Arquivo diário: março 27, 2016

Ser feliz ou ter razão?

Muitas vezes teimamos em nos convencer — a nós mesmos ou aos outros — de que temos razão naquilo que estamos tratando ou discutindo, assuntos os quais podemos até dominar.

Mas será que basta estarmos corretos? Mesmo tendo certeza do que estamos debatendo, vale a pena uma determinada discussão que pode ocasionar em certas ocasiões até uma inimizade, ou um mal estar que prejudicaria a convivência antes tão agradável e respeitosa?

Devemos pensar bem antes de entrarmos numa discussão estéril e cujos resultados, possivelmente, nem beneficiariam na mesma proporção dos aborrecimentos causados e, ao contrario, poderia mesmo provocar um corte numa relação antes tão proveitosa, espiritual e materialmente.

Essa relação entre amigos deve e tem que ser respeitada e cheia de bons propósitos para que possa durar, dentro do espírito de amizade e cooperação desinteressada, que fazem com que os amigos continuem sempre a fazer parte de nossa vida.

Se batalhamos inutilmente para termos sempre razão, estaremos nos arriscando a criarmos um mal estar desnecessário e que pode não ter volta, até mesmo arranhando uma amizade que teria tudo para ser duradoura.

Por isso, ter razão não justifica querermos impor nossa idéia, seja em que assunto for que esteja sendo abordado naquele momento.

Quem solicita nosso ponto de vista, também, normalmente, conhece o assunto que colocou em questão naquela ocasião, e às vezes só quer ouvir o nosso.

Não quer dizer que nos seguirá, mas precisa nos escutar, portanto, limitemo-nos a dar nossa opinião, mesmo que ela não seja acatada.

Temos que tentar não nos sentirmos felizes à custa de querermos impor nossa opinião ou idéias já arraigadas, e que podem não estar certas, pois não somos donos da verdade.

E temos que estar conscientes de que não somos infalíveis e cultivarmos a humildade de aprendermos sempre que paramos para escutar e nos convencermos de que o nosso próximo pode estar mais certo do que nós.

O que não é fácil, pois a vaidade é uma característica que, em certas ocasiões, costuma dominar nosso espírito e nossa maneira de agir, e provocar, portanto, atitudes que podem gerar resultados inesperados.

Temos que tomar muito cuidado com atitudes precipitadas, pois mesmo tendo razão, estaremos sujeitos a provocar reações inesperadas, que podem comprometer toda uma situação e não nos deixar corrigir algo que só vemos quando não temos mais condições de mudar.

E ai, não adiantaria termos razão, se não podemos influir numa situação que pode, muitas vezes, afetar uma vivência, um emprego, uma convivência amorosa ou amistosa.

Nunca é agradável ou saudável se perder uma amizade ou até mesmo um grande amor.

Vamos, portanto, nos cuidarmos para que a convivência não se transforme numa arma que passemos a construir contra nós mesmos.

Abraços e bom domingo, pensando bem: queremos ser felizes ou ficarmos com nossa razão?

Feliz Páscoa 🙂

Amanda