Arquivo diário: agosto 25, 2012

Convivência

Aprendi, desde cedo, em minha vida, que conviver é uma arte.

Realmente, quanto mais vamos desenvolvendo essa atividade, e isso fazemos durante toda a nossa existência, mais aprendemos, e é um aprendizado que nunca termina.

Na verdade, nunca chegaremos a uma conclusão de como conviver bem todo o tempo com o nosso próximo — e muito menos com o não tão próximo.

As pessoas se ofendem com muita facilidade, e para que a convivência não se torne algo pesado, muitas vezes vamos cedendo e cedendo.

Na maioria das situações, acabamos nos frustrando quando percebemos que não fomos compreendidos nas nossas atitudes ou palavras.

É, de certa forma, fatigante, pois as atitudes tem que ser planejadas, o que tira completamente a espontaneidade.

Reparem que, às vezes, ficamos sem liberdade de recusar um convite para uma programação que simplesmente não nos agrada.

Será que há algum modo especial de dizer que não curtimos a atividade que nos foi sugerida?

A amizade carinhosa deveria nos dar essa oportunidade de sermos sinceros com quem amamos.

Não podemos exigir nem esperar que nossos parentes  ou amigos concordem com tudo que gostamos de fazer, ver, assistir ou vestir, pois isso seria de um tremendo egoísmo.

Deve haver um consenso – de forma autêntica, natural e espontânea, ou do contrário perde-se o significado verdadeiro da palavra amizade.

Devemos e podemos sempre manifestar nossas idéias, gostos e reflexões com clareza e sinceridade.

Dessa forma, ao tomarmos uma atitude que pareça ofensiva  ao próximo, não seremos condenados, e, muitas vezes, banidos de um grupo injustamente por não gostar de um ou outro programa, por exemplo.

Tento evitar interpretações injustas para manter a convivência plena com todos os que me cercam.

Mas já vi situações em que amigos contam que ficaram ofendidíssimos com outros que precisaram desligar um telefonema para cuidar de uma situação de emergência ou atender outra chamada mais urgente naquele momento.

Aí, é importante nos lembrarmos do blog da outra semana: prioridades.

Não somos a prioridade de todos em todos os momentos, nem todos são nossas prioridades em todos os momentos.

Se entendermos isso, teremos mais chance de uma convivência social harmoniosa.

A cobrança é um veneno e muitas vezes injusta.

Convivência deveria ser sinônimo de respeito e cerimônia.

Reparem que temos uma certa cerimônia com quem acabamos de conhecer ou temos pouco convívio, então por que não agir da mesma forma com quem convivemos mais intimamente?

Nos tempos que correm, os ânimos estão cada vez mais exaltados e os temores –fundados ou infundados — cada vez mais inquietantes.

O tempo vai rareando, tentando escapar do nosso controle, e isso faz com que desprezemos preceitos básicos de convívio, às vezes nos forçando atitudes que, se ponderadas, não seriam aquelas que gostaríamos de ter tido.

Convívio é, antes de tudo, respeito pelas diferenças.

Não nos esqueçamos de que ao desenvolvermos continuamente qualidades tais como  conduta de convivência, temperança e sociabilidade, estaremos silenciosa e progressivamente indo rumo a uma situação invejável e difícil, chamada liderança.

Tento ter cuidado para não ser intransigente.

As pessoas, em geral, se ofendem de forma absurda, na maioria das vezes, por erro de julgamento.  Sempre achamos que haverá compreensão, em função da amizade e  da intimidade que se julgava privar.

Devemos nos esforçar para desenvolver esse sentimento puro, que pode colaborar em muito para o entendimento mútuo e o bem estar no nosso dia a dia.

Convivência é inteligência, aceitação e compreensão.

Abraços e bom domingo,

Amanda