Arquivo diário: julho 27, 2014

Vão-se os anéis … ficam os dedos.

Não se trata de conformação, mas de compreensão.

Ditado antigo, que traz uma enorme lição de desprendimento e abrangência, no sentido de valorizarmos o que possuímos, e não nos prendermos a anseios impossíveis de serem atingidos.

Deixamos, muitas vezes, de valorizar aquilo que a vida nos dá, inclusive nossa capacidade de lutar para alcançar nossos objetivos, seja na área material, quanto social, cultural e espiritual.

Se alcançamos resultados pelos quais lutamos, e outros deixaram de acontecer, por que não nos satisfazemos, ao invés de lamentarmos o que não chegou?

Seja em que campo for a nossa luta, procuremos analisar o que alcançamos, se nossa capacidade foi até o limite, pois cada um de nós tem seu nível e sua forma de batalhar por algo a que se propõe.

No sentido material, queremos dizer com esse ditado, que, quando perdemos algo, temos que agradecer porque restou até mais do que necessitávamos, ou porque nem tudo foi perdido.

É a lei da compensação, que temos que reconhecer cada vez que achamos que perdemos algo, valorizando sempre a importância do que nos restou.

Não quero dizer com isso que sejamos conformados, pura e simplesmente aceitando tranquilamente alguma perda, pela qual poderíamos ter lutado para que não acontecesse.

Nada disso, pois acomodação é uma característica que não faz parte da minha personalidade, pelo espírito de luta que me foi incutido desde a infância.

Mas reconhecer quando algo não dependeu de uma luta pessoal, e sim de ocorrências independentes de nossa vontade, e sobre as quais não temos influência, é algo que devemos ter em mente, no sentido de nos conformarmos, e sem insistirmos na idéia errônea de que somos culpados pelo aparente fracasso de uma empreitada.

Medo de perdermos os anéis nos impede, muitas vezes, de conservarmos os dedos.

Façamos o possível para, na verdade, não perdermos os anéis, mas se forem, tentemos reconhecer a benção de termos os dedos, digo, claro, metaforicamente, que representam o que nos resta para seguir adiante e conseguir mais “anéis”.

Não é fácil ter essa visão clara todo o tempo, perante a vida e momentos de perdas, sejam elas emocionais ou materiais, mas como sempre digo, uma vez que usemos nosso raciocínio, valorizemos o que tem valor realmente e não percamos nosso tempo ocupando a cabeça com idéias que não levam a lugar nenhum.

Vamos tentar conservar os anéis?

Mas se eles forem, lembremo-nos de reconhecer que ficaram os dedos 🙂

Abraços e bom domingo,

Amanda