Arquivo diário: junho 8, 2014

Equilíbrio

Uma vez li uma passagem interessante:

Dois amigos foram a uma banca de jornal, um deles cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal, que foi atirado em sua direção, o amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando foram de volta, descendo a rua, o amigo perguntou ao que tinha sido vítima da grosseria do jornaleiro:

“Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?”

Ele respondeu: “Sim, infelizmente é sempre assim”.

O outro: “E você é sempre atencioso e amável com ele?”

“Sim, sempre sou”.

E o outro perguntou porque ele era sempre educado, já que o jornaleiro era tão rude.

E respondeu:

“Porque não quero que ele decida como eu devo agir”.

Na verdade, dentro dessa filosofia, o autor afirma que não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.

Certíssimo, em minha opinião, e tenho experiência de sobra, pois como sou bem humorada, por natureza, sempre me dirijo aos outros com educação e bom humor, tentando entender que, quem está naquele momento me servindo de alguma forma, tem seus problemas, que nem sempre estão com possibilidade de solução.

Se olhamos as pessoas que nos rodeiam com amor, e sem o preconceito que nos afasta delas, vemos seres humanos e não somente máquinas que nos prestam serviços, seja em nosso ambiente diário, seja na casa de outros amigos.

Quem de nós conhece como é a vida de alguém, que naquele momento está nos servindo um salgadinho de camarão ou de caviar numa festa, e nem sequer tem dinheiro em casa para comprar o trivial?

Temos que achar, naturalmente, o equilíbrio para que o tratamento e o andamento de nossa vida, em geral, seja um fator de bem viver.

Nem tanto, nem tão pouco, aprendi desde cedo com meus pais, que tentavam sempre nos mostrar que o equilíbrio de atitudes, em qualquer ocasião, é muito importante, fosse no trabalho, nos estudos, com amigos, com funcionários, enfim, com quem tivéssemos a oportunidade de nos relacionarmos.

Encontrar o ponto de equilíbrio em todos os aspectos de nossa vida não é fácil, mas devemos nos esforçar, usando nossos sentimentos e nosso raciocínio para tornarmos a convivência com amigos e conhecidos o mais agradável possível.

Mesmo porque esse ponto ideal não se refere somente a convivência, mas também ás possibilidades materiais de que podemos dispor.

Por exemplo, efetuar gastos acima das nossas possibilidades poderá gerar, além de dificuldades financeiras, alguns desgostos de relacionamento tanto na família, quanto na nossa vida prática, muitas vezes dificultando a aquisição de bens essenciais.

Conheço pessoas que se desequilibram com gastos relacionados a vaidade e exibição de marcas e deixam de atender a despesas fundamentais, como, por exemplo, a aquisição de uma casa própria ou atendimento referente a saúde.

Cuidemos, portanto, em primeiro lugar, das prioridades de nossa família, do lar que criamos, para que nossos momentos felizes não sejam maculados por algo que, na verdade, muitas vezes, não é tão importante na vida.

Para mim, o que realmente importa é o bem estar, a paz e a harmonia.

E o segredo para esse desafio e essa conquista diária é o equilíbrio de atitudes 🙂

Abraços e um ótimo domingo,

Amanda