Arquivo diário: agosto 25, 2013

O Energismo

Praticamente desde os 5 anos de idade, quando fui alfabetizada pelo meu pai,

ouço falar da palavra “Energismo”.

Não entendia claramente seu significado, visto que na infância não poderíamos ter a compreensão exata do sentido e da importância dessa filosofia que ele havia criado naquela época.

Mas quando fui crescendo, ele explicava a mim e ao meu irmão que o Energismo defendia a força do pensamento, o desejo de realizarmos nossos sonhos e a positividade em relação ao que planejaríamos executar.

O Energismo, segundo meu pai Alberto Montalvão, é uma doutrina que reconhece a vontade como principal faculdade criadora no Homem e sustenta que todo ser humano, ao nascer, trás, no íntimo de si mesmo, um enorme caudal de forças vivas, das quais não aproveita no decorrer da existência mais que uma parte mínima.

O objetivo principal da filosofia Energista consiste em despertar no ser humano essas energias latentes.

Ele havia estudado Direito também, mas seu maior empenho era mesmo na divulgação dessa filosofia que lhe ocupava todos os pensamentos e toda sua ação.

Como era psicólogo, analisava detidamente o comportamento das pessoas que o procuravam e, nesse caminho, conseguiu ajudar muito a se encontrarem no decorrer de suas vidas.

Escreveu vários livros relacionados com o Energismo, e dava aulas também focando a força da vontade nas relações humanas e relações públicas.

Tenho suas coleções referentes a esse assunto e me orgulho de, algumas vezes, poder folheá-las e beber um pouco de sua sabedoria.

Hoje, eu homenageio sua inteligência, pois com meu blog semanal, alguns de seus ex- alunos e seguidores me procuram para reverenciar sua memória.

O seu gosto e dedicação à cultura fez com que me ajudasse cada vez mais a valorizar o fato de que a vida é um constante aprendizado e não podemos nunca parar de buscar e adquirir conhecimentos, seja em que área for.

“Valemos o que sabemos”, era, por assim dizer, o lema de meu pai.

E nesse aspecto devo muito a ele e procuro seguir sua filosofia de vida.

Sua dedicação ao estudo do ser humano e ao Energismo, assim como sua força de vontade, foi algo que ele conseguiu passar aos seus discípulos sempre que tinha a oportunidade de ser ouvido.  E eu, mesmo que inconscientemente quando pequena, fui me tornando um deles e hoje uso desse aprendizado como base da minha inteligência emocional e social.

Reproduzo aqui algumas de suas palavras, escritas na orelha de um de seus livros, “CONSCIÊNCIA DE FORÇA”, publicado em 1951:

“O homem deve ser esclarecido de que, nas profundezas do seu EU, dormem inumeráveis energias que ele pode empregar para a conquista daquilo que mais ambiciona; que todo indivíduo é tanto mais forte quanto maior for a confiança que tiver em si mesmo; deve ter a convicção plena de que possui uma grande soma de energias ocultas que, uma vez descobertas, o auxiliarão em seus empreendimentos.

De posse desse esclarecimento, afrontará a luta com a convicção de sair dele vitorioso: terá energia e vencerá.

Essa teoria, que denominamos ENERGISMO, deveria ser a base da educação moral moderna, mesmo com o risco de criar nos homens essa tendência que se chama de “presunção” que, a nosso ver, é também uma força  onde quer que se manifeste, desde que não seja uma tola ostentação de qualidades incompatíveis com o indivíduo.

Ter plena convicção de triunfar pode ser qualificado como presunção, mas é precisamente essa convicção que dá ao indivíduo o primeiro impulso e que ao primeiro sucesso, se transforma numa fé inabalável no seu próprio poder. 

Só desenvolvendo a fé nas suas próprias forças é que o homem pode desenvolver as energias”.  Alberto Montalvão.

Abraços e um ótimo domingo, repleto de boas energias 🙂

Amanda