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Felicidade
Publicado por amandadelboni
Para mim, a felicidade começa com a cultura — no seu amplo sentido. A cultura sempre foi o principal elemento na minha educação, desde a infância.
Meu pai me alfabetizou aos cinco anos de idade e para ele, a felicidade consistia no prazer do conhecimento, que pode nos levar a um mundo diferente, relações diferenciadas e ao encontro com pessoas que nos complementam, e assim nos fazem felizes pelo convívio.
Foi muito gratificante desde então aprender o prazer do conhecimento.
Todos gostavam de me ver lendo livros e até jornais, e declamando uma enorme poesia, chamada: Felicidade é Coisa que Não Tem, de Judas Isgorogota.
Na época não sabia exatamente o que declamava. Mas hoje sei e discordo.
Felicidade é coisa que tem, sim. Que existe, e eu a vivo diariamente. Felicidade é algo que buscamos e conquistamos a cada instante. É um sentimento de realização de nossos desejos, de nossos anseios – mas cada pessoa com sua própria meta.
O sentimento de felicidade é muito relativo. O que significa felicidade para um não é necessariamente motivo de felicidade para o outro. O importante é buscar dentro de si esse motivo.
Para um mendigo, a felicidade pode ser receber um sanduíche, uma moeda. Já para o estudante, pode ser passar numa prova, e para alguém doente, retomar a saúde.
O próprio motivo da felicidade é mutável, de acordo com nosso momento e ciclo de vida.
Importante também que possamos encontrar felicidade naquilo que temos, e não passar a vida desejando o que não temos, em qualquer sentido, seja espiritual ou material — o que não nos impede de lutar pelo que queremos e que nos trará felicidade naquele momento de nossas vidas.
No ultimo ano, estava em Miami, quando comecei a ter muita dor no joelho. Antecipamos a volta, e acabei ficando um mês no hospital e operando a coluna, uma hérnia, que era o real motivo da dor no joelho que me impossibilitava andar.
Quando finalmente consegui dar alguns poucos passos, aquilo foi para mim um enorme motivo de felicidade.
Quer felicidade maior? Nada mais importava naquele momento.
Toda vez que conseguimos ultrapassar alguma dificuldade, seja de que natureza for, deve ser motivo de felicidade e de comemoração.
Compete a cada um de nós decidir e lutar pelas metas que nos farão felizes e, sempre, utilizando a cultura como um dos instrumentos.
Nunca confundir cultura com erudição.
Cultura+felicidade=Inteligência social.
“É preciso ensinar aos homens que a felicidade não está onde, na sua miserável cegueira, eles a vão buscar. Não está na força nem na riqueza, nem no poder, nem tampouco em todas essas coisas reunidas, pois todos – os fortes, os ricos, os poderosos – são escravos das circunstancias e das aparências enganosas. A felicidade está em nós mesmos, na verdadeira liberdade, na ausência ou na conquista de temor indigno, no perfeito domínio de nós mesmos, no contentamento e a paz de uma vida tranqüila, no cumprimento do dever”. — Alberto Montalvão – Moderna Enciclopédia de Relações Humanas e Psicologia Geral
Um abraço e bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Prejulgamento=preconceito
Publicado por amandadelboni
“Nunca deixe que pensamentos negativos ou sugestões inimigas penetrem seu espírito.
Você está acima de tudo isto. É um ser livre, forte e positivo”.
— Alberto Montalvão-A Psicologia do Êxito, vol 5
Uma das leis da natureza é a do menor esforço.
Muitos vezes não raciocinamos por nós próprios. Ouvimos e estabelecemos certos padrões a respeito de tudo: comportamento, beleza, inteligência e outros.
Temos que tomar muito cuidado com o “menor esforço” ao julgar uma pessoa ou situação. Essa lei é traiçoeira quando nos deparamos com atitudes preconceituosas ou tendenciosas.
É muito mais cômodo e mais “barato” para o cérebro concordar com aquilo que já se tornou através do tempo um padrão estabelecido como verdadeiro.
A gente ainda ouve falar que mulher bonita é burra, por exemplo. Isso fica em nossa mente, quando na verdade nem toda mulher bonita deixa de estudar, se aprimorar, desenvolver uma bela carreira. Quantas não conhecemos?
O ser humano é influenciado através dos tempos e da nossa educação pré conceituosa a acreditar em idéias generalizadas concernentes a raças, cores, religiões, regiões geográficas, etc.
Mas precisamos nos educar para fazer o contrário: colocar a máquina cerebral e emotiva para trabalhar e prevenir e evitar o PRÉ-julgamento, acionando mecanismos para dominá-lo.
Começa com o questionamento. Devemos estar sempre alertas para reconhecer quando um preconceito procede, se tem sentido ou se ele foi socialmente modelado, sem que tenhamos percebido.
O preconceito deve ser detectado, pois ele pode nos influenciar e prejudicar em diferentes áreas da atividade humana, principalmente nossa inteligência social.
Sofrer prejulgamento provavelmente muitos de nós já sofremos, por exemplo, no trabalho por causa de nossa cor, raça ou religião, maneira de nos vestirmos. Ás vezes somos rotulados pela nossa aparência. Uma pessoa jovem, bonita e bem arrumada sofre o prejulgamento muitas vezes pelo rótulo de que alguém com essa aparência não deve ser eficiente. Mas na verdade, essa pode ser uma pessoa extremamente responsável, dedicada, estudiosa e eficiente.
Outro exemplo é a mulher sozinha, por opção ou por viuvez ou por separação. Ouvimos sempre suas queixas de que são marginalizadas — muitas vezes por outras mulheres inseguras que as isolam por ciúme dos maridos ou namorados. E do resto ouvimos, “ficou pra titia, coitada”.
Por que pré-julgar?
Felizmente, hoje, com a chegada do politicamente correto, mesmo os dicionários estão tendo que mudar conceitos e definições preconceituosas.
Mas vamos tentar ir alem do dicionário e não generalizar, não prejulgar e raciocinar, assim amadurecendo nossa inteligência social para atingir uma melhor convivência, pacífica e agradável, com tudo e com todos.
Voltamos sempre no ponto da tolerância. Procuro sempre e constantemente combater idéias preconcebidas que ouço a vida inteira para não me deixar levar, a não ser pela minha análise imparcial.
As aparências enganam.
Bom domingo,
Amanda
Publicado em Inteligência Social
Caridade
Publicado por amandadelboni
O dicionário define caridade como disposição benéfica, esmola, auxilio, amor mútuo e benevolência, entre outros termos.
Mas na verdade caridade é muito mais do que isso. Não é somente o ato de dar algo em beneficio de alguém, materialmente falando.
É mais ainda o ato de oferecer a alguém que queremos bem, independentemente de atuação financeira, o carinho e amor, isso é caridade no sentido pleno da palavra.
Estou muito impressionada com um fato que presenciei há alguns dias.
Estávamos almoçando em um restaurante com um casal de amigos maravilhosos, conversando bastante, colocando o papo em dia, pois estávamos saudosos uns dos outros.
De repente algo estranho chamou minha atenção.
Chegou um homem de uns 49 anos, bonito, bem vestido, acompanhado de uma senhora idosa, aparentando uns 85 anos, de cabelinho branquinho, cortado curto, arrumadinha, colar, pulseira e bolsa bonita.
Sentaram-se á mesa e num silêncio que chegou a nos incomodar, escolheram os pratos. Nem uma palavra foi dita entre eles. Ele só se dirigiu ao garçom que tirou o pedido e veio servir a comida.
Eu fiquei pensando se não teria sido melhor para a senhora ter ficado em casa, á vontade, vendo televisão. Me pareceu uma tremenda falta de caridade humana do rapaz, que suponho ser seu filho.
No dia seguinte, quando jantávamos na casa de amigos, eu comentei o fato. Um deles me argumentou que a gente não sabe o que está por trás dessa atitude, o passado de ambos, talvez a má convivência. Concordo, mas não justificaria a atitude do rapaz. Ninguém sai sem vontade, ainda mais para desfrutar de um elegante restaurante, onde normalmente vamos para aproveitar da culinária e do convívio alegre entre amigos e familiares. Pensava comigo, o que será que passa na cabeça daquela senhora?
Claro, quem sou eu pra julgar uma cena que desconheço os precedentes, mas pergunto: Por que sair para almoçar com uma pessoa que você nem sequer tem o que falar?
Como muitos amigos sabem, perdi minha mãe há pouco tempo depois de uma convivência intima, próxima e muito amorosa. Sempre a levávamos para almoçar e quando ela estava com minha filha em Washington, também saiam as duas o tempo todo, com alegria, desfrutando da companhia uma da outra. Sempre fizemos questão de estar com ela e levá-la a todos os lugares que podíamos para que se distraísse e nos honrasse com sua companhia, carinho e sabedoria.
Claro que ela ás vezes se esquecia de algo que havia perguntado antes. Me lembro que um dia perguntou várias vezes pela minha bolsa. Eu dizia, “está aqui mamy”.
Na terceira vez eu respondi: está aqui mãezinha, obrigada por perguntar. Deixa do seu lado para ficar mais seguro. Ela ficou feliz, sorridente e não perguntou mais.
Caridade, para mim, é isso – amar e dar carinho nos momentos de fragilidade, principalmente das pessoas que tanto nos amaram nessa vida.
Este é um dos meus vídeos favoritos que mostram bem o tema de hoje:
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Tolerância
Publicado por amandadelboni
Tolerância é muito mais do que paciência. É compreensão.
Se raciocinarmos diante de uma situação difícil, normalmente chegaremos á conclusão de que a irritação não vale a pena.
Como dizia meu pai, não foi por acaso que a cabeça nasceu acima do coração.
Na hora em que nos deparamos com uma situação adversa, é importante raciocinar rapidamente e não se irritar indevidamente.
Compreendendo o problema que realmente se apresenta, conseguimos valorizá-lo de forma justa, e não numa medida exagerada.
Temos que entender a realidade de uma situação, e isso nos ajuda a suportá-la melhor, pois vamos vendo que na sua maioria, a irritação é desnecessária.
Tento sempre praticar a tolerância com as falhas alheias, com a imperfeição de um trabalho realizado por outras pessoas, ou por mim mesma, com as diferenças de conceitos do próximo. Respeito é primordial para se conviver bem.
E tolerância significa, principalmente, respeito e compreensão.
Um bom exemplo é o trânsito em todas as grandes cidades do mundo, como Paris, Nova York, Miami e, claro, São Paulo.
Pois bem, já sabemos que o trânsito será pesado, então o recurso é se programar, sair de casa mais cedo para qualquer compromisso com hora marcada. O que adianta se irritar? É um desgaste desnecessário que não vai mudar as circunstâncias.
Isso não quer dizer passividade mas compreensão e maturidade, o que é ainda mais importante quando se trata com filhos adolescentes. Imaturos por natureza, precisam de enorme compreensão e de nossa maturidade.
Precisamos sempre tentar compreender suas idéias, suas verdades, sem julgamento – mas com tolerância.
O adolescente é critico, rebelde e se acha dono da verdade.
Portanto o nível de tolerância dos pais e circunstantes deverá ser praticado a todo instante para que amadureçam no seu tempo, com valores sólidos, auto-confiança, auto-estima e acima de tudo, com muita tolerância e respeito ao próximo.
Um abraço e bom domingo,
Amanda
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Denegrir a imagem de alguém não leva a nada!
Publicado por amandadelboni
Não conduz a nada falar mal de alguém.
Podemos até trocar idéias a respeito, comentar se podemos contar com determinada pessoa para situações adversas, falar se a pessoa engordou um pouco, se está mais bonita. Essas são frivolidades que absolutamente não incomodam e não prejudicam.
Podemos até mesmo fazer críticas construtivas, se somos solicitados.
Mas daí, a falar mal sobre a moral, inventar ou repetir o que se ouviu falar, sem se preocupar com a veracidade dos fatos, não é algo construtivo e pode ser mesmo extremamente prejudicial, destrutivo e perigoso.
Claro que se você tiver conhecimento de que um amigo seu vai se envolver com alguém de quem você conhece o passado no sentido de prejudicá-lo, você deverá alertá-lo discreta e firmemente, convidando-o a examinar melhor o futuro desse relacionamento.
Mesmo assim, a decisão será dele de investigar a veracidade do que se ouviu falar.
Na minha maneira de agir, vejo as pessoas com boa vontade, de acordo com o que eu penso, sem me ligar na opinião dos outros.
Gosto de meus amigos sem me preocupar se os outros gostam ou não, sem julgamento. Afinal, quem somos nós?
Temos que medir a diferença entre um atitude fortuita, impulsiva, ocasional, de uma atitude ativamente infamante. Pesar a diferença é onde está nossa sabedoria.
Uma vez eu estava com algumas amigas numa mesa de almoço, e quando, por acaso, se falou no nome de determinada pessoa, uma das presentes emitiu uma idéia muito desagradável a respeito dessa referida mulher.
Eu achei injusta sua atitude, e lhe disse incisivamente que ela não tinha o direito de falar daquela maneira de quem ela mal conhecia – ainda mais em público.
E eu sei que era boato mesmo o que ela havia escutado, mas não achei elegante ela denegrir a imagem de alguém na frente dos outros. Para que?
E pior ainda, denegrir a imagem de alguém ausente é covardia – não dá nem a chance da pessoa se defender.
É importante pensar bem antes de falar de alguém.
Um abraço e ótimo carnaval!
Amanda
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