Arquivo diário: janeiro 25, 2015

Docilidade

“Deixe que o vento sopre e não pense que o som das folhas seja um barulho de armas”.

Uma recomendação poderosa para nos lembrar que nem tudo neste mundo é movido a violência, e que de nossa parte devemos agir com docilidade, sem nenhum vestígio de má vontade ou irritação, que não levará a lugar nenhum.

Por mais que sejamos provocados a agir com agressividade, se pudermos nos controlar, se nosso raciocínio dominar nossa vontade em situações difíceis, devemos tentar evitar a irritação desnecessária, que não leva a nada.

Normalmente, a docilidade vence a estupidez e a grosseria de quem a praticou, e só serve para angariar as críticas de quem assiste uma reação de estupidez desnecessária.

O mundo moderno exige muito de todos nós e muitas vezes se torna até compreensível, de certa forma, a falta dessa característica que conseguiria, em muitos casos, resolver uma difícil situação.

Que não é fácil em algumas ocasiões, sabemos que não é, mas de outro lado, é onde reside nossa força de caráter e de boa vontade em relação a acontecimentos que poderiam provocar uma reação da qual nos arrependeríamos mais tarde.

Docilidade, evidentemente, não carrega a pecha de submissão, sentido de inferioridade ou falsa anuência, simplesmente por comodismo.

Importante e compreensível mantermos nossos pontos de vista, mas sempre com elegância, criatividade, companheirismo e educação.

Como um tributo à assim chamada “vida moderna”, as pessoas, sem que o percebam, estão cada vez mais impacientes, acham-se sem tempo, embora ele exista e possa ser bem administrado.

Sejamos cautelosos ao reagirmos, pois se somos muito taxativos e donos da verdade, as pessoas vacilam para se aproximar e já se defendem antes mesmo de raciocinarem da validade da opinião emitida.

Em todos esses casos, portanto, a docilidade se torna uma poderosa arma para tentarmos conseguir tudo o que desejamos realizar, e que, na maioria das vezes, depende do nosso próximo.

O desgaste que sofremos com reações adversas ao bom humor e compreensão dos problemas a serem solucionados não compensa os resultados que poderiam ser mais úteis em todos os aspectos, e só podemos vencer em todos os ângulos de um problema, se formos mais dóceis ao discuti-los.

Provavelmente as soluções tenderão a aparecer mais rapidamente, pois as idéias não encontrarão a resistência que se faz presente pela impaciência que poderia transparecer inevitavelmente nessas ocasiões.

A docilidade também pode ser interpretada como flexibilidade, pois sabemos que em muitas situações, ser flexível pode facilitar na busca de soluções que antes poderiam parecer impossíveis de serem conquistadas ou superadas.

De outro lado, não se pode deixar iludir pela docilidade aparente, mas que quando submetida a uma situação de stress ou inusitada, não consegue controlar reações inesperadas que podem prejudicar toda uma convivência.

A docilidade deverá ser autêntica, submetida sempre a um grau de racionalidade que nos leve a soluções adequadas.

Resumo: poupemos adrenalina!

Abraços e bom domingo 🙂

Amanda