotando de seus olhos, retirou a maleta das mãos de Deus e vendo que estava vazia, fez-Lhe a última pergunta:

Então, nunca tive nada?

Ele respondeu: Sim, todos os momentos que você viveu foram somente seus: A Vida, a qual é só um momento, o seu momento.

Por isso enquanto vivemos, devemos desfrutá-la em sua totalidade, e que nada que acreditamos que nos pertence nos detenha.

Foi a lição que o homem recebeu ao se despedir deste mundo, portanto não nos esqueçamos de ser felizes, pois é a única coisa que realmente vale a pena.

As coisas materiais e tudo o mais pelo que lutamos ficam aqui.

Nada levamos, portanto devemos viver a hora, viver a Vida!

Isso nos faz refletir, pois muitas vezes nos deixamos levar pela ilusão e pelo apego aos bens materiais que conseguimos, mas devemos usar nosso discernimento para não valorizarmos exageradamente essas conquistas, lembrando-nos de que tudo fica.

Claro que enquanto estamos vivendo necessitamos lutar pela nossa sobrevivência, mas que isso não seja o propósito principal de nossa existência.

A vida em si é muito mais importante, e devemos também nos apegarmos ao bem que podemos fazer ao nosso próximo, pois isso ficará após nossa partida.

Com isso, valorizamos nossa vida e podemos vivê-la com alegria por tentarmos minorar o sofrimento alheio.

Devemos desfrutar cada momento vivido, viver a vida com bom humor, sem valorizar o que não tem valor e tentar ter a alegria de muitos bons momentos.

Não vale a pena nos aborrecermos por qualquer evento que não tenha saído de acordo com o que planejamos, e pensando bem, será que perdemos grande coisa ao não termos conseguido realizar algo, ou será que aquela realização não seria tão boa assim?

Pequenas coisas podem nos deixar realizados, e isso temos que reconhecer e respeitar, pois muitas vezes não precisamos esperar por grandes acontecimentos, mas sim, reconhecer as pequenas coisas que nos fazem felizes.

Felicidade é, em grande parte, um estado de espírito, e temos que nos habituar a reconhecer que, se não tivesse acontecido aquilo que desejávamos, tudo seria diferente.

E é muito relativo o fato de nos sentirmos felizes, pois o que é motivo de felicidade e realização para um, para outro, pode não significar nada.

E saibamos que, de acordo com a mudança de nossa idade e situação global na vida, nosso conceito de felicidade pode mudar radicalmente.

Assim poderemos ficar felizes com os resultados que temos a capacidade de tentarmos alcançar. Isso se chama autocrítica.

Sejamos frios no nosso julgamento das atividades propícias à nossa realidade, para evitarmos que o suposto fracasso nos torne infelizes pela falta de um julgamento mais real de nossa capacidade.

E não nos esqueçamos de que para sermos felizes precisamos cultivar o amor, em todas as suas formas, amor ao próximo, ou amor paixão.

Boas Festas e um Ano Novo regado de Amor, Saúde e muita Felicidade!

Voltaremos com o blog Inteligência Social no início de 2015!

Bom domingo 🙂

Amanda